Rihanna divulga capa do novo CD, nomeado "Anti"

Finalmente! Depois de ~milhares~ de anos de espera, Rihanna (aka Badgalriri) anuncia a capa de seu novo álbum, chamado “ANTI”. Tudo aconteceu em uma exposição privada assinada por Roy Nachum na Mama Gallery. A exposição contém imagens sensacionais feitas pelo artista.

Deem uma olhada nesse vídeo de como foi feito o álbum da nossa Badgal favorita.

E assim foi feita a capa do novo CD (#R8) da @badgalriri, by @roynachum! #regram

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Com faixas como, “FOURFIVESECOND”, “American Oxygen” e “BBHMM” o álbum Anti que tem produção executiva de Kanye West  será lançado em novembro.

 

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Dônica, a banda que tenta "se livrar" do título de banda do filho de Caetano

Dônica fez sua estreia nacional em festivais no último fim de semana, no Rock in Rio – ao lado do artista Arthur Verocai. Com um CD novo para mostrar, “Continuidade dosParques” (lançado pela Sony), a banda está feliz com o resultado. O grupo se apresenta nesta quinta-feira (24.09), na Casa da Gávea, também no Rio de Janeiro.

Eles trabalham em dobro para se livrar da fama de banda do filho de Caetano Veloso. “Já falam isso”, diz o vocalista José Ibarra. “Mas vai ouvir o som. Às vezes gosta. Mesmo que tenha uma porrada de gente falando isso, tem quem fale do nosso som. Espero que uma hora parem com esse rótulo”.

O “culpado” por essa estampa, o músico Tom Veloso, começou tímido na banda, nos bastidores, compondo e, de forma natural, foi assumindo nova posição. Hoje, no palco tocando violão, diz que não há uma pressão pelo fato de ser filho do músico (e de Paula Lavigne). “Às vezes, é chato. Quando ouvem sem preconceito, acabam gostando do que a gente faz. Dane-se isso (de nomenclaturas), é algo a mais”, desabafa Tom. E o pai? “Ele ouviu o CD, gostou e se impressionou com os meninos tocando. Sempre elogia muito, e as composições também. E fica brincando sobre rock progressivo porque nunca gostou disso”, ri.

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Ibarra explica que, musicalmente falando, a Dônica foi se aprimorando até chegar perto do que pensavam para o CD. “Queríamos explorar mais os timbres, ter usado mas sintetizadores”, comenta, falando que o processo foi muito intenso: cerca de 20 dias para estar tudo pronto. “Tínhamos tudo na cabeça, mas muitas coisas foram mudando no caminho”, argumenta, falando que a gravadora não deu qualquer pitaco nem foi a nenhuma das gravações. “Entregamos o CD lá e pronto. Tem um pouquinho de cada coisa porque cada um tem uma influência, um estilo”.

Tom e os meninos são a epítome da adolescência, todos têm menos de 20 anos. Suas composições falam sobre experiências do cotidiano. “Teve uma época em que éramos fissurados pelas meninas que conhecia e compunha sobre elas”, explica. “Hoje, não mais. Tem muitas histórias que a gente viveu junto. Cada coisa que surge, dá vontade (de escrever), como situações, amores, saudade, vem naturalmente”, completa Tom.

Apesar de ter cara de banda independente, eles se inspiram numa galera comercial, como Pharrell Williams, Rihanna, Beyoncé. “Eles são muito profissionais, sabem como fazer a parada. Nessa galera, tentamos pegar mais a parte de produção musical: ‘porque o cara fez isso e não aquilo, sabe?’”.

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Apesar de ainda não estarem no patamar que almejam, estão um passo à frente com uma grande gravadora por trás. “Não temos a pressão do que temos que fazer. Só do que não se deve”, brinca. “Musicalmente falando, sempre adotamos uma rotina muito profissional. Antes, só ensaiávamos, não tínhamos show nenhum. Você tem que aprender a lidar com outras coisas, como o público, redes sociais, compromissos”, destaca o vocalista.

Atualmente, eles fazem ensaios duas vezes por semana. “Se fosse mais, não daria espaço pra pensar nos arranjos (e tudo mais)”, diz o vocalista que passou em faculdade de música, assim como Lucas Nunes, o guitarrista. Quanto aos demais integrantes, Deco (André Almeida), o baterista, passou para Engenharia e Tom para Comunicação, largou e deve focar na música. Completa a banda Miguima (Miguel Guimarães), no baixo que ainda nem está na faculdade.

