Jacintho lançará single inédito; Ekena prepara estreia com disco

Jacintho e Ekena (junto de Lima, de sua banda) são os entrevistados do podcast Aos Cubos, neste 24º programa, lançado terça-feira (20.06). Enquanto o artista se prepara para lançar mais um single, chamado “Cê Já Pode Morrer” (primeiro passo após seu EP de estreia, lançado em 2016), Ekena vai finalmente lançar o primeiro disco cheio, chamado “Nó”, que contou parte com financiamento coletivo (Catarse).

“(Esse single) faz parte do planejamento, depois de ter lançado o EP gravado ao vivo, cujo resultado deu origem também a quatro vídeos, disponíveis no YouTube. A música e o clipe devem sair em agosto”, adianta Jacintho. “Vai ser um preparo para o disco, que só sai se as pessoas desejarem”, brinca. O álbum ainda não tem nome, mas o artista afirma que é muito influenciado por coisas relacionadas à flora. “Talvez venha alguma coisa nesse âmbito”.

Ekena faz piada sobre o debut, dizendo que vai desatar nós. “Foi superlegal fazer este disco. A gente gravou em janeiro (de 2017), e faltava esse processo de mixagem e masterização. É um catadão das músicas desde 2010 até 2016, a última que escrevi foi ‘Todxs Putxs’. Resolvi fazer, talvez em ordem cronológica, contando uma história de desatar nós mesmo, como eles foram se soltando até formar uma linha reta”. O lançamento está previsto para o segundo semestre.

“A internet nos possibilitou coisas muito boas”, afirma Jacintho ao comentar a dificuldade que bandas do interior sofrem, disputando espaço com formações feitas nas capitais. E também localmente, uma vez que a cena está lotada de gente que opta por fazer cover. Jornalista de formação, ele trabalhou como editor de Cultura em uma rádio sócio-educativo, no interior. Ali teve acesso a artistas, produtores e shows. “Foi legal para ter uma série de referências, quando decidiu que queria ser artista e não jornalista”. Com sua ida para o Sul do País, e sua saída da Johnny Sue, Jacintho foi fazer uma incursão pelas artes visuais. Na volta, resolveu aportar em Leme (distante 190 km da capital paulista), e onde mora atualmente.

Os dois relembram os tempos juntos, em Araraquara, na chamada Casa dos Artistas, a vida romântica, suas aceitações enquanto artistas e os causos de interior. Ah, e também falam da época em que Ekena era uma Caramelow (da banda de Liniker). “Eu não imaginava algumas coisas ou as via distantes. As pessoas têm que olhar para um outro ângulo, tem várias pessoas acontecendo, várias bandas incríveis nascendo (no sentido de estar sendo vistas agora), e acho que a gente tem de cavocar”, pontua Ekena.

 

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Entre erros e acertos, Milkshake deixa legado como Parada "indoor"

O festival Milkshake, que teve sua primeira edição nesta sexta-feira (16.06), em São Paulo, foi o que muitos chamariam de festa da democracia – uma parada “indoor”, cheia de atrações escolhidas a dedo para agradar prioritariamente o público LGBT. Nunca havia presenciado tamanha diversidade dentro de um único evento, com públicos tão diferentes convivendo em harmonia. De um lado, o mais pop do meio gay (que se apropriou do palco Live após a performance de Hercules and Love Affair) aos amantes de música eletrônica, que ocuparam a pista principal e o clubinho da Audio, além de uma outra pista. Erraram ao fechar cedo a pista onde aconteceu um Carnaval fora de época. Foram mais de 10 mil pessoas e 44 atrações, segundo a organização.

Karol Conka e todo seu rap de militância para fazer dançarDepois dos shows energéticos de Banda Uó e Karol Conká, a outra principal atração da noite, Pabllo Vittar foi a única unanimidade. Anunciado por Fernanda Lima, seu show percorreu o EP de estreia, primeiro disco de inéditas e até o recente single com Major Lazer e Anitta. Nesse momento, os outros palcos estavam mais vazios. O que o público queria mesmo era fazer o bumbum tremer quando o grave batesse. Na sequência da drag do “Amor e Sexo”, outro destaque foi o bloco da Preta (Gil), que não conseguiu segurar o público (eu incluso), já exausto por estar no espaço de eventos da Barra Funda há horas em pé (as apresentações começaram às 16h).

Quem chegou cedo não enfrentou dificuldade para conseguir os cartões de consumação pré-pagos. Por volta das 22h, havia muita fila para recarregar e a falta de cartão era sentida em muitos caixas ambulantes. Poucos ainda tinham cartões virgens para aquisições (que custavam R$ 6, retornáveis no fim), tanto na praça de alimentação (com food trucks) como na pista onde mais cedo havia ocorrido a passagem dos trios elétricos do Carnaval fora de época. Muita gente foi embora com sua comanda, devido à falta de informação. Apenas um lugar os recebia e devolvia o que havia sobrado, incluindo o valor do empréstimo. Fui a três lugares até informarem que era no caixa do último palco – bem distante da saída..

