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	<title>aos cubos</title>
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	<description>o mundo elevado a essa potência</description>
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		<title>Studio SP encerra atividades com show histórico</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 04:35:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/05/07.jpg" rel="lightbox[10835]" title="Studio SP encerra atividades com show histórico"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10844" alt="07" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/05/07-520x343.jpg" width="520" height="343" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que a longevidade de casas noturnas seja uma raridade e mesmo podendo escrever páginas e páginas sobre o que causou o fechamento do <strong>Studio SP</strong> e de como a casa fará falta para o cenário da música independente brasileira, não falarei sobre isso. Além do incrível encontro de artistas que promoveu em seu pequeno palco na noite de despedida (quinta, dia 2) a noite já começou especial pelo público que reuniu ali: uma amostra diversificada de não-privilegiados resultado de uma confusão sobre o horário em que os ingressos seriam vendidos.</p>
<p><span id="more-10835"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/05/05.jpg" rel="lightbox[10835]" title="Studio SP encerra atividades com show histórico"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10841" alt="05" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/05/05-520x411.jpg" width="520" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Vários veículos de imprensa divulgaram diferentes horários para o início das vendas e até a página do <strong>Studio Sp</strong> no <strong>Facebook</strong> divulgou dois horários diferentes um dia antes do início propriamente dito. Comprei meu ingresso praticamente sem fila às 11 da manhã (uma hora depois do início das vendas) mas duas horas depois os 350 ingressos para ver a fenomenal reunião de <strong>Metá Metá, Kurumin, Instituto, Kamau, Tulipa Ruiz, Criolo</strong> e <strong>Emicida</strong> já haviam esgotado. A dispersão causada por essa confusão pelo menos contribuiu pra não causar uma frustração maior ainda que uma fila imensa ou uma venda pela internet certamente causaria com tamanha procura.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/05/02.jpg" rel="lightbox[10835]" title="Studio SP encerra atividades com show histórico"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10838" alt="02" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/05/02-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Li em algum lugar que essa derradeira festa <strong>Seleta Coletiva</strong>, sempre conduzida pelo produtor musical e músico <strong>Daniel Ganjaman</strong>, deveria ter sido só para convidados. Bobagem. Dava pra ver na diversidade e empolgação do público que teve a sorte de comprar algum ingresso que, se vendê-los daquela maneira talvez não tenha sido a melhor decisão, definitivamente não foi uma decisão equivocada. Para quem não teve a sorte de conseguir algum ingresso, o <strong>Studio SP</strong> montou um telão do lado de fora para transmitir o show, mas que aparentemente não funcionou bem como deveria.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/05/10.jpg" rel="lightbox[10835]" title="Studio SP encerra atividades com show histórico"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10847" alt="10" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/05/10-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O show se construiu no revezamento de &#8220;duplas&#8221; de artistas, sempre com <strong>Daniel Ganjaman</strong> e seu <strong>Instituto</strong> como maestros, e a progressão de revezamentos culminou num número cada vez maior de músicos no palco, até chegar no fim apoteótico em que &#8220;Bogotá&#8221; de <strong>Criolo</strong> foi entoada por todos os músicos convidados visivelmente emocionados (<strong>Criolo</strong> parecia ser o mais abalado de todos), uma plateia ensandecida, e costurada por pequenos trechos de vários clássicos, e discursos inflamados sobre (entre outras coisas) a história do Studio SP, a truculência da polícia e o passado e o futuro da música independente brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/05/09.jpg" rel="lightbox[10835]" title="Studio SP encerra atividades com show histórico"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10846" alt="09" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/05/09-520x384.jpg" width="520" height="384" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O sentimento geral de estar diante de um momento histórico já se construía desde a performance curta e explosiva do <strong>Metá Metá,</strong> e se tornou cada vez mais palpável a cada parceria, como na versão avassaladora de &#8220;Só sei dançar com você&#8221; entoada por <strong>Tulipa</strong> e <strong>Criolo,</strong> cujo trecho você confere aqui embaixo. Podia tentar fazer uma análise repleta de adjetivos épicos sobre esse último show do Studio SP mas prefiro ficar com esse relato humilde e propositalmente superficial, e com as minhas próprias memórias inesquecíveis que vivi ali e que ganharam a companhia de tantos outros momentos dessa &#8220;última noite&#8221;.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/4pt8G9x4BpQ" height="315" width="520" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Que venham tantos outros lugares como o Studio e tantas outras gerações de músicos. E pra cada despedida, melhor mesmo encarar como Ganja encarou ao final de &#8220;Bogotá&#8221;, dizendo que nunca fez &#8220;bis&#8221; em nenhuma Seleta Coletiva e que não seria ali que ia fazer porque &#8220;essa coisa de bis é uma bobagem&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/05/08.jpg" rel="lightbox[10835]" title="Studio SP encerra atividades com show histórico"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10845" alt="08" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/05/08-520x352.jpg" width="520" height="352" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E aqui você confere a setlist da última noite do Studio SP:</p>
<blockquote>
<ol>
<li><b>Metá Metá</b> &#8211; Obá Iná</li>
<li><b>Metá Metá -</b> Oranian</li>
<li><strong>Metá Metá</strong> &#8211; Rainha das Cabeças</li>
<li><strong>Curumin</strong> &#8211; Take a Ride</li>
<li><strong>Curumin</strong> &#8211; In the Rain</li>
<li><strong>Curumin e Kamau</strong> &#8211; Mal Estar Card</li>
<li><strong>Kamau</strong> &#8211; Instinto</li>
<li><strong>Kamau e Tulipa Ruiz</strong> &#8211; Lágrimas do Palhaço</li>
<li><strong>Tulipa Ruiz</strong> &#8211; Efêmera</li>
<li><strong>Tulipa Ruiz e Criolo</strong> &#8211; Só Sei Dançar com Você</li>
<li><strong>Criolo</strong> &#8211; Subirusdoistiozin</li>
<li><strong>Criolo e Emicida</strong> &#8211; Mariô</li>
<li><strong>Emicida</strong> &#8211; A Cada Vento</li>
<li><strong>Emicida</strong> &#8211; Outras Palavras</li>
<li><strong>Emicida, Criolo e Kamau</strong> &#8211; Cerol</li>
<li><strong>Criolo e todo mundo</strong> &#8211; Bogotá</li>
</ol>
</blockquote>

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		<title>Fragilizada, Regina Spektor faz show forte em meio a adversidades</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 15:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[shows]]></category>
		<category><![CDATA[Credicard Hall]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Spektor]]></category>