COMPOSIÇÃO
O compositor e violonista baiano César Mendes foi quem deu o ‘start’ para que Tom começasse a focar. Assim como o pai, ele falava que o garoto assoviava no tom. “Nunca liguei pra isso, pra musica. Mas o ele começou a me colocar pra tocar violão gostei, e aprendi rápido”, diz ele que começou a tocar há três anos. A vocação foi bem recebida pela família. “Eu não tinha nenhuma ligação, não gostava. Era viciado em futebol, joguei cinco anos pelo fluminense”, gaba-se. “Depois de um tempo, eles me chamaram pra me juntar (à banda). Foi um processo natural”, finaliza Tom.

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Com show energético, OneRepublic passa por SP e promete voltar

Depois de se apresentar no primeiro dia de Rock in Rio, o OneRepublic foi a atração do Live Music Rocks, da Move Concerts, neste domingo (20.09), no Espaço das Américas, em São Paulo. O show energético teve desfile de hits, momento acústico, ode ao Brasil, covers e muito falsete.

A banda está na última etapa da turnê “Native” (de CD homônimo, lançado em 2013). “Estamos finalizando um novo álbum, que vai ser lançado em 2016, então é possível que muitas das músicas que vocês estão ouvindo aqui, fiquem de fora da próxima vez que viermos aqui”, desculpou-se Ryan Tedder. Inclusive, a banda fez uma “session” num estúdio em São Paulo antes do show.

O setlist tentou contemplar boa parte dos hits da banda, encerrando a apresentação (de 1h30 mais ou menos) de forma apoteótica com o remix de Alesso para “I Lose Myself Tonight”. Mas “Counting Stars” e “Apologize” foram as mais cantadas pela plateia. Entre os destaques, também estiveram “I Lived”, “Stop and Stare” e “Secrets”. Os covers de “What a Wonderful World”, de Louis Armstrong, e “Seven Nation Army”, do White Stripes, também despertaram coros. Dono de um vozeirão, o vocalista abusou das firulas vocais (e dá-lhe falsetes) pra mostrar do que é capaz. Destacaram-se também os momentos: Tedder ao piano e quando se juntou à banda para uma apresentação mais intimista, num palco de apoio no meio do público, com som mais acústico e novas versões de “Come Home” e “Good Life” (faixa em que a banda prestou homenagem ao País, mostrando imagens de pontos históricos paulistanos, como o MASP, a Estação da Luz e o Museu da Língua Portuguesa).

Em uma das conversas com o público, Ryan disse em um português enrolado: “vocês são f*da”. Falou também que iria pedir para seus empresários colocarem sempre a América do Sul na rota das próximas turnê, alegando que demorou muito tempo para desembarcarem por aqui. Em suas palavras, o público era maravilhoso. “Uma das melhores cidades de toda a turnê”, elogiou. Continuando o ato clichê, ganhou uma bandeira do Brasil, teceu elogios às cores e a pendurou num piano.

Ao cantar “I Need To KNow”, Tedder pegou uma câmera para filmar a plateia. A cena era digna de videoclipe. Como essa faixa já tem um, será que vem algum material novo por ai, mostrando os bastidores da tour?

Tedder, em outro momento de conversa, disse “eu te amo” e também agradeceu à gravadora (Universal Music Brasil) pela parceria (algo raro para artistas de seu patamar, uma vez que os artistas c*gam para seus representantes locais). E que jamais vai esquecer dos fãs brasileiros por causa daqueles que os acompanharam desde a chegada ao aeroporto, no hotel ou até mesmo quem usou as redes sociais para pedir música. 

A plateia também cantou “Parabéns a você” pra Zach. E Ryan quis esclarecer a história da música, cujo nascimento, ele diz, surgiu de duas professoras americanas e tinha outro significado. Veja o setlist:

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Pela sétima vez no Brasil, Nightwish faz turnê concorrida

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Na última vez que os finlandeses do Nightwish vieram ao Brasil em 2012, a holandesa Floor Jansen assumia os vocais da banda numa manobra às pressas depois da demissão da vocalista anterior Anette Olzon. Agora em 2015, o Nightwish volta ao país com um disco que tem Floor como estrela consolidada tanto na tarefa de preencher com competência o posto de vocalista do grupo, quanto no posto de adoração dos fãs.