Bloco da Preta iniciou a apresentação por volta das 4h de sábado (17.06)

Aliás, erro grande deixar a pista do Carnaval morrer no início da noite. Quem não quis ver as apresentações ao vivo não tinha para onde correr. Ou sentava no chão, ia para a praça de alimentação, fumódromos ou se escovara em algum lugar ou corredores. Enquanto isso, os camarotes superiores do palco na Audio estavam vazios. Faltaram áreas de descanso e chill out – já que não tinha a grama pra se jogar. E os seguranças não permitiam pausa nem para foto nas passagens de uma pista para outra.

Ponto positivo vai para a pontualidade das apresentações (pelo menos no Live Stage, onde permaneci a maior parte do tempo). Peguei a programação e estavam bem pontuais. No entanto, quando cheguei para o show do Hercules… não sabia que eram eles que já estavam performando. Nenhum telão, neon, LED ou placa informava quem estava em cena, algo corrigido nos seguintes. Também senti falta de totens de info ou mapa dos palcos. Olhando pra cima, você observava placas de direcionamento. E só!

Lily Scott, uma das DJs que animou o público entre um artista e outro

Haviam espaços e palcos escondidos… se você não foi com o line-up ou estrutura decorados, possivelmente passou incólume a estes lugares. Durante os shows, senti falta daqueles caras, passando pelo público, vendendo cerveja – apesar de a fila nos bares ser bem curtinha, ao contrário dos banheiros. Mais por comodidade mesmo.

Confesso que na última semana fiquei com medo de não lotar. Mas pelo tempo que tiveram de colocar o evento em pé, já com vendas e escolha de line-up, o Milkshake já deixa um legado para os próximos anos. Quem sabe, dividindo as atrações em dois dias, a gente aguentaria ficar mais tempo em pé (ou fazendo check-in no chão). Fico pensando: eles gastaram ótimas “armas” gays no line-up desse ano, agora quem mais tem a força para completar os postos de headliners do ano que vem? Em resumo, o evento foi uma festa. Reforço a celebração e harmonia entre os públicos tão diferentes, mas que soube conviver perfeitamente.

Rihanna no Rock in Rio inspired? Davi Sabbag, Candy Mel e Mateus Carrilho

Outro destaque que merece aplausos foi o espaço para performers anônimos e famosos, além do suporte à cultura drag. Ouvi de um amigo que a estrutura parecia do RuPaul’s Dragcon – evento da Mamma Ru a fim de fazer com que os fãs de seu reality tenham a chance de encontrar e interagir com renomadas celebridades e ícones da criatividade, em um ambiente amistoso e acessível.

Elenquei aqui os pontos críticos para mim. Vocês podem discordar. A área de comentários está aí para isso. O público pode ter lotado o espaço de eventos, mas não encheria o Autódromo de Interlagos – fora de mão e distante demais entre um palco e outro. Que venha a edição 2018!

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Fotos gentilmente cedidas pela assessoria da Audio Club. Cliques de Leandro Godoi

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Milkshake: "Moda não está aqui para te oprimir", diz Dudu Bertholini

Festival que celebra a diversidade, o Milkshake acontece nesta sexta-feira (14.06), em São Paulo. O local escolhido é uma área de eventos que engloba um quarteirão na Barra Funda. Para falar sobre a ideia do evento que acontece no fim de semana da Parada LGBT paulistana, conversamos com o diretor criativo das performances, Dudu Bertholini, e um dos organizadores da B.Fun, Beto Cintra, que traz o festival holandês pela primeira vez ao País. No quadro Rapidinhas, quem participa é a cantora Kelly Key.

Segundo Bertholini, o festival é super bubble plastic colorido com foco no público LGBTQ, mas que abraça contradições e todas as cores possíveis. “A moda tem que servir para você ser livre, ser a melhor versão de você mesmo e não atender a padrões que você não é. A moda não está aqui para te oprimir, mas pra te libertar”, defende. “Um festival como o Milkshake celebra a todos: grandes nomes até os mais novos. Eu amo essa democracia. Se o Brasil e São Paulo têm algo a oferecer é essa diversidade. A gente traz um guide holandês para dar um tempero nosso”.

Para ele, o maior desafio foi fazer o styling de um palco – que vai performar das 18h até as 5 da madrugada. “O mais legal do Milkshake é que ele é um festival pautado em montação. A maior decoração são os performers ao vivo. Eu amo isso do festival porque ele privilegia os estilos individuais e diversidade”. Ele criou 30 figurinos exclusivos, onde 20 drags e mais o balé do Amor & Sexo vão performar. “A gente está vestindo 45 pessoas para decorar um palco por 12 horas. Vai ser fantástico”, comemora.

Antes de celebrar, o Milkshake tem um statement de inclusão de diversidade, mesclar os grupos da cena gay, que pouco se misturam tanto na noite. Nas palavras de Beto Cintra, as festas são muito nichadas e existe muito preconceito dentro do próprio universo LGBTQ. “Era um jeito de trazer todo mundo junto na mesma ideia, a gente ficou muito empolgado com a história”. Sobre a mudança de local (antes, aconteceria em Interlagos), ele afirma que era uma ideia antes do autódromo. “Era (o lugar) onde a gente conseguiria trazer para mais perto do metrô e com a mesma capacidade”, reforça, explicando que a organização teve muitas reclamações devido à distância da antiga venue.