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		<description><![CDATA[Os fãs paulistanos da cantora russa de nascença e novaiorquina de criação Regina Spektor podem reclamar de falta de sorte. Depois de uma apresentação deslocada no problemático festival SWU em 2010, Regina voltou a São Paulo para um show que tinha tudo para ser perfeito: se apresentando sozinha num Credicard Hall cheio, transformado em teatro [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/011.jpg" rel="lightbox[10821]" title="Fragilizada, Regina Spektor faz show forte em meio a adversidades"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10823" alt="01" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/011-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Os fãs paulistanos da cantora russa de nascença e novaiorquina de criação <strong>Regina Spektor</strong> podem reclamar de falta de sorte. Depois de uma apresentação deslocada no problemático festival <strong>SWU</strong> em 2010, Regina voltou a São Paulo para um show que tinha tudo para ser perfeito: se apresentando sozinha num <strong>Credicard Hall</strong> cheio, transformado em teatro intimista com cadeiras e poltronas. Infelizmente, o show que aconteceu na última quarta (10) foi marcado pela brava luta de Regina contra uma visível gripe e por uma constante e mal explicada situação de tensão que fez o show ser interrompido antes do previsto.</p>
<p><span id="more-10821"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Entrando no palco com um atraso de meia hora, Regina fez um começo corajoso com a música <em>a capella</em> “Ain’t no Cover”, começo esse que se mostrou ainda mais corajoso depois que a situação em que se encontrava Regina foi se revelando aos poucos. Logo no intervalo entre “The Calculation” &#8211; a segunda música &#8211; e “On the Radio”, Regina iniciou um ritual que se repetiria entre todos os longos intervalos entre as músicas: tosse, vários goles de água, e um pouco mais tarde, vários goles de chá entre os goles de água.</p>
<p style="text-align: justify;">A incrível plateia que ficava em silêncio absoluto durante as músicas e ficava instantaneamente alucinada ao fim de cada uma delas, aproveitava esses silêncios entre as músicas para soltar declarações de amor, pedir outras músicas, e lá pelo meio do show perguntar se Regina estava ok, pergunta que ela respondeu com “Estou quase ok”. Com seu jeito já naturalmente retraído e delicado, Regina retribuía a simpatia e “coragem” do público de um jeito simpático mas visivelmente fragilizado.  No entanto enquanto cantava tudo parecia estar bem. Sua voz (pelo menos na minha memória) não falhou em nenhum momento, mesmo nas músicas mais “exigentes” como “Sailor Song”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/022.jpg" rel="lightbox[10821]" title="Fragilizada, Regina Spektor faz show forte em meio a adversidades"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10824" alt="02" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/022-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Logo depois da belíssima “How”, um dos melhores exemplos de como Regina se apodera dos códigos da música pop e os transformam em algo original, o ritual de Regina durou mais do que devia e foi seguido por uma longa conversa com a produção pelo microfone de comunicação em cima do piano e com um membro da produção que subiu ao palco para falar com ela. Regina esfregava as mãos extremamente tensa e disse algo como “Ok, tudo ficou absolutamente surreal nesse segundo”. Para o público parecia que ela estava surtando.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois do episódio inexplicado cuja tensão permeou todo o resto do show, veio “All the Rowboats”, incrivelmente forte ao vivo e um dos vários momentos em que a banda de apoio (com bateria, violoncelo e teclados) mostra sua competência. Seguiram-se “Blue Lips” e mais um longo ritual de silêncio e tosse em que a banda deixou Regina sozinha no palco para tocar a inesperada “The Flowers” do álbum “Soviet Kitsch”, que não vinha sendo tocada nessa turnê, e que soou quase como um presente incluído de última hora.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais inesperado que “The Flowers”, décima música do setlist, foi o que veio logo depois: Regina se levantou, disse que havia problemas técnicos e prometeu que voltaria em breve. A música ambiente do Credicard Hall subiu e não houve qualquer comunicado ou certeza de que ela voltaria mesmo nos dez minutos de tensão que se seguiram. Quando Regina finalmente voltou, cantou a música em russo “The Prayer of François Villon (Molitva)” e chamou seu marido <strong>Jack Dishel,</strong> vulgo <strong>Only Son</strong> para tocarem juntos a música “Call them Brothers”. Jack, gente boa ao extremo e quase uma Regina Spektor de calças, já havia feito o show de abertura sozinho com seu violão e bases pré-gravadas, que foi mais uma recepção simpática para a mulher estrela do que um show de abertura de fato.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/032.jpg" rel="lightbox[10821]" title="Fragilizada, Regina Spektor faz show forte em meio a adversidades"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10825" alt="03" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/032-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nessa segunda metade do show vieram hits como “Better”, “Don’t Leave Me (Ne Me Quitte Pas)”, “Eet” e “Folding Chair” (surpreendentemente eficiente ao vivo), e com esse clima mais leve quase dava pra relevar o clima de tensão que continuava sobre Regina e sua banda. Na comovente “The Call”, não lançada oficialmente em nenhum álbum da cantora mas tema do segundo filme da série “As Crônicas de Nárnia”, dava pra sentir as lágrimas rolando no público.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois da épica “The Party” Regina se despediu e se seguiu uma das esperas por um bis mais dolorosas que eu lembro de ter vivido. Não dava pra ter certeza que Regina voltaria, mesmo com “Us”, “Samson” e seu maior hit “Fidelity” ainda guardados. Quanto mais ela demorava a voltar, mais o público batia palmas e os pés no piso de madeira, fazendo um barulho muito alto e que deve ter sido assustador para equipe e banda dadas as circunstâncias dos tais problemas técnicos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/042.jpg" rel="lightbox[10821]" title="Fragilizada, Regina Spektor faz show forte em meio a adversidades"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10826" alt="04" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/042-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quando Regina finalmente voltou e começou a tocar “Us”, uma pequena multidão (eu incluso) saiu correndo das suas cadeiras e se amontou na frente do palco. Regina ficou tão visível e efusivamente feliz com essa quase extensão ideológica do título de seu álbum mais recente “What we saw from the Cheap Seats”, que aparentemente essa tradição  de sair das cadeiras no bis existe só no Brasil. Mas o que tinha tudo pra ser o melhor bis da vida de uma boa parte das pessoas ali na frente teve um fim triste: quando a música acabou, mais uma longa conversa pelo microfone da produção, e Regina se levantou com os olhos marejados (se eu não estou muito enganado e sugestionado pela situação), pediu desculpas e saiu do palco.</p>
<p style="text-align: justify;">As luzes do Credicard Hall se acenderam e o público não conseguia acreditar que não ouviriam “Samson” e “Fidelity” naquela noite (a ótima e mais ou menos inesperada “Hotel Song” também estava no setlist para o bis). <strong>Regina Spektor</strong> postou em sua página no Facebook logo depois do show que uma corda havia caído e machucado a mão de seu engenheiro de som e que não era seguro continuar o show. A <strong>Time for Fun</strong> emitiu um comunicado (não tão imediatamente) dizendo que a corda que caiu era de cisal e fazia parte da estrutura de cortinas, e sua queda não apresentava risco nem para equipe, banda ou público.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato é que nada deveria cair de um palco tão alto, não houve um pedido de desculpas direto da produção do show ou do estabelecimento, e que mesmo tendo cantado 22 das 25 músicas previstas, a sensação final foi de um show pela “metade”. O único alento para os fãs foi a presença imediata de <strong>Jack Dishel</strong> do lado de fora do Credicard Hall, onde ele havia prometido estar quando seu show acabou algumas horas antes. Se Regina for tão boa de promessas quanto seu marido, não deveremos esperar muito para o seu retorno (provavelmente num lugar sem teto).</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/RQrSea7zuF8" height="360" width="480" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>