A turnê do oitavo álbum de estúdio do Nightwish, “Endless Forms Most Beautiful”, passa por 4 cidades brasileiras (Recife, São Paulo, Rio e Porto Alegre) incluindo uma importante apresentação num Rock in Rio mais do que esgotado, acompanhando bandas do calibre de Faith No More, Mastodon e Slipknot.

O show em São Paulo acontece dia 26/09, sábado, no HSBC Brasil (antigo Credicard Hall), e o único setor com ingressos ainda disponíveis é a pista comum, já no segundo lote. Quem quer acompanhar o crescimento de Floor nessa banda que soube como se manter grandiosa aumentando cada vez mais seu número de fãs, não pode perder o show.

Para ingressos e informações sobre o show, clique aqui.

 

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Inge Grognard, da MAC, assina desfile que questiona os contornos

Até 17 de setembro acontece a Semana de Moda de Nova York e uma das coisas que está chamando mais atenção até o momento é o desfile da Hood by Air e não pelas roupas sem gênero e sim pela beleza do desfile.

Nesse momento que blogueiras e youtubers de beleza nascem a cada segundo, a maquiadora da M.A.C., Inge Grognard, contou para o “The Cult” que na reunião que ela teve com o designer da marca, Shayne Oliver, ele explicou a inspiração do desfile que são os tutoriais de beleza e a auto-modificação. Inge ressalta “A questão é: Por que pessoas jovens -que já são praticamente perfeitas- acham que precisam dessa coisa pra se tornar ainda mais bonitas?”.

Foto: Fashionising
Foto: Fashionising

Se vocês reparem há ban-aids nas unhas das modelos e a ideia disso tambem é ressaltar a preocupação em excesso das meninas nos dias de hoje, a manicure-chefe Mary Soul explicou que é como se a garota tivesse machucado um dedo e jamais aceitaria sair com um ban-aid único em um dedo então ela decide colocar em todos para parecer diferente e algo da moda.

Foto: Agencia Fotosite
Foto: Agencia Fotosite
Foto: Agencia Fotosite
Foto: Agencia Fotosite

Nos tempos de hoje, com a preocupação em excesso da beleza, quem menos usa sai ganhando. Essa onda forte de contorno e marcações, alguns maquiadores pregam, com certeza,  que o básico e o make mais natural é mais bonito e saudável. Dá pra ver que o desfile é uma critica a esse “poder absoluto” do contorno, não é necessário sempre e a maquiadora ainda brinca “É uma técnica utilizada no teatro”.

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Iron & Wine atende pedidos de fãs em show leve mas emocionante

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Fotos de Ana Laura Leardini exclusivas para o Aos Cubos.

Samuel Beam, mais conhecido pelo seu stage name Iron & Wine, é um dos nomes mais icônicos do folk dos anos 2000. Aparecendo absolutamente sem pretensão com um disco gravado por conta própria em 2002 que alcançou status cult, seguiu uma carreira elogiadíssima, e até esbarrou no mainstream quando “Flightless Bird, American Mouth” embalou o romance vampiresco do filme “Crepúsculo”.

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Em "Narcos", Wagner Moura diz não se importar com críticas: "não leio"

Wagner Moura, aos 39 anos, interpreta o traficante Juan Pablo Escobar (1949 – 1993) na série “Narcos”, original da Netflix, que estreia nesta sexta-feira (28.08). Dirigida por Zé Padilha (“Tropa de Elite”, “Robocob” etc.), a produção conta a história do narcotráfico sob a perspectiva de Steve Murphy (Boyd Holbrook), um dos policiais da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos, no fim da década de 80, início dos 90 – período que a droga se infiltrou nos EUA, vinda da Colombia num esquema organizado pelo traficante e seus asseclas.A gente conversou com Moura por telefone, que disse já ter tomado coragem de falar sobre o personagem, inclusive para os colombianos. “Acabei de falar com a rádio de Bogotá, em espanhol e tudo”, brincou.