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LINE-UP
Principais atrações do palco Live, que tem como convidada de honra Fernanda Lima (e o balé do Amor & Sexo), são: Jaloo (18h), Lia Clark (19h), Dream Team do Passinho (20h), Batekoo + Linn da Quebrada (21h), Hercules & Love Affair (22h30), Banda Uó (23h45), Karol Conká (1h15), Boss in Drama (2h15), Pabllo Vittar (2h30) e Bloco da Preta (4h). As festas no Trio Elétrico Stage começam às 16h, com Domingo Ela Não Vai. Passam por lá ainda Minhoqueens (17h), Agrada Gregos (18h), Meu Santo É Pop (19h), com destaque ainda para concurso de bate cabelo com Ellen milgrau (da MTV). Ingressos a partir de R$ 100, no site EventBrite.

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TOP OU FLOP
Neste quadro, a gente apresenta alguns temas variados. Qual sua opinião?

https://goo.gl/fbrsel – Rômulo Neto disse que Anitta ‘não é o perfil para casar’.

https://goo.gl/gpuaqp – Em menos de 24h, a Globo exibiu dois momentos diferentes em que o apresentador Pedro Bial deu uma sarrada no ar.

https://goo.gl/7d21jm – Por falar em Ana Maria (sócia do top ou flop, né?), ela apareceu na TV com um novo penteado. Como a internet não perdoa, todo mundo comparou o corte com o do cantor Supla. O que aconteceu uns dias depois? Ela chamou o papito pra participar do seu programa

https://goo.gl/a1xx62 – Taylor Swift vendeu mais de 100 milhões de músicas e ganhou uma certificação do RIAA (associação da indústria da música nos Estados Unidos). Em comemoração, disponibilizou o seu catálogo em todos os serviços de streaming.

Vamos falar de coisa boa?
Doritos lançou uma campanha junto a Casa1, que é uma casa que fica no centro de são paulo, que abriga jovens homossexuais que são expulsos ou precisam sair de casa. quem fizer uma doação mínima de um Vanessão, ou seja, vinte reais, recebe em casa uma unidade de Doritos Rainbow e uma bandeira do ogulho LGBT original. Só acessar kickante.com.br/campanhas/doritos-rainbow

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Foto de abertura do site Got U. Foi clicada na festa Avec Elegance, em abril.

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“As pessoas romantizam as relações abusivas”, afirma Johnny Hooker

Johnny Hooker está prestes a lançar disco ainda sem nome (apesar de na internet já anunciar como “Corpo Fechado”), o que deve acontecer no início da próximo semestre. Com participações de Liniker e Gaby Amarantos, relacionamentos abusivos são a tônica do novo trabalho do cantor recifense. “Quero levantar a bandeira com esse (trabalho) porque as pessoas romantizam as relações abusivas, quero que elas procurem ajuda para renascer, enfrentar as depressões. Enfim, as barras que elas passam na vida. Este disco é sobre renascer, sobre o sol, meu lado mais leonino. É a vontade de renascer e brilhar e sair dali mais fortalecido”.

Ele é o convidado do podcast Aos Cubos neste 22º programa, décimo da segunda temporada, que estreou na terça-feira (06.06), nas plataformas Podcasts, da Apple, e Soundcloud. Ouça:

Liniker e Almério farão shows com Hooker no Rock in Rio na noite de Justin Timberlake e Alicia Keys (17 de setembro). Ele aproveitou a proximidade com a primeira artista para compor uma canção que fala sobre a coragem de amar sem temer (trocadinho que brinca também com o #ForaTemer). “Comecei a observar, nos cinemas, casais gays bem novinhos de mão dada, se beijando (lá no Rio)”, explica sobre esse blues chamado “Flutua” – cujo clipe estreará depois desse “tapa” no RiR. Rainha do tecnobrega, Gaby Amarantos participa em outra faixa com tempero do Pará.

O cantor está no processo de se recuperar da depressão, mas espera que o carinho dos fãs durante a turnê que se aproxima seja força motriz para tirá-lo deste estado. A frase que aprendeu com a avó: “firme e forte feito um touro” está tatuada em seu punho e o ajuda a erguer a cabeça. “Estava sofrendo muito e agora que estou percebendo o que fiz. Às vezes a vida é assim… Apesar de sofrer, fiz o que eu queria”, explica sobre o disco produzido por Leo D, que já trabalhou com Mombojó e Nação Zumbi e no disco anterior de Hooker.

O disco já está gravado, passa por mixagem e masterização, e deve chegar ao público de forma repentina em algum momento do segundo semestre. “Está bem diferente do primeiro, queria trazer para um lugar menos rock ‘n’ roll e agressivo, mas para um lugar do cancioneiro clássico. O primeiro é muito escorpiano, as fases de um relacionamento do luto à superação. Este é mais um renascimento, o que estou passando. Fala tanto do pessoal, como o macro, do momento que o País está passando. Digo que são canções para sobreviver ao fim do mundo”, adianta.