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		<title>Em São Paulo, Keane celebra volta às origens com show saudosista</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Apr 2013 21:34:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[shows]]></category>
		<category><![CDATA[Credicard Hall]]></category>
		<category><![CDATA[Keane]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotos de Camila Cara, cedidas pela Time For Fun O que uma banda faz quando sabe que está com o jogo ganho? Os britânicos do Keane, passando pela quarta vez pelo Brasil, escolheram o caminho fácil e emocionaram sua fiel fanbase com um setlist saudosista em show realizado no Credicard Hall na última quarta (3). [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/021.jpg" rel="lightbox[10804]" title="Em São Paulo, Keane celebra volta às origens com show saudosista"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10806" alt="02" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/021-520x344.jpg" width="520" height="344" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Fotos de <strong>Camila Cara</strong>, cedidas pela <a href="http://www.flickr.com/photos/t4fbr/sets/72157633172629978/with/8620462050/">Time For Fun</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">O que uma banda faz quando sabe que está com o jogo ganho? Os britânicos do <strong>Keane</strong>, passando pela quarta vez pelo Brasil, escolheram o caminho fácil e emocionaram sua fiel <em>fanbase</em> com um setlist saudosista em show realizado no <strong>Credicard Hall</strong> na última quarta (3). No lindo painel que decorava o palco brilhava o letreiro luminoso “Strangeland”, nome do quarto e mais recente álbum da banda. Mas ao contrário do que parecia, o disco, pro bem e pro mal, não foi o protagonista da noite.</p>
<p><span id="more-10804"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/081.jpg" rel="lightbox[10804]" title="Em São Paulo, Keane celebra volta às origens com show saudosista"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10812" alt="08" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/081-520x344.jpg" width="520" height="344" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O álbum lançado ano passado marca uma volta do Keane às origens após os irregulares e destoantes “Perfect Symmetry” (2008) e “Night Train EP” (2010), e ressalto que não os acho irregulares por serem destoantes, já que uma mudança no estilo foi essencial para a sobrevivência da banda apesar dos resultados um tanto quanto equivocados. Em “Strangeland” o som do<strong> Keane</strong> voltou a ter o piano como instrumento principal e até o logotipo da banda voltou a ser como era em seu início. Mas ao contrário do show que fizeram por aqui em 2009, quando “Perfect Symmetry” e a jaqueta dourada do vocalista<strong> Tom Chaplin</strong> foram os protagonistas da noite, o disco mais tocado do show de quarta foi surpreendentemente o disco de estreia lançado quase dez anos atrás: “Hopes and Fears” de 2004.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/051.jpg" rel="lightbox[10804]" title="Em São Paulo, Keane celebra volta às origens com show saudosista"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10809" alt="05" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/051-520x344.jpg" width="520" height="344" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Passando minuciosamente por todos os cinco singles do álbum de estreia e quase todos do segundo álbum “Under The Iron Sea” (2006), e ainda contando com as surpreendentes inclusões de “Hamburg Song” e “She Has No Time” (que nunca tinha sido tocada por aqui), a setlist parecia ter sido feita por encomenda por um fã antigo. As poucas músicas tocadas do “Strangeland” se misturavam tão bem ao contexto dos dois primeiros álbuns que a já naturalmente diferente “Spiralling”, uma das duas únicas músicas tocadas do “Perfect Symmetry”, soou como uma auto-paródia.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/071.jpg" rel="lightbox[10804]" title="Em São Paulo, Keane celebra volta às origens com show saudosista"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10811" alt="07" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/071-520x344.jpg" width="520" height="344" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Faltou confiança da banda em seu disco novo, definitivamente seu melhor trabalho desde 2006. E que fique claro que não o acho melhor por ser uma volta às origens, mas em “Strangeland” o Keane reencontra um apuro de composição que parecia estar perdido nos trabalhos mais recentes. A maioria avassaladora dos fãs não se importaria, já que cantou, gritou e comemorou com igual intensidade tanto músicas novas quanto velhas. E os fãs brasileiros ficaram sem ouvir músicas importantes do “Strangeland” como “The Starting Line”, “Neon River” e a incrível “Black Rain” (<a href="http://youtu.be/8I1ZzYst3Ao?t=2m6s">aparentemente fantástica ao vivo</a>).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/041.jpg" rel="lightbox[10804]" title="Em São Paulo, Keane celebra volta às origens com show saudosista"><img class="alignleft  wp-image-10808" alt="04" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/041-344x520.jpg" width="275" height="416" /></a>A recepção absurdamente calorosa do público era sempre “revidada” com a simpatia interminável de <strong>Tom Chaplin</strong>, do genial pianista<strong> Tim Rice-Oxley</strong>, do baterista <strong>Richard Hughes</strong> e do “recém-integrado” baixista <strong>Jesse Quin</strong>. E apesar de nem chegar perto de ser popular no Brasil como é em outros países, a banda tem por aqui fã-clubes ferozes e público cantando constantemente alto e mais forte do que na maioria dos shows que vi na vida: muito além da questão musical o <strong>Keane</strong> às vezes parece uma boy band para adultos.</p>
<p style="text-align: justify;">As letras do <strong>Keane</strong> conquistam por funcionarem como um conforto ao mesmo tempo universal e dolorosamente pessoal: cantar uma música do <strong>Keane</strong> em voz alta é como aceitar um abraço que você estava com vergonha de pedir. E é interessante analisar o quanto da forte relação deles com o público se constrói nessa “adulação mútua infinita” que ficou tão clara no show dessa quarta. Dando alguns passos para trás na iniciativa de se renovar como banda, o <strong>Keane</strong> fez um disco sólido, um show comovente, e Tom trocou sua jaqueta dourada por uma jaqueta jeans. Mas o que esperar para o futuro?</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/031.jpg" rel="lightbox[10804]" title="Em São Paulo, Keane celebra volta às origens com show saudosista"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10807" alt="03" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/031-520x344.jpg" width="520" height="344" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Se essa “volta para casa” foi necessária para que a banda dê um novo passo surpreendente e com a qualidade assegurada pelo talento dos integrantes, mal posso esperar pelo que virá. Trazendo esse aspecto para a análise do próprio show, se o <strong>Keane</strong> abrisse algumas concessões o show poderia ter sido mais interessante e tão emocionante quanto: o público está pronto pra receber desafios e mudanças, e bons amigos não precisam se adular o tempo todo.</p>

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		<title>Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Apr 2013 18:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