O receio tem a ver com o fato de um estrangeiro interpretar alguém tão popular e icônico para aquele país. “Como vem um brasileiro aqui (interpretar o Escobar)? Estou preparado para essas citações, mas não vi muito ainda. E também não leio p*rra nenhuma. Não vou saber é nunca”.Em todo personagem que faz, diz ele, sua obrigação é apresentar o indivíduo como pessoa, deixando de lado o juízo de valor. “É óbvio que ele era mau. Mas tem gente, até hoje, que acha que ele era bom. É uma questão de perspectiva. Quando fiz ‘Carandiru’, ficava pensando: ‘pô, os bandidos e tal’. Aí fui lá dentro e vi: ‘é um bocado de ser humano, que tem filho, família, tristeza, alegria. Osama Bin Laden, por exemplo: a família dele gostava dele. Você não pode entrar num personagem, pensando nisso”, dispara.

Ele compara o fato de ser escalado para viver Escobar com a vez que aceitou fazer um show com a Legião Urbana (em uma homenagem promovida pela MTV, em 2012). “É uma coisa que você não faz esperando que todo mundo vai gostar”. Ou também quando atuou no filme “Trash: a esperança vem do lixo”, uma produção americana que fala sobre a pobreza no Brasil, em que a crítica brasileira foi dura.Antes mesmo de começarem as gravações, Moura foi morar em Medellín, na Colômbia, por conta própria. “Começamos a gravar em setembro (2014), e seguimos até abril deste ano. Cheguei lá em fevereiro. Precisava fazer isso porque não falava espanhol. Tive que me virar”, explica, comentando que se matriculou em um curso de espanhol, mas não contou a ninguém porque estava lá. “Começaram a me reconhecer, foram na internet e viram. Mas aí me ajudaram”.

Ao se preparar, além de engordar 10 kg, leu uma extensa bibliografia sobre a vida do traficante e visitou diferentes lugares em que viveu, inclusive o edifício Mônaco, onde a família dele morava e o Cartel de Cali jogou uma bomba. “Não é um lugar em que você pode entrar. É meio fantasma, horrível lá dentro. Mas, ao mesmo tempo, quando você está estudando sobre o Pablo, é incrível. O segurnaça que estava lá na frente, me olhou e disse: ‘eu não acredito que você tá aqui. Sou policial por causa de você’. Entrei lá e ele fez um tour contigo”, resume. Mas não contou para ele que faria o papel porque, à época, ainda não tinha coragem.

Depois da estreia de “Narcos”, Wagner diz que gostaria de se dedicar a algum projeto que mesclasse atuação e dança no futuro. Quando não está em cena, se reúne com sua banda de 23 anos, chamada Sua Mãe. Ou dedica-se aos três filhos (Bem, de 9 anos, Salvador, de 5, e José, de 3), de seu casamento de quase 15 anos com a fotógrafa Sandra Delgado, os quais ele diz não ter acesso à sua obra porque ainda não entendem. Agora, está produzindo um filme que vai dirigir no ano que vem, sobre a vida de Carlos Marighella (1911 – 1969, político e guerrilheiro, um dos principais combatentes de ditadura militar, de 1964). Na TV, faria um projeto de Luis Fernando Carvalho, na Globo. Acabou não rolando.

Wagner vive a dicotomia de estrear um papel em um serviço de streaming online, mas ele mesmo não é tão conectado. “Nunca quis (fazer parte de uma rede social). Estou cada vez mais querendo desacelerar meu passo, andar devagar, conversar com as pessoas no mundo verdadeiro. Não sei como as pessoas acham tempo pra ter tanta mídia social. Além de ser opção, há uma dificuldade tecnológica. Quando entro na internet, vejo e-mails e notícias sobre o Vitória (time do coração)”.

Ele estaria numa onda até mesmo de largar o celular: “acho que vai ser difícil, até porque as pessoas não vão me achar. Vai ser um inferno. Mas meu desejo era esse. Se pudesse, largava”.

[ALERTA DE SPOILERS]

COMPARAÇÕES
O sonho de Escobar, como é contado na trama, era virar presidente. Mas não é esse caminho que o baiano quer seguir. “Gosto muito de política, mas se entrasse pra política partidária, meu casamento acabava. Eu prefiro o casamento. Eu acho que sou uma pessoa que se posiciona politicamente sempre que posso. É mais por aí”, comenta. Na eleição de 2014, ele apoiou a então candidata Marina Silva à presidência da República.

Logo na primeira cena do episódio de número 1 dessa temporada de estreia, Escobar demonstra ter uma memória invejável, relatando nomes e histórias. Mas não é bem assim que funciona a de Moura. Ele brinca: “minha memória antiga, de quando era criança, de infância, essas coisas, é muito boa. Me lembro de muita que aconteceu quanto era pequeno, mas a memória do que aconteceu ontem, é péssima”, finaliza.