Hooker acredita que a cada dia que passa já deu a hora de subir os créditos, como se fosse o fim de um filme. O disco também reflete o momento que passou há pouco, de enfrentar o fim de um relacionamento que ele taxa como abusivo. “Querer que as pessoas falem sobre isso, denunciem e falem abertamente sobre isso, que não deixem o abusador impune”. Inclusive, o primeiro clipe do disco vai falar exatamente sobre o tema, com divulgação de grupos de ajuda, de incentivar a procura por ajuda, entre outros.

A pergunta mais recorrente que ele tem de responder na vida é se ele já fez macumba para alguém e as pessoas cismam em perguntar sobre Ney Matogrosso, como se fosse alguém íntimo (devido à semelhança entre os estilos). “Deve estar bem, aí, fazendo shows. As pessoas não aceitam que ele não foi uma influência direta do meu trabalho. Claro, ele é incrível e icônico, mas não é (referência). Tá ali no panteão dos ídolos, mas o que sempre ouvi Madonna e minha mãe sempre foi apaixonada por David Bowie, tinha todos os discos e um VHS de Ziggy. E música brasileira, Caetano (Veloso)”. Para ele, Caê é o maior compositor brasileiro vivo.

O cantor ainda fala sobre suas participações em diversos projetos audiovisuais, como o no filme “Berenice Procura”, de Flavia Lacerda, e o programa “Subversão”, com Zelia Duncan, cuja temporada está prevista para 2018.

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TOP OU FLOP
Neste quadro, a gente apresenta alguns temas variados. Qual sua opinião?

https://goo.gl/fcpoid – As indiretas de Anitta no Twitter deixaram os fãs preocupados. A suspeita é de que a cantora e Maluma tenham se desentendido… O que será que aconteceu? Usar as redes sociais para lavar a roupa suja: top ou flop?

https://goo.gl/4mtfhg – A fotógrafa Laura Sodsworth acaba de lançar o livro “In Manhood: the Bare Reality”, em que explora o conceito da masculinidade. para o projeto, ela fotografou 100 homens e seus pênis. Nudez masculina como tabu: top ou flop?

https://goo.gl/74tiwm – Ariana Grande arrecada mais de r$ 40 milhões com show beneficente em manchester. a renda foi doada para famílias das vítimas e para sobreviventes que sofreram com um ataque terrorista que deixou 22 mortos no início de maio. o show durou três horas e teve participação de Coldplay, Katy Perry, Miley Cyrus, Justin Bieber, Pharrel Williams e mais.

https://goo.gl/G8iZ18 – Ariana Grande ainda rende outro top ou flop: depois de inventar uma nova dupla chamada simone e maraira, a apresentadora do ‘mais você’ atacou novamente. na manhã desta segunda-feira, ela chamou a cantora de  Adriana Grande ao comentar o show #onelovemanchester.

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"Enxergo a cena injusta", diz Thyago Furtado em papo com Phillip Nutt

Phillip Nutt e Thyago Furtado são os convidados do podcast desta terça-feira (30.05), quando falam sobre suas incursões pela música brasileira, por vezes cantando em inglês, enquanto o mercado consome as faixas de amor vindas exclusivamente do sertanejo e, das batidas, do funk. “Enxergo a cena como injusta porque a gente está em um período que dá a possibilidade de fazer música, independente de uma gravadora”, afirma Furtado.

Furtado vê essa onda de segmentação como uma parte ruim de se fazer parte do jogo. ‘”Música pra mim é arte. Existe diferença entre você compor e fazer batida. Pensar na música como um todo é um trabalho totalmente diferente. É como se você tivesse seu trabalho jogado fora porque o mundo não espera. Ouço das pessoas, falando que tenho de ficar orgulhoso porque é um material muito legal. Mas até quando posso segurar porque é a vez do funk?”, explica, dizendo que dá muito mais trabalho quando você não faz a música do momento.

Nutt parabenizou a iniciativa da Universal Music ao assinar contrato com a cantora Mahmundi. “Existe um comodismo das majors porque determinado gênero funciona. Achei do c… quando vi que assinaram com ela (Marcela Vale) porque faz um pop diferente do de Anitta, Iza, Ludmilla. Tem espaço pra todo mundo. O som da Mahmundi, as letras, a meodia e a harmonia podem muito bem conversar com as classes C e B. Falta aquela vontade de botar fé no que é novo”, analisa.

Depois do lançamento de seu primeiro EP, “Paranoia”, lançado em setembro de 2016, Thyago se debruça na produção de um álbum cheio. “Até para ter um repertório e não ficar nessa de: ah, tenho cinco músicas e cantar dos outros. A ideia é poder formatar um show que tenha mais a ver comigo enquanto artista “, desabafa. “O que quero fazer agora é puxar para o folk e menos eletrônico. Quero fazer o que chamo de músicas de inverno porque funciono melhor melancolicamente falando do que feliz”.