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		<description><![CDATA[Primeiro devo dizer que essa não é a cobertura do Lollapalooza que eu gostaria de ter feito. O último grande festival que cobrimos foi o SWU de 2011, e nessa oportunidade fizemos uma extensa cobertura antes e durante o evento cujos textos e fotos foram inclusive destaque no site do festival. Como o Aloi já [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/08.jpg" rel="lightbox[10770]" title="Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10793" alt="08" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/08-520x377.jpg" width="520" height="377" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro devo dizer que essa não é a cobertura do <strong>Lollapalooza</strong> que eu gostaria de ter feito. O último grande festival que cobrimos foi o SWU de 2011, e nessa oportunidade fizemos uma extensa cobertura antes e durante o evento cujos textos e fotos foram inclusive destaque no site do festival. Como o Aloi <a href="http://www.aoscubos.com/lollapalooza-se-consolida-para-2014-mas-ainda-enfrenta-problemas/">já fez um ótimo post comentando a estrutura do Lolla</a>, dedicaria esse post apenas às atuações das bandas que vi, mas preciso começar o post puxando um pouco pro lado pessoal. De qualquer modo iria escrever sobre o Lollapalooza (comprei ingresso para a sexta e por sorte &#8211; porque não tinha mais grana &#8211; consegui ingresso numa promoção pro sábado), e a Ana Laura, nossa fotógrafa de sempre, iria fotografar. Nossa credencial foi negada, não consegui ir no terceiro dia e a Ana Laura teve sua câmera barrada nos dias que foi. Até aí, ok, somos um veículo pequeno e se a produção prefere conceder credenciais a alguns sites que nem falam sobre música, paciência&#8230; mas me indignou bastante a homogeneidade das opiniões (muitas vezes levianas e rasas) da imprensa musical, de veículos grandes, antes, durante e depois do festival e uma aparente existência muitas vezes de um festival &#8220;da imprensa&#8221; e outro festival &#8220;do público&#8221;.</p>
<p><span id="more-10770"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/01.jpg" rel="lightbox[10770]" title="Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10785" alt="01" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/01-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O que escrevo aqui é minha opinião como público e fã (o que sou sempre, mesmo com credencial) pra não deixar o evento passar batido, com as fotos bem precárias que consegui tirar com minha câmera não-profissional. Se você, como leitor, puder notar ou ficar sabendo de algo que não soube lendo as resenhas de jornalistas que estavam de fato participando do festival, ou só olhando de longe, ou ainda dos que não saíram da sala de imprensa, já será um ponto positivo pra mim.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/02.jpg" rel="lightbox[10770]" title="Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10787" alt="02" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/02-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Cheguei na sexta e corri pra pegar o começo do show do <strong>Agridoce,</strong> projeto indie-folk da cantora <strong>Pitty</strong> com seu guitarrista <strong>Martin</strong>, show esse que seria um dos últimos da banda que entra em hiato para que <strong>Pitty</strong> retorne à sua banda principal. E talvez esse tenha sido de fato o último já que os dois shows que o Agridoce faria nessa semana em São Paulo foram cancelados por problemas de saúde da cantora. Apesar de intimista (fato que <strong>Pitty</strong> comentou mais de uma vez durante o show) o som do <strong>Agridoce</strong> preencheu muito bem o palco principal e combinou com o início de tarde, agradando o público que, se não conhecia o repertório, percebeu a força das composições e prestava bastante atenção no show. A qualidade dos videos de backdrop também ajudaram a compor o clima do show, que mesmo nos momentos mais lentos, mantinha os ouvidos presos na delicadeza e apuração dos instrumentais. Alguns dos pontos altos foram um cover tocante de &#8220;Across the Universe&#8221; dos <strong>Beatles</strong>, o final atmosférico do hit &#8220;Dançando&#8221; e o jam barulhento de &#8220;O Porto&#8221;, já encerrando o show.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/03.jpg" rel="lightbox[10770]" title="Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10788" alt="03" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/03-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Correndo para o show dos islandeses do <strong>Of Monsters and Men</strong>, que aconteceu embaixo de uma chuva fina, veio a comprovação que o show da banda era um das mais esperados por aqui. A catarse folk que eles e tantas outras bandas promovem tem um público grande e cativo, e dava pra notar na atitude de palco de cada um deles que apesar de felizes com a boa recepção do público, não estavam lá muito surpresos - atitude essa que transparecia inclusive na simpática vocalista <b>Nanna Bryndís Hilmarsdóttir</b> perturbadoramente parecida com a conterrânea <strong>Björk</strong> até no jeito de falar entre as músicas. Era como se estivessem vendo que o &#8220;dever de casa&#8221; da aula sobre folk épico como veículo para virar uma banda adorada pelo mundo inteiro tinha dado resultado. A melhor recepção veio, claro, nos três singles &#8220;Mountain Sound&#8221;, &#8220;King and Lionheart&#8221; e na avassaladora &#8220;Little Talks&#8221;. Mas apesar de um show tão bom com apenas um disco lançado recentemente, o <strong>Of Monsters and Men</strong> mostra que vai precisar diversificar um pouco seu som e sair da receita &#8220;começo calmo e explosões sonoras&#8221; (como na belíssima &#8220;Lakehouse&#8221;) se quiser se posicionar de vez entre os grandes do folk para as massas. Por mais que tal recurso seja eficiente, fica rapidamente repetitivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/04.jpg" rel="lightbox[10770]" title="Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10789" alt="04" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/04-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E lá fui eu correr de volta para o Palco Cidade Jardim, onde começava o show dos australianos do <strong>The Temper Trap</strong>. Enquanto os primeiros acordes de &#8220;Love Lost&#8221; ecoavam pelo Jockey, várias pessoas corriam em direção ao palco pulando e cantando, um tipo de cena muito bom de se ver que só acontece em festivais assim. Mas aí veio o baque: um problema técnico interrompeu a música, os australianos emendaram com &#8220;Fader&#8221; após uma pequena pausa, e pra infelicidade dos fãs &#8220;Love Lost&#8221; não foi repetida. Infelizmente a setlist escolhida pela banda foi super equivocada para o ótimo clima que pairava no festival de &#8220;sol aparecendo após a chuva&#8221; e o show se arrastou por músicas morosas como &#8220;Soldier On&#8221; e &#8220;Rabbit Hole&#8221;, deixando ótimas e importantes músicas como &#8220;Rest&#8221;, &#8220;Need Your Love&#8221; e &#8220;London&#8217;s Burning&#8221; de fora. Até <a href="http://www.aoscubos.com/no-brasil-the-temper-trap-faz-show-em-balada-vip-disfarcada-de-festival/">o show esquisitíssimo que o The Temper Trap fez</a> num &#8220;domo privativo&#8221; em 2010 foi muito mais enérgico e eficiente que esse do Lollapalooza. Some-se a isso a pouca quantidade de fãs e ficou claro que era o <strong>Of Monsters and Men</strong> que devia estar no palco principal naquele horário.