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"A gente está disponível o tempo inteiro", reclama Tiago Iorc em CD

A música de Tiago Iorc é ubíqua na TV Globo: já foi trilha de diferentes novelas, desde “Malhação” até a mais recente das seis, “Sete Vidas”, em que fez uma versão repaginada de “What a Wonderful World”, de Louis Armstrong. Mas outro programa da vênus platinada tem a ver com a inspiração do novo disco: a geração que se expõe demais e faz um overshare da vida, o Big Brother Brasil (no ar desde 2002).

Com esse gancho – só trocou a TV pelas redes sociais – , o cantor brasiliense (que hoje mora no Rio de Janeiro) propõe uma análise pessoal da geração “Troco Likes” (SLAP) neste quarto CD de inéditas – com todas as faixas em português, exceto pelo bônus track. Apesar de ser “médio conectado”, ele está na internet por causa de trabalho e em contato com quem interessa.

“Comecei a sentir que essa de estar o tempo inteiro disponível me desgasta. Gosto da proximidade que essa realidade internética nos proporciona, mas não gosto de ir demais”, explica, comentando que há uma carência do ser humano em significar algo para o próximo, fazer parte de um convívio em que o que se faz é interessante.

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O nome do álbum começou de uma brincadeira com seu empresário, Felipe Simas, e essa carência manifestada nas redes sociais foi dando forma ao disco.

Na capa, o artista dá um sorriso forçado, na arte criada por Nestor Canavarro. “No avatar, as pessoas querem mostrar, não necessariamente o que estão sentindo. Tenho amigos ou pessoas que conheci há pouco – na superficialidade – que, pelas redes sociais, imaginava uma coisa. A pessoa estava o tempo inteiro viajando, com pessoas interessantes. Quando conheci de fato, não era nada daquilo: era tímida e pouco interessada. Existe essa dicotomia com a vida real”.

Para Tiago, a curtida é quase que uma conquista, um voto de apoio em torno de alguma coisa. “Eu apoio essa foto, ideia, pessoa ou a motivação por trás daquilo. Mas se tornou muito gratuito, funciona como um comércio de significado para as pessoas”, reclama.

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Seu único grupo no Whatsapp é o da família, que raramente vê. “Sou mais inativo. Aí, quando vejo, tem mais de 200 mensagens, acabo não lendo. Prefiro ligar para os meus irmãos, minha mãe, para saber das novidades”, defende-se. Entre os assuntos desse grupo, coisas do cotidiano. “É muito legal para quem só tem essa alternativa, mas estou em turnê, então tem toda essa coisa de passagem de som, ir pra TV. Gosto de ter um momento em que consiga organizar a cabeça”.

Sua relação com o violão neste álbum fica mais evidente. Todas as canções nasceram de sua relação com o instrumento. “No processo, houve cuidado de nada abafar isso, que ele fosse o centro e as coisas viessem para dar suporte”, avalia. E ele quis brindar o público brasileiro, cantando em seu idioma nativo. “Antes, achava que tinha preferência por compor em inglês, mas percebo que era mais prática”.

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O romantismo sobre as coisas, por vezes pessoas, são um reflexo do que ele viveu no período anterior à composição e gravação do disco. Mas não gosta de se encaixar em um rótulo: garoto apaixonado ou “bad boy”. “Depende da leitura das pessoas. Posso manifestar coisas que são do meu interesse ou não”, despista.

Mas a materialização do amor está em outras faixas, como “Coisa Linda”, em que é nítida a participação da atriz Isabelle Drummond como protagonista da vida amorosa do rapaz de 29 anos. Ela tem 21. “Tem coisas que me inspiro a partir da minha relação com ela, mas nuances de romance podem ser simplesmente observações sobre esse assunto”, opina.

“A gente divide muito, tanto ela no trabalho dela, quando eu no meu. Somos muito parceiros, de gostar e acompanhar o que o outro está fazendo. Tem coisas que trabalho um pouco mais e apresento, mais formadinho”, explica. Por enquanto, ele não acredita que um dia essa proximidade possa fazer os papéis se interterem: “acho que ela não tem vontade de cantar profissionalmente, assim como não é, em princípio do meu interesse virar ator, embora eu acabe fazendo isso nos meus videoclipes”.