Com singles soltos já lançados (entre eles “Ponderar” e o remix de “Essa Tal Liberdade”, com Zebu), Nutt também sonha com o primeiro disco de inéditas ou um EP. “Cogitei alguns formatos, mas acho que com esse lance das plataformas digitais, com o single você pode ver muito mais que caminho deve ir”, explica. “Ouço de tudo, desde O Grande Encontro até Bruno Mars, e ponho jazz antes de dormir. Tenho muita influência e muita coisa. Acabo colocando isso na minha música (…) Pessoas podem achar que as músicas são diferentes, tenho muitas referências e gosto de experimentar e fazer música de diferentes formas”. Eles participaram ainda dos quadros Perguntas Esdrúxulas, Rapidinhas (temático) e, claro, Caderno de Perguntas.Play!


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Cirque du Soleil volta ao Brasil em espetáculo sobre empoderamento

Depois de quatro anos sem pisar em solo brasileiro, o Cirque du Soleil volta ao País com o espetáculo “AmaLuna” – uma história aspiracional, que trata sobre empoderamento feminino.

Após passagem pelo Uruguai e Paraguai, a tour latino-americana estreia no Brasil em 5 de outubro, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, onde fica em cartaz até 17 de dezembro. Depois segue para o Rio de Janeiro, quando estreia em 28 de dezembro, no Complexo do Parque Olímpico, permanecendo até 21 de janeiro de 2018.

Ingressos para as apresentações em São Paulo vão de R$ 250 a R$ 450 (veja tabela completa ao fim do texto) e serão comercializados no site Tudus, a partir de 6 de julho, mas clientes do Banco Original contam com pré-venda exclusiva a partir desta quinta (01.06) até o dia 2 de julho. Membros do Cirque Club poderão comprar de 3 a 5 de julho. A bilheteria oficial (sem taxa de serviço) funciona no Shopping Market Place. Em 1º de outubro começa a operar a bilheteria do Villa Lobos. As infos sobre a venda no Rio serão divulgadas no segundo semestre.[hr]

No clique acima, protagonista da montagem, Lili Chao, durante a coletiva de imprensa, nesta terça (30.05), na casa Charlô, em SP; Abaixo, cenas do espetáculo

“Essas duas cidades sempre foram as de maior demanda e esperamos receber gente nesses dois polos. Este é o principal mercado da tour latina americana. Aqui, o fã-clube tem 200 mil pessoas”, explica a diretora sênior de planejamento de turnê, Sthephany Harvey. “Acredito que o espetáculo vá desafiar o público brasileiro, mas as mulheres vão se identificar. Sou mãe de duas adolescentes, me sinto orgulhosa de trazer este produto ao Brasil”.

A produção explica que buscou manter preços acessíveis ao público sem grandes mudanças desde a última passagem. Nas cinco apresentações em anos anteriores, foram vendidos 2,5 milhões meio de ingressos.

Sessões ter. a sex., às 21h (algumas às 17h30), sáb., às 17h30 e 21h. e domingo, às 16h e às 19h30. Parque Villa Lobos – Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001, Alto de Pinheiros, SP. No Rio: Parque Olímpico – Avenida Embaixador Abelardo Bueno, s/nº, Barra (altura do 5001, em frente ao Terminal Centro Olímpico).


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Cerceau & Waterball
Pela primeira vez, dois números icônicos do Cirque se juntam na mesma apresentação. Nesta leg da tour é que esta junção aparece pela primeira vez, mas logo deve entrar em outros espetáculos do Cirque pelo mundo. Neste ato, a Moon Goddess aparece a Miranda montada em um aro e lhe concede sua bênção com uma canção melancólica. Enquanto Miranda brinca na grande taça, Romeo olha atento. Quando ela mostra sua exuberância, ele se junta a ela na taça, onde brincam, e tentam se beijar.

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Produção
O espetáculo é composto, em sua maioria por mulheres, inclusive a banda que os acompanha. Com 48 pessoas no elenco (mais da metade formada por mulheres), de mais de 20 países – entre elas duas brasileiras -, a história é uma reflexão sobre o equilíbrio do ponto de vista das mulheres. Principais: Prospera, Miranda, Romeo, Cali e Moon Goddess.

A criação quem assina é Fernanda Rainville, enquanto Diane Paulis é a diretora. A cenografia do espetáculo, desenvolvida por Scott Pask, e o texto foram inspirados pela mitologia nórdica e clássicos, como “A Tempestade”, de Shakespeare, e “A Flauta Mágica”, de Morart. O vestuário tem 1200 pecas e todas elas únicas, criadas por Mérédith Caron. Retratam a vida de personagens fantásticos na misteriosa ilha de Amaluna, em algum lugar do Mediterrâneo Essa é será a 33ª parada do grupo, desde que o espetáculo estreou, em 2012, no Canadá.

A trilha, interpretada ao vivo no espetáculo, foi composta por Bob & Bill e traz elementos do rock, como guitarras pesadas, mas com pitada contemporânea com baixo, bateria, violoncelo, vocais, teclados e percussão.