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/11.jpg" rel="lightbox[10770]" title="Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10796" alt="11" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/11-520x422.jpg" width="520" height="422" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois desse show parei no palco Alternativo esperando o<strong> Crystal Castles</strong> aparecer. Não dá mesmo pra reclamar de lama em festival, mas nos arredores do Palco Alternativo não havia lama, havia poças imensas de água que dificultavam o posicionamento do público. Uma coisa é assistir um show na lama, outra bem diferente é ter coragem de assistir com água (imunda) até o tornozelo. A proximidade com um ponto de banheiros químicos (super mal distribuídos e localizados) em volta do qual se formava um brejo escatológico só piorava a situação. E quando o <strong>Crystal Castles</strong> subiu veio a surpresa: cadê a voz da <strong>Alice Glass</strong>? E olha que eu estava perto do palco. O som do <strong>Crystal Castles</strong> não é nada delicado mas com um problema de som tão grave virou apenas barulho. O fato do show acontecer durante o dia também não ajudou nada. Quem acompanhou <a href="http://www.aoscubos.com/3º-dia-swu-2011-new-stage-pra-quem-palco-tem-boas-atracoes-mas-conceito-mal-resolvido/">o show apocaliptico que a banda fez no SWU</a>, no meio de trovões enquanto <strong>Alice Glass</strong> pisoteava fãs do <strong>Simple Plan</strong>, talvez concorde comigo que esse show no Lollapalooza estava muito aquém do que eles conseguem fazer&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Depois do<strong> Crystal Castles</strong>, enquanto boa parte do público do Cidade Jardim já guardava lugar pro show do <strong>The Killers</strong>, todo mundo esperava a tão falada &#8220;experiência lisérgica e colorida&#8221; do <strong>Flaming Lips</strong>. E estavam lá a lisergia e as cores mas num show atmosférico, perturbador, sem concessões, sem bolas de plástico e sem ursinhos de pelúcia. Quando <strong>Wayne Coyne</strong> embalou a nenê alien (é?) pela primeira vez, olhei em volta e não acreditei na cara do público. Obrigado, Lolla, por esse momento. Mas quando ele mencionou o quanto seria legal se um dos vários aviões que passam bem próximos ao Jockey caísse e a banda continuasse a tocar com a cidade pegando fogo pensei &#8220;Desculpa, Wayne, estou sem parar desde às 14h e preciso comer&#8221; e fui embora.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/05.jpg" rel="lightbox[10770]" title="Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10790" alt="05" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/05-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Novamente no Palco Alternativo, disputando um lugar próximo ao palco em que eu não me sentisse afundando no Rio Pinheiros, acompanhei boa parte do show do <strong>Passion Pit</strong>. Bem mais simpáticos do que <a href="http://www.aoscubos.com/planeta-terra-parte-1-quase-tudo-sobre-o-melhor-festival-do-ano/">no Planeta Terra de 2010</a> e definitivamente mais simpáticos do que na noite anterior (em que tocaram numa festa fechada e o vocalista <strong>Michael Angelakos</strong> disse, entre outras coisas, que o público estava ali para beber e não para ver o show deles &#8211; o que não é exatamente mentira), o <strong>Passion Pit</strong> poderia ter se dado melhor em um dos palcos principais. Após tocarem &#8220;The Reeling&#8221;, &#8220;Moth&#8217;s Wings&#8221; (duas das minhas preferidas da banda) e &#8220;To Kingdom Come&#8221; (que não haviam tocado em 2010) decidi tentar um lugar relativamente bom para ver o <strong>The Killers,</strong> mas fiquei feliz de ver que as músicas que ouvi do confuso segundo disco &#8220;Gossamer&#8221;, funcionaram bem ao vivo.</p>
<p style="text-align: justify;">E não é que eu consegui um ótimo lugar pra ver o <strong>The Killers</strong>? Faltando ainda 40 minutos pro show começar aproveitei a morosidade do público já cansado pela espera e atordoado pelo <strong>Flaming Lips</strong> e consegui um lugar no segundo setor após a primeira grade. Devo aqui elogiar tal disposição das grades pois diminui muito o desconforto e pressão das pessoas que escolhem ficar na frente. No dia seguinte, em que peguei um lugar quase na grade pra ver o <strong>Two Door Cinema Club</strong>, essa disposição colaborou para que eu não fosse esmagado apesar da extrema empolgação do público.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você ignorou o &#8220;conselho&#8221; de boa parte da imprensa musical que sugeria, do alto dos seus tronos de arrogância, que o público fosse embora antes do show do <strong>The Killers</strong>, viu um dos melhores shows da noite (se não o melhor). Mesmo que você ame odiar o <strong>The Killers</strong> (é por causa do apelo pop? É por que, das grandes &#8220;promessas do rock&#8221; surgidas entre 2003 e 2005, o <strong>The Killers</strong> é uma das únicas bandas que não sumiu e consegue encher estádio?) o repertório de hits da banda segurou super bem o show e o público recebia empolgadíssimo todas as músicas. Só esfriava mesmo quando o assunto era o álbum mais recente, o medíocre &#8220;Battle Born&#8221;, que felizmente não foi o protagonista da noite.</p>
<p style="text-align: justify;">O excelente bis teve as ótimas surpresas &#8220;This Is Your Life&#8221; (do álbum &#8220;Day and Age&#8221; de 2008) e &#8220;Jenny Was a Friend of Mine&#8221; (do álbum de estreia &#8220;Hot Fuss&#8221;) que não foram lançadas como singles mas cuja qualidade e boa recepção do público que acompanhava o show (de aproximadamente 50 mil pessoas) só provam como o The Killers tem bagagem pra estar onde está. O carisma inabalável e infinito do galã <strong>Brandon Flowers</strong> pode até soar forçado às vezes mas não dá pra negar que a habilidade dele como showman estava diretamente ligada ao sucesso do show.</p>
<p style="text-align: center;">&#8212;</p>
<p style="text-align: justify;">Do sábado vou falar apenas de dois shows. Cheguei cedo e consegui um lugar quase na grade para o show dos irlandeses do <strong>Two Door Cinema Club</strong>. Bastava existir nas redes sociais para saber o quanto esse show era esperado por aqui, e a quantidade de jornalistas &#8220;absolutamente surpreso(s)&#8221; (o termo também apareceu várias vezes no dia anterior com o <strong>Of Monsters and Men</strong>) com a multidão de fãs enlouquecidos pelo show só mostra que uma parte da imprensa parece viver num mundo diferente do que o público para o qual ela escreve.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/07.jpg" rel="lightbox[10770]" title="Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10792" alt="07" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/07-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Emendando bem as músicas dos seus dois discos, &#8220;Tourist History&#8221; de 2010 e &#8220;Beacon&#8221; do ano passado, o Two Door fez um show enérgico de entrega total. O público respondeu à altura e às vezes era difícil ouvir <strong>Alex Trimble</strong> cantando, tamanha era a voz do público que sabia de cor todas as músicas do primeiro disco e algumas mais relevantes do segundo, como &#8220;Sleep Alone&#8221; (que abriu o show) e &#8220;Sun&#8221;, a mais &#8220;lenta&#8221; do repertório, e mesmo assim uma explosão de melodia ensolarada como boa parte do repertório deles. E o show, que aconteceu das 16h30 as 17h30, também foi marcado por uma luz alaranjada que só ajudou a compor o clima fantástico dessa apresentação (que eu já vi duas vezes no YouTube desde então).</p>
<p style="text-align: justify;">Um momento engraçado foi quando um dos fãs da grade jogou no palco uma bandeira do Reino Unido, ato que só fez <strong>Alex Trimble</strong> olhar  de lado e dar um sorrisinho de canto de boca. Será que o fã não sabia que eles eram irlandeses? Será que ele queria que Alex queimasse a bandeira do Reino Unido?</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/06.jpg" rel="lightbox[10770]" title="Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10791" alt="06" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/06-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Também surpreendeu muito positivamente que a parte em frente ao palco estivesse composta majoritariamente pelos fãs de Two Door e não por fãs aguardando as bandas seguintes (<strong>Queens of the Stone Age</strong> e <strong>The Black Keys</strong>) que só ocuparam o local após o show acabar. O esvaziamento e procissão do público em direção ao <strong>Alabama Shakes</strong> no Palco Alternativo e ao <strong>Franz Ferdinand</strong> no Palco Butantã só provaram o caso. Passei ao lado do Palco Alternativo justo na hora que a fantástica <strong>Brittany Howard</strong> cantava o hino &#8220;Hold On&#8221;. O sol se escondendo atrás do palco dava a impressão de que algo mágico estava acontecendo ali mas infelizmente não fiquei lá pra conferir. Depois de perder miseravelmente o <strong>Franz Ferdinand</strong> todas as vezes em que eles estiveram no Brasil, achei que seria irônico demais perder mais uma vez uma banda que foi tão importante pra mim num show que acontecia a apenas 500 metros.