Por falar em dividir tudo, eles só não dividem o mesmo teto. “A gente se gosta muito, mas também gosta muito do tempo da vida de cada um. Daqui a pouco, quando sentir que é o momento de dar um up. Por enquanto, estamos curtindo o namoro”, pontua.

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LANÇAMENTO
Tiago Iorc autografa seu recém lançado disco “Troco Likes” na segunda-feira (31.08) da próxima semana, na livraria Cultura, do Conjunto Nacional. Até dezembro, vai somar mais de 50 shows em todo o País. O encerramento da turnê deve ocorrer na capital paulista, mas as datas ainda não foram divulgadas.

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"Sem medo de ser triste. A tristeza não é feia", afirma Mariana Aydar

Mariana Aydar está de CD novo. Mas não é um disco que ela encare como de carreira, autoral, apesar de ter faixas inéditas. “Pedaço duma Asa” (Brisa/Pommelo), de universo próprio, era um projeto especial, chamado “Palavras Cruzadas” e organizado por Marcio Debellian, em que ela interpretava as músicas de Nuno Ramos. E foi daí que resultou o processo inverso: começou nos palcos e só depois maturou no estúdio.

A densidade poética de Ramos é sentida nesse álbum em que se fala muito de sol, mas não tem nada de ensolarado (sinônimo de alegria). É uma das características do trabalho, segundo a cantora. “Não temos medo de ser tristes”, diz, fazendo contra-ponto à crença popular. “Hoje, no Brasil, está instaurado de que as coisas precisam ser felizes, precisam dançar… Nas músicas do Nuno, a poética não é ensolarada. Mas a tristeza não é feia”.

A cantora paulistana crê na beleza da tristeza. “Acho que faz você ficar humilde, é um passo muito importante até para a felicidade acontecer. É um contraste, como aquela música do Lulu Santos: ‘Não existiria som, se não houvesse o silencio’. São emoções que passam… A gente quer ser feliz, não triste. Mas tem que passar por isso, às vezes, pra conquistar a felicidade de novo”.

Foto: Simone Elias
Foto: Simone Elias

Em seu mais recente trabalho solo, “Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo” (2011), Mariana havia dito que foi um parto conceber o trabalho. Hoje, dois anos depois de ter tido Brisa, sua filha com Duani (marido e parceiro musical), ela volta a fazer a comparação: “esse parto (do CD) foi o mais normal e humanizado possível. Foi muito tranquilo. Não sei se foi porque eu tive a minha filha, que foi mais punk, mas foi bonito e com muito amor”.

Esse projeto, segundo Mariana, a assaltou como uma paixão e, quando viu, estava com um disco na mão. “Eu, o Duani e o Guilherme Held (guitarrista) começamos linguagem musical ali (em ‘Cavaleiro’), mas tinha mais a explorar. E casava muito bem com as músicas do Nuno. As composições dele têm um DNA de samba. E eu não queria fazer um samba tradicional. Adoro mexer nos alicerces, sem mexer com a alma”, explica.

Foi seu disco mais “gostoso”, diz ela. As faixas com composições de Nuno estavam rolando em seu iPod, faixas de seus dois últimos discos que ficaram de fora. “E eu estava com aquele repertório ali comigo, amando, ouvindo e reouvindo. Já estavam prontas quando fiz o show, e já eram músicas que queria cantar pra sempre”.

Foi gravado em um estúdio em sua casa, em Pinheiros, São Paulo. “Podia gravar a hora que quisesse com Duani, que é meu companheiro e parceiro de música há 10 anos. Houve também um depuramento dessa linguagem que a gente estava criando, com nossa filha ali em cima, foi muito fácil. As letras e arranjos vieram de maneira super fácil, tudo bem tranquilo”, resume.

Com o CD na rua, ela prepara uma turnê que começa em 1º de outubro, em Belo Horizonte (MG). Em 21 de novembro é a vez de São Paulo receber a nova versão das músicas de “Pedaço duma Asa”. Mais um músico se juntará à banda na estrada, mas a cantora ainda está buscando finalizar a produção: “não está sendo tão fácil, como imaginei”.

