Uma receita que te deixará com vontade de conhecer David Garrett
Alô 2012, é você? Pois é, depois de um tempão sem escrever (tarefa que deixei para o Luis no último mês por questões pessoais), estou de volta.

Hoje o “Aos Cubos” vai te ensinar uma receita. Separa o liquidificador! Pega papel e caneta para não perder um ingrediente sequer. Não, calma… A gente não vai dar uma receita de bolo ou torta. O negócio é sério. Totalmente musical. Separou o eletrodoméstico? Então tá…
Junta aí: Paul McCartney, música clássica com violino, trilhas sonoras de filmes famosos, Aerosmith e Nirvana… Pôs na maior velocidade? Sem colocar em uma forma, o resultado vai sair direto para o seu iPod ou tocador de mp3. Não só porque o som é bom, mas também porque o rosto desse astro da música – mas que não abre a boca para cantar – lembra ligeiramente Kurt Cobain. Eu tô falando do violinista David Garrett (Universal).
Então, o alemão, de 30 anos, já esteve no Brasil (pelas minhas contas, no Rio, em 2008 – veja entrevista daquela época para a revista “Marie Claire“), mas eu só conheci recentemente. E por acaso. Sei que nosso encontro estava predestinado. Porque, ao zapear de canal na TV (madrugada, aquela inquietação), um show apoteótico no Multishow HD me chamou a atenção. Era um palco armado em um parque (Quem não ama?). Em cima dele, apenas um cara cabeludo, loiro, empunhando um violino, e uma multidão espalhada em uma arquibancada.
Infelizmente, não era no Parque Villa Lobos, em São Paulo. Infelizmente³!
O show, em tom de espetáculo pop, passeava tranquilamente sem soar estranho entre temas eruditos e populares. No repertório? O CD mais recente, “Rock Symphonies”, de 2010, lançado em 2011 pela Universal aqui no Brasil. Quando comecei a desbravar o som, e perceber os acordes de músicas familiares, como a “5ª Sinfonia“, de Beethoven, o tema de Missão Impossível e clássicos como “November Rain“, do Guns ‘N Roses, e “Live and Let Die“, de Paul McCartney, e “Walk This Way“, do Aerosmith, sabia que precisava ouvir mais. E, claro, a incrível versão de “Smells Like Teen Spirit” (veja o vídeo lá no fim do post). De outro show, tem a comovente “Who Wants To Live Forever“, do Queen.
Na plateia, de senhorinhas (à esq.) a jovens, pais de família e geralzão (à dir.)
No fim do show, pensei que já tinha visto aquela cara. E fui rever uns CDs que tinha ganho da gravadora, e lá estava ele: Achei, e completinho! Primeira coisa que fiz? Upar para o computador e passar para o iPod. Nos últimos tempos, tenho ouvido bastante. E quem sabe vocês também não se animam a ouvir um som clássico, instrumental (obviamente!), mas com pérolas da nossa geração. Curtiu? Passamos uns links abaixo e vídeos desse show, gravado em 2010, em Berlim.
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