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/10.jpg" rel="lightbox[10770]" title="Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10795" alt="10" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/10-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Me arrependi. Utilizando o show como teste para as músicas novas de um disco ainda não lançado, o Franz tocou nada menos que sete músicas desconhecidas. A demora até chegar ao show deles também me deixou bem longe do palco e não consegui ser tomado pelo clima de empolgação que emanava lá da frente. Acompanhei um show que já seria naturalmente disperso no meio de um público que conhecia pouco da banda e só esboçou reação nos grandes hits como &#8220;Take me Out&#8221; e &#8220;Do You Want To&#8221;. Nesse caso devia ter confiado na grande voz unânime e chata da imprensa que taxava o <strong>Alabama Shakes</strong> como escolha óbvia para o horário. Certamente não era a opinião de quem estava bem perto do palco do Franz mas infelizmente não pude me teletransportar pra lá.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/09.jpg" rel="lightbox[10770]" title="Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10794" alt="09" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/09-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Sobre o terceiro dia, nossa fotógrafa Ana Laura Leardini escreveu as seguintes considerações:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O show do <strong>Vivendo do Ócio</strong> tinha bastante gente mesmo pra um show tão cedo (13:15). E o público conhecia as músicas o que foi bem positivo. A apresentação do <strong>Foals</strong> dessa vez não foi prejudicada por fãs do <strong>Red Hot Chili Peppers</strong> (para os quais abriram um show em São Paulo em 2011), mas sim por fãs do<strong> Kaiser Chiefs,</strong> que já guardavam lugar para o show da banda britânica. O baterista era um dos mais animados (como sempre) mas parece que todo o conceito instrumental das guitarras atmosféricas e improvisadas não agradou — e nem combinou, afinal, meio equivocado colocar os caras nesse palco e nesse horário. A pista começou a encher só no fim do show.</p>
<p style="text-align: justify;">O show do <strong>Kaiser Chiefs</strong> foi o mais animado do palco Butantã, sem dúvidas. Deram bastante atenção pro primeiro e segundo discos &#8211; velhos hits, velhos fãs &#8211; tocando apenas duas músicas do irrelevante &#8220;The Future Is Medieval&#8221;, disco mais recente. O vocalista <strong>Ricky Wilson</strong> fez tudo que podia e não podia, e quem acompanhou a bagunça que ele fez no Planeta Terra de 2009 (quando foram a atração principal) não poderia esperar menos. Muito animado (e assustadoramente mais magro) corria de um lado pro outro, com direito a escalar as torres de luz algumas vezes — pro desespero dos bombeiros e deleite da plateia. Terminaram o show com &#8220;Oh My God&#8221; — cujo refrão grudou e foi cantarolado por fãs no caminho até o show do The Hives (eu ouvi muitas vezes, juro).</p>
<p style="text-align: justify;">No<strong> The Hives,</strong> mesmo caso do <strong>Kaiser Chiefs:</strong> duas bandas com velhos hits. Parece até datado eles estarem de &#8220;headliners&#8221; antes de <strong>Pearl Jam</strong>, por exemplo, e foram os fãs da atração principal que dominaram a pista. O show do <strong>Pearl Jam</strong> foi longo e fez jus ao grande repertório. Só saíram do palco uma vez (quase na metade do show). <strong>Eddie Vedder</strong> no entanto parecia meio contido e preocupado com a plateia — seria reflexo do acidente que aconteceu no Roskilde Festival em 2000 quando 9 pessoas morreram durante um show da banda?</p>
<p style="text-align: center;">&#8212;</p>
<p style="text-align: justify;">O fato do terceiro dia ter sido o único do festival que esgotou os 60 mil ingressos disponíveis nos faz refletir sobre o público brasileiro: nós temos capacidade de vender 180 mil ingressos para um festival voltado para o público de rock alternativo sem depender de nomes de grande peso não necessariamente ligados ao gênero? Acho que sim. Ficou bem claro na vazia tarde do dia 29 que faltaram atrações médias de mais peso para compor o line-up de sexta, e no sábado a fórmula foi quase encontrada. Com os recentes estremecimentos do mercado de shows no Brasil fica a vontade que o Lollapalooza se repita mesmo ano que vem, com uma line-up tão boa quanto a que apresentou esse ano. E esperar que a qualidade da line-up se repita na estrutura e logística do evento.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/001.jpg" rel="lightbox[10770]" title="Balanço Lollapalooza 2013: ótimas atrações e imprensa homogênea"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10786" alt="001" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/001-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>

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		<title>SP: Lollapalooza se consolida, mas enfrenta problemas de infraestrutura</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 17:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Aloi</dc:creator>
				<category><![CDATA[festival]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>

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		<description><![CDATA[DE SÃO PAULO Sucesso de público com 170 mil pessoas em três dias, o festival Lollapalooza se consolida como data turística no calendário de eventos da capital paulista durante o feriado de Páscoa. Em 2014, o carro-chefe da Geo Eventos &#8211; empresa da Globo Comunicação &#8211; já está confirmado no mesmo local. Mais uma vez [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<div dir="auto"><strong>DE SÃO PAULO</strong></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><img alt="André Aloi" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/lolla_publico-520x235.jpg" width="520" height="235" /></div>
<p dir="auto" style="text-align: justify;">Sucesso de público com 170 mil pessoas em três dias, o festival Lollapalooza se consolida como data turística no calendário de eventos da capital paulista durante o feriado de Páscoa. Em 2014, o carro-chefe da Geo Eventos &#8211; empresa da Globo Comunicação &#8211; já está confirmado no mesmo local. Mais uma vez acontecerá em três dias (18, 19 e 20 de abril), causando saias justas em famílias cristãs. O line-up, que é montado com base no original de Chicago, nos EUA, deve ser conhecido entre outubro e novembro.<span id="more-10704"></span></p>
<p dir="auto" style="text-align: justify;"><img alt="lolla_publico2" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/lolla_publico2-520x455.jpg" width="520" height="455" /></p>
<div dir="auto"></div>
<p dir="auto">Acumulando experiência na franquia deste festival, apesar de grandes acertos, como o local, line up e incentivo ao uso de transporte público (pois não há estacionamento credenciado nem informações para quem queira ir de carro no site, apesar de haver alguns estabelecimentos na Av. Francisco Morato, próximo ao Jockey), ainda há muito o que apertar os eixos no quesito organização. Quem passou pelo Jockey Clube este fim de semana não viu um evento tão impecável quanto a transmissão pela TV, pelo contrário: enfrentou filas e mais filas para ir ao banheiro ou comprar fichas, as chamadas pilapaloozas.</p>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><img alt="André Aloi" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/fila2-520x121.jpg" width="520" height="121" /></div>
<div dir="auto"></div>
<p dir="auto" style="text-align: justify;">Mas não foi só isso. Ao invés de incentivar a compra única da moeda corrente do evento para os três dias, os organizadores impuseram para quem comprasse a ficha em tal dia, só poderia usá-la naquela data, fazendo com que aumentasse a ida das pessoas aos caixas, e assim inflacionando a metragem das filas e o nível de stress daqueles que perdiam seu tempo e algum trecho de show. Os restaurantes e ambulantes não recebiam dinheiro vivo, apenas os &#8220;tickets locais&#8221;.</p>