Foto: Mihay Freire
Foto: Mihay Freire

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NOVO CD AUTORAL
Como antes do processo ela já estava pensando em gravar um disco próprio, os fãs podem esperar novo material para 2016. “Agora vou voltar para esse trilho”, ri. “A maternidade, assim como neste, em que fala muito sobre a mãe, servem de inspiração”, explica, dizendo que Nuno perdeu a dele (2011) e ela virou mãe (2012).

HISTÓRICO
Mariana e Nuno se conhecem desde 2007, mas nem sabia que ele era artista plástico. Nem achava que ele era brasileiro. É dele o samba-fado “Atrás dessa amizade”, do disco “Cão” (2006), de Rômulo Fróes.

A primeira composição dele gravada por ela é “Carcará” para uma do artista, que ficou famosa na Bienal de 2010 por conta da polêmica envolvendo o uso de urubus. Além de Carcará, a instalação era sonorizada com trechos de “Bandeira Branca” e “Acalanto”.

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SP: Da Tropicália à música inédita, Caetano e Gil reverenciam o Brasil

Caetano Veloso e Gilberto Gil são duas figuras importantes para a música brasileira, fundadores do movimento Tropicália lá nos idos de 60. Desde então, dispararam hits que fizeram sucesso nas últimas décadas na MPB. Até hoje, conseguem ser atemporais e pertinentes. A apresentação de quase duas horas, começou por volta das 22h, com quase 40 minutos de atraso – talvez pelo intenso trânsito da capital paulista em dia de chuva e protesto.

Mesclando passado e presente, apresentaram uma faixa inédita no show que abriu a temporada “Dois Amigos, Um Século de História”, nesta quinta (20.08), no Citibank Hall, em São Paulo – depois de uma temporada na Europa. Nos versos da faixa, ainda sem título, conclamaram “as camélias do Quilombo do Leblon”. A letra remete aos tempos da abolição da escravatura, no Rio de Janeiro, sinônimo claro de resistência à época.

OUÇA

Expoentes da Bahia, mostrando em cena sua baianidade nagô, celebraram seus 50 anos de carreira com uma ode aos estados brasileiros. O palco, além dos banquinhos e violões, tinha um varal com as bandeiras de todos os estados penduradas e um pano colorido com figuras geométricas ao fundo (com até uma estrela de David projetada em luz, assim como a bandeira do Brasil).

Estavam tão em casa que, de surpresa, fizeram o bis do bis. Voltaram duas vezes depois de sair do palco. Na primeira, tentaram terminar o show, dançando na frente do público, puxando o refrão: êta, êta, êta… É a lua, é o sol, é a luz de tieta, êta, êta”. Voltaram mais uma vez para mandar beijos e cantar “Leãozinho” e “Three Little Birds”, com todo o refrão cadenciado de Caetano e direito às onomatopeias de Gil.

Nas primeiras palavras trocadas com o público, Caetano brincou: “Bom estar de volta por São Paulo, com garoa e tudo”, brincou. Gil concordou e riu. Eles nem haviam cantado “Sampa” ainda. No repertório, que visitou, entre outras faixa, as conhecidas “Drão”, “Expresso 2222”, “Filhos de Ghandi”, “Domingo no Parque” e “A Luz de Tieta”.

Além de canções próprias, homenagearam João Gilberto (“É Luxo Só”), Simón Díaz (“Tonada de Luna”, em espanhol) e Tony Dallara (“Come Prima”, em italiano). O pé de Caetano, quando não estava firmando o violão, acompanhava o compasso, batendo-o no chão, com as melodias.

Em cena, nenhum sobressai ao outro. Os dois gigantes conseguem manter sóbrio o diálogo e a parceria, mesmo sendo duas lendas da música nacional. Longe de ter briga de ego. Sem rixas, eles são Paul McCartney e Mick Jagger dos brasileiros, parafraseando a comparação nos jornais lá de fora sobre a turnê. Caetano até que arrisca um passo ou outro, mas nada demais. É só o suingue da Bahia.

Em um dos momentos mais tenebrosos – com luz baixa e batucada no violão sem dedilhar, Gil entoa os versos de “Não Tenho Medo de Morrer”. Mas logo o momento muda porque os dois seguem com fé… até porque á fé não costuma “faiá”. Até domingo, se apresentam no Citibank Hall, na capital paulista, com ingressos esgotados. A apresentação chega ao Rio de Janeiro, nos dias 16 e 17 de outubro, dessa vez no Citibank Hall fluminense.

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