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INGRESSOS

 

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Ed Sheeran põe estádio no bolso com show one-man-band, em São Paulo

(Imagens gentilmente cedidas por Francisco Cepeda)

Se você viu o curta “One Man Band”, da Pixar, entende a premissa de um show de Ed Sheeran. É só ele e o violão no palco (uma só vez entra em cena uma guitarra psicodélica). Mas a grande estrela é um pedal que reproduz em loop trechos gravados (seja da viola ou da boca). Na animação da Pixar, o músico tem de se firmar perante um novo homem-orquestra, e se sente ameaçado para conseguir as gorjetas da cidade medieval. Mas, no caso de Edinho (como os fãs chamam carinhosamente o britânico), a hegemonia está longe do fim.

Ainda que, antes de começar, a arquibancada gritasse “fecha o buraco”, apontando para a pista premium, o ruivo de 26 anos fez show para um Allianz Parque lotado neste domingo (28.05), em única apresentação na capital paulista. A pontualidade foi britânica: faltava um minuto para o início previsto do show e ele já estava a postos com “Castle on the Hill” – do recém lançado “÷” (Divide), que teve 57 milhões de reproduções em um único dia no Spotify, no lançamento, em março de 2017.

No palco, Ed se sente à vontade para cantar, tocar, batucar e ainda conversar com o público. A timidez é nítida, mas o carisma sobressai. “Sei que amanhã é segunda-feira, mas vamos fingir que hoje é sexta e curtir até ficar rouco? Mas não vale de gritar, tem que cantar”, propôs. E colocou lenha na rixa Brasil x Argentina: “Eles cantaram muito alto (em menção à faixa que leva esse nome). Estão preparados para sair daqui sem voz?”, brincou. O público se dividiu entre gritos e vaias na cutucada direcionada à rusga com os hermanos. “É muito legal vir de onde vim e ver uma plateia animada como essa e que sabe cantar as letras. Eu amo o Brasil”, disse em outro momento.

Enquanto o atual single “Galway Girl” foi uma das mais cantadas, as músicas melosas – sem surpresa – foram as que mais funcionaram com o público. Ele ficou nitidamente envergonhado quando começou a tocar “Give Me Love” e as pessoas tomaram as rédeas do vocal. Ainda que o rubor fosse quase imperceptível pela sua ruivez, os trejeitos o entregaram. Não à toa! A faixa foi trilha sonora de “Malhação” (2013) e embalou muitas cenas de Martin (Hugo Bonemer) e Micaela (Lais Pinho) nas tardes da Globo.

Na aguardada “Thinking out Loud” foi o único momento que Ed trocou o inseparável violão (que a cada música vinha com alguma referência aos álbuns: desenhos dos símbolos de dividir e de multiplicar) por uma guitarra colorida. “Bloodstream” surpreendeu pelo momento de catarse, mas o clichê de “Photograph” encantou: o público empinou seus celulares com o braço e os casais se admiravam embasbacados, prontos para se beijar.

Claro que o bis teria que vir com a música mais executada no Spotify em 2016: “Shape Of You”. Mas ela é mais um adorno em um setlist recheado de sucessos que você nem imagina que conhece, como a inacabável “You Need Me, I Don’t Need You” – a última do setlist, cujo destaque vai para a céltica Nancy Mulligan, que fica na cabeça.

Se você não conseguiu acompanhar nem pelos Stories no Instagram dos amigos, logo Edinho volta. Pelo menos, prometeu. No bis, trocou a camiseta escrito Hoax (boato, em inglês) pela camisa da seleço brasileira de futebol, da CBF, e estava envolto na bandeira do Brasil. Isso de amar o Brasil não deve ser historinha de gringo… O lance é esperar!

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Plutão já foi Planeta: "Por estar na TV, acham que virou rico e famoso"

Natalia Noronha e Khalil, da banda Plutão Já foi Planeta, são os convidados desta semana do poscast Aos Cubos, no ar nesta terça (23.05), disponível nas plataformas digitais (Soundcloud e Podcasts, da Apple). A banda, que participou do reality “Superstar”, da Globo, no ano passado, lança seu disco “A Última Palavra Feche a Porta” pela Slap – selo indie da Som Livre, de um contrato que veio logo após a passagem pelo musical.

Segundo o baterista, realities em geral têm a capacidade de jogar algo para cima ou o inverso. “É muito fácil disso acontecer, seja um BBB ou qualquer outro. Atinge algumas pessoas, mas você é esquecido ou apagado na sequência. É comum. Muita gente acha que, só por você ter chegado nesse ponto, sua vida está completamente linda, virou rico e famoso. Não é bem assim. Você sai e tem que continuar trabalhando. Rolou uma posição bacana, mas não o suficiente para relaxar. (…) A gente deu um duraço, se f… se deu bem. Mas tem que trabalhar muito ainda”, conclui Khalil.