<div dir="auto" style="text-align: justify;"></div>
<div dir="auto"><img alt="André Aloi" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/publico_cake-520x278.jpg" width="520" height="278" /></div>
<div dir="auto"></div>
<p dir="auto" style="text-align: justify;">Eu mesmo passei uma hora, durante o show do <strong>Cake</strong>, na fila para comprar as &#8220;benditas&#8221; fichas. Ainda bem que tinha telão! O caixa 13, para onde me dirigi, fechou todas as janelinhas de comunicação com o público, depois apenas um funcionário continuou a trabalhar, causando revolta em quem estava ali. Segundo o operador de caixa, os outros estavam sem ficha, e não tinham previsão de repor. As imensas filas de sexta fizeram com que a GEO soltasse um comunicado domingo, informando que a pedido do público, permitiriam que as fichas dos dias anteriores valessem para o domingo. Ponto pra eles, apesar da falta de agilidade para a tomada de decisão&#8230; O mais interessante era que não havia fila pra pegar a bebida nem comida, e ainda tinham vendedores ambulantes circulando pelos quatro cantos do Jockey.</p>
<div dir="auto"><img class="aligncenter" alt="André Aloi" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/fila3-520x390.jpg" width="520" height="390" /></div>
<p dir="auto" style="text-align: justify;">O problema dos banheiros foi a péssima conservação para uso. Além da lama que se formou do lado de fora, formando uma espécie de pântano escatológico, algumas privadas estavam entupidas, aí ao invés de usar o vaso, os frequentadores do festival &#8220;tiravam água do joelho&#8221; em qualquer canto dos químicos ou do cercadinho montado para receber as cabines. Além de você esperar um tempão pra conseguir fazer as necessidades físicas, tinha de fazer malabarismo para tentar não pisar na lama fétida.</p>
<p dir="auto"><img alt="André Aloi" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/foto_JPG-520x390.jpg" width="520" height="390" /></p>
<p><img class="alignright" style="border: 1px solid white;" alt="André Aloi" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/roda_gigante1-390x520.jpg" width="234" height="312" />Apesar da boa iniciativa da Heineken em tentar limpar o Jockey, distribuindo brindes a catadores de copos, como volta sem fila em sua roda-quase-gigante, faltou comunicação. Não vi anúncio nem nos telões, &#8220;folders&#8221; ou promotores. Se tinha, me perdoem, organizadores. Tirando isso, os outros patrocinadores pecaram por não oferecer nada além de wi-fi em seus estantes (<strong>Redecard</strong>) ou pontos de encontro (<strong>Chilli Beans</strong> e seus óculos, apesar de grandes, passavam despercebidos pela cor e pelo tamanho. Se um grande número de pessoas se juntava no entorno, perdia a referência).</p>
<p>Faltaram mais &#8216;chill outs&#8217; com pontos de recarga para celular, e até mesmo antenas de rede de teles porque não era possível se comunicar lá via 3g, e via sms ou telefone era sorte. Muitas operadores apresentavam falha, e outras nem sinal tinham. A Sabesp estava lá distribuindo copos d&#8217;água gratuitamente, enquanto os desavisados (como eu), pagaram até R$5 (cinco reais) num copinho de poucos mililitros.</p>
<p dir="auto"><strong>Lamapalooza</strong> &#8211; Por conta da chuva que caiu em São Paulo na sexta, um lamaçal se formou no Jockey. O barro vermelho e a água com cheiro de estrume de cavalo deram nome a outro festival, o Lamapalooza. Apesar do possível risco de queda e chatice por causa da sujeita, fotos dos tênis e sapatos enlameados caíram nas redes sociais, como Twitter, Facebook e Instagram. E como tudo que envolve o mundo dos indies e hipsters, já apareciam frases dos haters (inimigos nº 1 dos ditadores de tendência): &#8220;postar fotos dos tênis cheios de lamaamanhã (segundo dia) é tão coleção passada&#8221;.</p>
<div dir="auto"><img alt="André Aloi" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/lolla_publico4-520x243.jpg" width="520" height="243" /></div>
<p dir="auto"><strong>Segurança</strong> &#8211; Quem assistiu aos shows da fila do gargarejo, elogiou a disposição das grades em frente aos palcos. O Luis Coutinho mesmo, que viu Two Door Cinema Club colado ao palco não ficou esmagado, apesar da multidão que acompanhou o show deles no segundo dia de festival. A diferença foi perceptível do ano passado pra cá.</p>
<div dir="auto"><img alt="lolla_publico3" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/04/lolla_publico3-520x354.jpg" width="520" height="354" /></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto" style="text-align: center;">***</div>
<blockquote>
<div dir="auto"><strong>E vocês, o que acharam da organização? Quais pontos positivos e negativos? O que precisa melhorar? E mantido? OPINEM!</strong></div>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>

]]></content:encoded>
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		<title>Lollapalooza aquece os motores e organização promete melhorias</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Mar 2013 00:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[festival]]></category>
		<category><![CDATA[Lollapalooza]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesse fim de semana, enquanto uma parte da população de São Paulo foge aproveitando o feriado, a cidade receberá a segunda edição do Festival Lollapalooza. Nesse ano, a filial paulistana do consagrado festival de Chicago terá três dias, mais de 60 bandas, e segundo a organização, resolverá alguns problemas da edição anterior. Acontecendo novamente no [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/012.jpg" rel="lightbox[10692]" title="Lollapalooza aquece os motores e organização promete melhorias"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10699" alt="01" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/012-520x394.jpg" width="520" height="394" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nesse fim de semana, enquanto uma parte da população de São Paulo foge aproveitando o feriado, a cidade receberá a segunda edição do <strong>Festival Lollapalooza</strong>. Nesse ano, a filial paulistana do consagrado festival de Chicago terá três dias, mais de 60 bandas, e segundo a organização, resolverá alguns problemas da edição anterior. Acontecendo novamente no <strong>Jockey Club</strong> de São Paulo, a estrutura do festival recebe seus últimos ajustes que incluem um número visivelmente maior de pontos de alimentação, duas grandes tendas para descanso, e uma simpática roda gigante.</p>
<p><span id="more-10692"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Prepare-se para escolhas difíceis por causa da excelente line-up do festival e da grande quantidade de atrações jogadas pelos três palcos e na tenda voltada pra música eletrônica. O maior palco é o <strong>Cidade Jardim</strong> e divide as atenções com um palco quase tão grande quanto, o <strong>Butantã</strong>, localizado no extremo oposto do Jockey Club. Exatamente no meio dos dois está o palco <strong>Alternativo</strong>, que mesmo bem menor que os outros dois receberá atrações de peso como o <strong>Passion Pit, Hot Chip</strong> e o <strong>Planet Hemp</strong>. O palco <strong>Alternativo</strong> está de frente ao palco <strong>Cidade Jardim</strong> e por isso os shows se alternarão da seguinte maneira: imediatamente após acabar um show no <strong>Cidade Jardim</strong>, começam shows simultâneos no <strong>Butantã</strong> e no <strong>Alternativo</strong>. Fica a dica para quem pretende ficar &#8220;pulando&#8221; de um palco para outro: leva pelo menos 10 minutos pra atravessar o Jockey.