"Não me chamem de diva, mas de militante", afirma Mulher Pepita

Mulher Pepita é a convidada de estreia da segunda temporada do podcast Aos Cubos, que vai ao ar nesta terça-feira (04.04). A cantora de funk carioca falou sobre diferentes assuntos, de sexo a namoro até como se enxerga na cena da música atual. “Eu acho que a bandeira não é só um arco-íris, ela tem que ser respeitada. Se respeitam de time e país, por que a minha não podem respeitar? Não sou só uma perna, uma bunda, sou muito mais que isso”.

Para a cantora, a parada Gay tem que pisar de verdade, não ser apenas um Carnaval. “Tem que pisar e deixar a sua marca de verdade”, argumenta. “Eu até aceito um hetero me julgar, mas uma gay é uma vergonha. Me dá uma liberdade para falar o que preciso. Não quero ser chamada de diva. Me chama de militante porque um dia vou te chamar de meu soldado”, define seu lema.

Pepita também anunciou que está gravando um single com Valesca Popozuda, que será lançado em breve. Sem dizer o assunto que vai abordar na música, arrematou: “Vai ser uma surpresa, vocês vão gostar. Vai ser uma música muito bacana”. Para ela, a faixa já pode ser considerada hit pop. “Tudo o que sai da boca da Mulher Pepita vira hino”, acredita.

Pepita não é adepta de ouvir música no celular. “Eu gosto de caixa grande, colocar o som no talo. Quando o vizinho fala: ih, vai começar”. Mas quando está em casa, gosta de ouvir Valesca Popozuda, Maiara & Maraisa, Elis Regina, Jorge Vercilo, Maria Gadu. Mas nada de esperar um banquinho e violão de sua parte. Pepita convidou uma drag, que participou recentemente de “A Fazenda”, para gravar uma nova música. Será que ela vai topar? O nome é “Sou Mulher Evoluída”. Uma dica: “ela ficou linda, mas não mudou o nome”.

Por falar no reality da TV Record, ela afirma que participaria numa boa. Já pensou? Fábrica de memes! “Eu sou muito pé no chão. Esse é o momento da Mulher Pepita… Sabe-se lá se daqui um ano eu vou ter uma história para contar. Fui militante, falei sobre isso e aquilo. Consegui fazer pessoas rirem, algumas mais feliz. Seria uma coisa muito bacana”. As pessoas confundem a origem de seu nome no funk. Ela foi dançarina e daí veio o nome: por causa do funk do Mc Ricardinho. “As pessoas acham que eu caí no funk em dois dias. Tenho história como dançarina do Didô, Cris e Copinho há bastante tempo”, pontua.

Ela comentou ainda a origem de seu famoso “RANNNNNN” e esclareceu que o correto, na música com Lia Clark (“Chifrudo”), é p.. no c* do mudo. “Aquele que não fala. Toma p… no cu e fica quietinho e fica muito feliz”, ri. “É p… no c* onde quiser. Da inveja, do recalque, dos inimigos e do preconceito. A Igreja glorifica de pé”, ironiza. A gente estreia ainda o novo quadro, chamado “Top ou Flop”, com assuntos da semana. Play!

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AGRADECIMENTO
Como na primeira temporada, surgiu de forma natural a conversa regada a muito Doritos, a partir deste episódio, nesta segunda temporada, a marca de salgadinhos da Pepsico mandou um monte de pacote pra gente não ter que se preocupar. Pode acabar o assunto, mas não o Doritos! Olha como a gente tá se sentindo:

Alô alô Thiago Pethit… Em algum programa a gente vai te ligar e você vai ter que falar o nome da marca, hein? hehehe

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