The Raveonettes faz muito barulho pra poucos sortudos

DE SÃO PAULO

O The Raveonettes se apresentou pela primeira vez em São Paulo nessa sexta (19), no SESC Pompeia, e foi um daqueles shows pra ficar na memória de qualquer fã, seja da banda, seja de música alternativa. Pena que muitos ficaram de fora: os 720 ingressos postos à venda acabaram em pouco mais de uma hora, e a compra pôde ser feita só quarta (17), dois dias antes da apresentação, após uma sucessão de informações desencontradas.

Sorte de quem conseguiu ir. Colado no ótimo palco da Choperia (onde foi o primeiro dia da Invasão Sueca), o público se empolgou e esquentou (literalmente) o ambiente. Ficou a (ótima) impressão que todo mundo ali sabia a importância do que estava presenciando.

Um dos nomes mais importantes do rock nessa década, The Raveonettes é dupla dinamarquesa formada por Sharin Foo e Sune Rose Wagner, que são – ao mesmo tempo – vocalistas e guitarristas. Ao vivo, contam com participação de Adrian Aurelius (bateria) e Jens Hein (baixo). Sharin Foo é uma das musas do rock atual e parece uma boneca. Sune é como um ‘demoninho’ que acabou de sair de um desenho animado. Com o suor escorrendo no rosto, Sharin agradeceu muito e disse “It’s so hot in here” com um sorrisinho sexy-inocente. Sune surgia das insistentes rajadas de gelo seco como o espírito perdido de algum rock star dos anos 70.

Os dois despejam distorções nos ouvintes, cantando sobre sexo, drogas e decadência emocional com as vozes mais delicadas e infantis possíveis. Ao vivo, é como se a sua audição recebesse uma martelada.

O setlist passou por todos os 5 álbuns da carreira da banda, tocando pelo menos 3 músicas de cada um, e apostou em apenas 4 músicas de “In and Out of Control”, mais recente álbum e menos barulhento deles, o que acabou se encaixando na proposta do programa “Barulho”, parte da Mostra SESC de Artes 2010 – em que o show estava incluso. E apesar de contar com os hits-tira-o-pé-do-chão “Attack of the Ghost Riders” (pontapé inicial no show), “Love in a Trashcan” e “Let’s Rave On”, também passou por músicas como “Twilight” e “The Beat Dies”.

Após mais de uma hora de show, a banda encerrou com a prevista: “Aly Walk With Me” e voltou para o bis, depois de uma gritaria insana do público sedento por mais um pouco, e encerrou de vez o show com a épica “That Great Love Sound”.

DEPOIMENTO: Que me perdoem todos que ficaram de fora, mas shows com público pequeno, formado só por fãs, e colado no palco são inigualáveis. A solução fácil seria fazer mais uns shows (há público para isso), mas a banda está vindo direto de uma extensa turnê na Ásia, e quer voltar pro estúdio (e pro descanso) o mais rápido possível.

Só fico na dúvida se tem silêncio nesse descanso. Sune pediu desculpas no meio do show porque tinham que respeitar o limite de decibéis (imposto pela prefeitura pela Lei da Poluição Sonora) e não podiam fazer mais barulho do que já estavam fazendo. E tudo que eu tenho a dizer é que meu ouvido está zunindo até agora.

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Confira o pôster de divulgação e o setlist:

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2 Comentários

  1. Nossa, realmente essa banda não deixou nada a desejar, nos albuns eu ja pirava e ao vivo eles mandam muuuuuuuuito bem , maravilhosamente perfeito……e tava quente !!!!!

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