Participar do reality somou muito e deixou um saldo positivo, segundo a vocalista. “A gente precisava de um upgrade. O programa foi exatamente isso. Chegamos a muitas pessoas muito rápido, o que reverteu em shows e acessos nas redes sociais”, explica. “Logo, a gente pegou um timing legal e lançou disco quando estava com mais gente conhecendo”. Álbum este que ganhou participações de Liniker e Maria Gadú.

Como surgiu a banda e influências são as coisas que eles mais detestam responder, mas “por que o nome?” e “o que vocês vão fazer caso Plutão volte a ser um planeta do sistema solar?” são as perguntas mais recorrentes respondidas pelo quinteto de Natal, que acaba de se mudar para São Paulo – muito em partes para colocar o disco na rua (ensaiar, fazer shows e mais), como dizem no meio musical. Os dois falaram ainda sobre os tempos de adolescência, a saudade de casa, além de trabalho. Eles participaram dos quadros Perguntas Esdrúxulas, Rapidinhas (temático) e, claro, Caderno de Perguntas. Play!


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"Tem que orkutizar o topless", diz Titi Muller em papo com Didi Effe

Titi Muller e Didi Effe são os convidados do podcast Aos Cubos, disponível nesta terça-feira (16.05) nas plataformas digitais. Femininja assumida, a apresentadora do “Anota Aí”, do Multishow, afirma que foi uma delícia gravar em Portugal, cuja estreia está marcada para 2 de junho no canal pago.

“Tem mais é que orkutizar o topless. Fiz um manifesto, não sei o quanto disso vai entrar na edição. Por que brasileira vai para a Europa e a primeira coisa que faz é botar os peitos de fora? Porque aqui não pode”, comenta, dizendo que pode estar -12º de temperatura, mas as brasileiras não desistem.

As coisas mais ‘uou’ dessa nova temporada não são muito publicáveis, segundo ela. Enquanto Didi odeia falar sobre idade (apesar de revelar no Caderno de Perguntas), entre as coisas que Titi detesta responder estão os lugares que gostaria de ir. A apresentadora tem um jeito de driblar essa questão: “gostaria muito de ir em algum lugar do planeta terra em que uma mulher se sinta segura, andando na rua sozinha à noite. Nunca fui”.

No segundo semestre, Titi estará – ao lado de Fernanda Souza e Eduardo Sterblitch – no “Humoristinhas”, nova atração do Multishow. “Quando me falaram fiquei meio assim por se tratar de um programa de humoristas infantis. Nas últimas gravações, fiquei deslumbrada, encantada, arrebatada e muito otimista com o futuro dessa nação, que está na mão dessas crianças. Eles estão dando um tapa na nossa cara de empatia, noção de mundo e sororidade. É muito f*…”, avalia. Ela também contou sobre o livro que está escrevendo, que faz um paralelo entre viajar a trabalho e a passeio.

Didi estará à frente da transmissão ao vivo do Billboard Music Awards (ao lado de Fernanda Braz), no Facebook da TNT, este domingo (21.05). Começa às 20h30, e promete performances de Miley Cyrus, Cher, Celine Dion, Ed Sheeran, Nicki Minaj, Imagine Dragons, Bruno Mars, Drake, Camila Cabello e John Legend.

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Quadros
Se pudessem escolher alguém para entrevistar, vivo ou morto, Didi iria de Madonna e David Bowie, enquanto Titi apontaria o microfone para Paul McCartney e John Lennon. Agora, se eles tivessem que perguntar algo sobre si, não passariam vontade. “Perco até o interesse”, brinca Didi. “Eu já falo tanto. Às vezes me perguntam abacaxi, eu respondo banana porque quero falar de banana. Quando me fazem uma pergunta que quero muito falar sobre, eu vejo e estou solando há uma hora e meia”, conclui Titi.

Os dois ainda lembraram os áureos tempos de MTV Brasil, onde começaram juntos nos idos de 2008. “Era muito anárquico, mas muito f… ter passado pelo final, foi muito triste. Foi como acompanhar a metástase de um amigo querido”, explica Titi. “Mas ao mesmo tempo muito orgulho de ter apagado a luz”, complementa Didi. “A gente segurou este caixão, vestido de Paquitas”, arremata ela.

Os dois falaram ainda sobre os tempos de adolescência, os micos na hora H e muito mais. Além de falar de trabalho, eles participaram dos quadros Top ou Flop (cujos assuntos estão elencados abaixo), Perguntas Esdrúxulas, Rapidinhas e, claro, Caderno de Perguntas.


TOP OU FLOP
Neste quadro, a gente apresenta alguns temas variados. Qual sua opinião?

https://goo.gl/Qmt0UC – MTV põe fim à premiação por gênero e os prêmios de melhor atuação ficaram para o sexo feminino, com vitória de Emma Watson (por Bela, da live action “A Bela e a Fera”) na categoria filme e Millie Bobby Brown (Eleven de “Stranger Things”) na categoria série.

https://goo.gl/wfpaBT – Saiu a programação da Virada Cultural 2017. Entre os shows confirmados, artistas que já passaram pelo podcast (alô, alô Jaloo, As Bahias e a Cozinha Mineira, Baleia e Luiza Lian!). No palco, entre as avenidas Ipiranga com a São João, confirmou Gretchen, Molejo e É o Tchan!

https://goo.gl/imXPMo – Funerais com temática de super-heróis têm se tornado tendência nos EUA e Inglaterra. (Pessoas vestidas de Batman, Tartarugas Ninjas, Star Wars, Mickey Mouse e outros personagens). O clima solene e tristonho está perdendo espaço para um espírito mais ‘divertido’, mas sempre respeitoso, claro!).

