Categoria: música | review | shows | Atualizado por: André Aloi
12 jul 2012Imagens/Instagram: @carolscalice @aloi @thevinil
Desfalcados por um membro, a dupla que na verdade é um trio sueco, The Radio Dept. teve de dividir o palco do Teatro Odisseia (ainda colorido por bandeirolas das Festas Juninas, e daí vem nossa referência no título) no Rio de Janeiro, no último domingo (8), com um um membro da equipe técnica, que disparava bases pré-gravadas de bateria, sintetizadores e piano. O vocalista Johan Duncanson se embananou e esqueceu a letra de uma das músicas depois do meio do show. Foi nesse momento que ele soltou a mais longa das frases que trocou com o público, enquanto o entrou-mudo-saiu-calado guitarrista Martin Larsson apenas hipnotizou com seus acordes o público de cerca de 400 pessoas (lotada para os padrões do Rio de Janeiro, pois, segundo “nativos”, o carioca não quer sair de casa quando chove na capital fluminense).

LEIA – SP: Banda traz melodias sublimes e não privilegia singles
O show – inicialmente previso para 22h – começou às 23h12 depois de um tempo da abertura da banda Tipo Uísque - com um setlist idêntico ao do show de São Paulo, que rolou sexta-feira (6) no Beco 203. “Obrigado por nos terem aqui”, disse Johan empunhando sua guitarra em uma das muitas vezes que agradeceu ao público em inglês. Sem tirar nem por, o show seguiu o mesmo padrão do paulista como relatamos aqui no blog: não abriu brecha para o público porque trouxe um setlist inusitado, fugindo de singles – Deixou de fora, inclusive, a mais famosa ”Pulling Our Weight” (trilha sonora do filme “Maria Antonieta”, de Sophia Coppola, e talvez razão do sucesso dos caras. Para dar a cara do show, dá-lhe gelo seco para tornar o clima mais intimista. Só faltaram duas coisas: melhorar o áudio do microfone, que muitas vezes se tornava inaudível no quase sussurrado inglês do sueco, e ligar o ar-condicionado. Levando em consideração o fato de o carioca estar acostumado com o calor e por estar chovendo, ainda assim a casa estava abafada.

Ainda falando sobre público… A plateia, não sei porque razão, era formada por um time mais velho: na faixa dos 30 anos, casais, e era respeitosa até por demais. Os fãs à beira do palco e os que estavam cantando cada estrofe das músicas que me perdoem, mas senti uma pontinha de (seria essa mesmo a melhor palavra?) ~fingimento~ nos aplausos por parte daqueles que não conheciam a banda. (Apatia seria melhor, não!?) Mas sigamos em frente. A música “Heaven’s On Fire” foi a única que fez o povo descruzar os braços e ainda assim ensaiar um movimento de dança. Foi nessa também que Johan esqueceu a letra e não conseguiu entrar a tempo depois que a base pré-gravada já estava rolando. Com um pedido de desculpas mais demorado e explicativo, lembrou a letra, e voltou ao início. ”Never Follow Suit” também embalou o povo. Depois de “Closing Scene”, o trio saiu do palco para retornar sob aplausos e pedidos de mais um, apenas a dupla, à 00h12, para evocar a última “Lost And Found”. Uma coisa é certa: quem foi ao show ficou conectado com o trio por meio da música, seja abraçado por sua namorada/namorado, envolto em seu círculo de amigos ou apenas com uma cerveja em mãos analisando a cadência perfeita da voz, guitarra, sintetizadores, bateria e teclado Dream Pop. Até o “playback” foi perdoado!
***
Perdeu o show? A gente achou uns vídeos no YouTube!
![]()
andré aloi
jornalista, vive de internet, tv-lover, viciado em 'lie to me', ama cultura pop e fã de Britney desde 1999. Futuro ganhador da mega-sena: torrará seus milhões em camisetas, livros e música.
![]()
luis coutinho
mineiro se passando por paulistano, descobre bandas compulsivamente e troca a música do despertador todo dia. Verdadeira paixão é a engenharia, mas estuda audiovisual para agradar os pais.
1 comentário
Vale Refeição
agosto 15th, 2012 at 22:47
Estarei no Rio na próxima semana, vocês sabem dizer se vai ter mais alguma apresentação?