Essa semana foi lançado o documentário “A Imagem Da Música”, que conta a história da MTB Brasil desde seu nascimento, auge e decadência. Tem entrevistas com músicos, ex-vjs e até nomes de artistas gringos, como Aerosmith, David Bowie e Robert Plant.

Por fim, a volta de Miley Cyrus, lançamento dos discos de Harry Styles e Paramore. e o novo clipe da Katy Perry.


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"Acredito no poder de cura do amor", afirma Ana Muller

Ana Muller é a convidada do podcast Aos Cubos, que foi ao ar nesta terça-feira (09.05). Na segunda temporada, este é o 18º programa. A artista dedicou o EP às pessoas com problemas psiquiátricos e em depressão, hoje serve de exemplo para quem passa pelos mesmos problemas. “Cheguei a pesar 36 kg, estava doente. Meus fãs acompanharam de perto, então nada mais justo. Aos poucos, as doenças precisam ser faladas para ser compreendidas”, avalia.

“Acredito no poder do amor, ele tem um poder de cura fanstástico. Amor romântico, de amigo, de família. A falta desse amor é que causa a depressão, em especial a do amor próprio”, exemplifica, dizendo que desconhece outros artistas que falem abertamente sobre o tema. “Não sei se me considero corajosa. Sempre fui uma pessoa que já chega com os dois pés na porta. Não nasci para ficar me escondendo”, comenta sobre falar abertamente sobre orientação sexual.

Antes da internet, Ana afirma que “não lacrava” em nada. “Essa parada de fã é muito estranha porque sempre fui impopular, a pessoa esquisita, que ficava lá atrás, no fundo e não ter muitas amizades ou estar naquela turma descolada. Eu era justamente o contrário”, recorda.

Como na música, Ana diz que já teve alucinações. “Pra mim, é elucidação. Já tive algumas, por exemplo, pelo uso da ayahuasca (santo Daima), em que fui para uma dimensão completamente diferente”, exemplifica. Ela toma o chá há oito meses e comenta que a primeira vez foi perturbador. “Comigo foi muito forte porque tenho 25 anos e durante 24 tive uma depressão muito profunda, que tratamentos, remédios, psicólogos e terapia não resolviam”.

Ela explica que teve períodos de melhora, mas já havia decidido acabar com a própria vida. Esta seria sua última chance. “Me reencontrei. Em 1h30, me descontruí e descobri coisas a meu respeito que 24 anos de remédio e terapia não resolveram. Sua cabeça vira um turbilhão. Você começa entender e vem um sentimento de paz e gratidão. Minha vida mudou completamente”. Depois da experiência, Ana compôs uma música chamada “Mundo Novo” que fala sobre esse despertar: “de a gente reclamar muito do mundo e não fazer nada para mudar”.

Desorganização e fome são coisas que tiram Ana do sério. E se diz muito metódica “Quando vou ver, penso: que coisa insuportável. Eu tenho métodos. Se não seguir aquilo, vai me dando uma aflição. Às vezes, a gente vai fazer um show, vou para o hotel, e tenho que organizar as coisas. Vou tirando a roupa e dobrando, coloco em cima da pia, sabe? É muita mania que eu tenho”, ri. “Se ficar com fome, a minha fisionomia muda e é incontrolável e tudo pra mim tá ruim”, afirma, dizendo que entre suas comidas favoritas estão frango com quiabo e fígado acebolado.

Ana é capixaba, mora em Vitória (ES), tem mais de 13 milhões de views e 170 mil fãs nas redes sociais. A cantora responde com sinceridade ao Caderno de Perguntas e Perguntas Esdrúxulas, lembra casos da adolescência, e – claro – fala de coisas sérias no último bloco, direcionado ao trabalho. Play!

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TOP OU FLOP
Assuntos interessantes e que deram o que falar na semana:

https://goo.gl/4xAwtH – Dia em que Simone e Simária viraram Simone e Maraira (Simária, corrige o Louro) no programa da Ana Maria Braga.
https://goo.gl/fXYnOF – Belchior (o fato dele ser genial inocenta ele ter abandonado as filhas e deixado de pagar pensão alimentícia? Dá pra separar a Obra do Artista?)
https://goo.gl/K0NLpM – Passagem do Maluma pelo Brasil
https://goo.gl/wbqzei – Estreia de Tieta no Canal Viva (Você é a pessoa mais nova da mesa, quais foram as novelas que te marcaram?)
https://goo.gl/nEIGZb – Famosos que gostam de compartilhar fotos de momento de intimidade com o companheiro


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