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/022.jpg" rel="lightbox[10692]" title="Lollapalooza aquece os motores e organização promete melhorias"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10700" alt="02" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/022-520x361.jpg" width="520" height="361" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Prosseguindo com as dicas: será permitido levar até 3 copos lacrados de água, 4 frutas pequenas (cortadas e embaladas) e 4 alimentos industrializados lacrados (barra de cereal, biscoito, etc). Uma ótima atitude do festival pra quem quiser economizar um pouco com comida ou vai ficar guardando lugar na grade, já que é rotina em outros festivais jogar fora na entrada qualquer tipo de alimento e água que esteja com o público. Se for de metrô, desça na <strong>Estação Butantã</strong>: o festival promete que o portão principal estará próximo ao início do Jockey Club. Se for de ônibus, venha pela <strong>Avenida Rebouças</strong> e desça no primeiro ponto após a ponte sobre o Rio Pinheiros: o ponto é ainda mais perto que a Estação Butantã.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/Lolla2.jpg" rel="lightbox[10692]" title="Lollapalooza aquece os motores e organização promete melhorias"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10697" alt="Lolla2" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/Lolla2-520x390.jpg" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Leo Ganem</strong>, diretor geral da <strong>Geo Eventos</strong>, admitiu os erros que houveram na edição passada e apresentou as novas propostas e soluções com uma humildade rara aos organizadores de grandes eventos. Leo elogiou a recepção da nova equipe da prefeitura de São Paulo ao potencial turístico/comercial do festival (que já está confirmado pro ano que vem, também durante o feriado da Páscoa), mas criticou a pouca flexibilidade do metrô, que aumentou apenas em 15 minutos seu tempo de operação na sexta e no domingo (o metrô fechará 00:15, a previsão é que os shows se encerrem pontualmente ás 23h). Sábado o metrô funciona até 1:00. A capacidade máxima passou de 75 mil pessoas para 60 mil, visando maior conforto do público, e o dia mais próximo de esgotar é o terceiro, que tem como headliner o <strong>Pearl Jam </strong>(segundo a organização, há uma grande possibilidade de se esgotar antes do dia do evento).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/MAPA-MOLDURA-com-patrocinador-2.jpg" rel="lightbox[10692]" title="Lollapalooza aquece os motores e organização promete melhorias"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10702" alt="MAPA-MOLDURA-com-patrocinador-2" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/MAPA-MOLDURA-com-patrocinador-2-520x377.jpg" width="520" height="377" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E leve capa de chuva! A previsão por enquanto é de tempo nublado sexta e sábado e possibilidade de pancadas de chuva no domingo, mas é só passar um dia em São Paulo pra descobrir que tudo aqui pode mudar em questão de minutos. Mas quem não se assustou com as tenebrosas nuvens de chuva que cobriram o festival ano passado não tem porque se preocupar. Com ou sem sol, tenha certeza de ver ali alguns dos melhores shows que passarão na cidade esse ano.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Mais informações: www.lollapalooza.com.br</em></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>

]]></content:encoded>
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		<title>Em SP, “O Rei Leão” estreia com previsão de estender temporada</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 04:14:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Aloi</dc:creator>
				<category><![CDATA[musical]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro musical montado no Brasil em  parceria da T4F (Time 4 Fun) com a Disney Theatrical Group (DTG), “O Rei Leão” estreia só na quinta-feira (28), mas já tem planos de expansão da temporada &#8211; prevista para durar nove meses. A informação foi dada pelo presidente da T4F Musicais, Fernando Luiz Alterio, na manhã desta segunda-feira (25) na [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10656" alt="Luis Gustavo Coutinho" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/abertura_rei-520x343.jpg" width="520" height="343" /></p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro musical montado no Brasil em  parceria da T4F (Time 4 Fun) com a <em>Disney Theatrical Group (DTG)</em>, “O Rei Leão” estreia só na quinta-feira (28), mas já tem planos de expansão da temporada &#8211; prevista para durar nove meses. A informação foi dada pelo presidente da T4F Musicais, <strong>Fernando Luiz Alterio</strong>, na manhã desta segunda-feira (25) na última etapa de divulgação da produção, em coletiva de imprensa para jornalistas de todo o país.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-10634"></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-10645" alt="Luis Gustavo Coutinho" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/coletiva_mesa-520x244.jpg" width="520" height="244" /><br />
<span style="font-style: italic; color: #808080;">&gt; A partir da esquerda: Alterio, Schumacher, Julie, Rice e Stephanie</span></p>
<p style="text-align: justify;">As três primeiras semanas de espetáculo já estariam “praticamente esgotadas”, segundo a diretora de conteúdo da divisão de family entertainment da T4F, <strong>Stephanie Mayorkis</strong>. Há uma conversa para prorrogar a temporada brasileira para mais algum tempo, seguindo o sucesso que o musical tem na Broadway, nos Estados Unidos, e em Londres, mas vai depender do público. Também participaram do evento o produtor e presidente da divisão teatral da Disney, <strong>Thomas Schumacher</strong>, e a criadora do espetáculo e diretora da adaptação brasileira, <strong>Julie Taymor</strong>, além do diretor associado <strong>John Stefaniuk</strong>, que apresentou um <em>sneak peek</em> da montagem.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-10643" alt="coletiva_rei" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/coletiva_rei-520x127.jpg" width="520" height="127" /></p>
<p style="text-align: justify;">Na apresentação desta segunda, jornalistas puderam acompanhar três músicas da versão brasileira: “Ciclo da Vida”, “Está em Ti” e “Estão em Ti”. Até agora, o musical passou apenas pelo crivo de um seleto grupo de convidados dos patrocinadores. Apesar de injusto fazer resenhas ou tecer críticas antes da estreia, posso afirmar – pelo pouco que vi – que a cada vez que as luzes se apagam, a cortina sobe, e os artistas soltam a voz em cena, o espectador se arrepia da cabeça aos pés. <i>(Claro, se ele tiver alguma relação afetiva com o filme. É o meu caso e de tantos outros que viveram a infância nos idos de 90)</i></p>
<p style="text-align: justify;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/6bdXY8J9UJI" height="293" width="521" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ingressos variam de R$ 50 a R$ 280. As sessões ocorrem quartas, quintas e sextas, às 21h; sábados em dois horários: 16h30 e 21h; e domingo: 15h30 e 20h30. Ingressos são vendidos pela <strong>Tickets For Fun</strong>.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><b style="text-align: justify;">Montagem<br />
</b>Stephanie Mayorkis explicou que foi natural a escolha de <strong>Gilberto Gil</strong> para adaptar as músicas para o português: “(Ele) foi o primeiro nome que veio à cabeça. Estamos muitos felizes com o trabalho deste musical”, reforçou, explicando também a indicação de <strong>Rachel Ripani</strong> para assinar a tradução e adaptação do original. “Já havíamos trabalhado com ela, e havia trechos que precisávamos tropicalizar. Sabíamos da exigência da Disney para que frases e piadas fizessem efeito e o público se identificasse”, argumentou.</p>
<p style="text-align: justify;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/6sB1ywpFff0" height="293" width="520" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Vencedor de três Oscars de canção original (&#8220;Aladdin&#8221;, em 1992; &#8220;O Rei Leão&#8221;, 95; e &#8220;Evita&#8221;, 97), Tim Rice endossou a escolha de Gil, ausente por conta de uma turnê. Um dos integrantes da bancada da T4F para reforçar o apoio que a Disney está dando para a montagem brasileira, disse que já conhecia o trabalho de Gilberto Gil. “Ele é um dos artistas do século, muito conhecido em Londres. Não o conheci (pessoalmente), mas acompanho seu trabalho não só musical, mas político e seu entusiasmo pelo mundo”. Questionado sobre o que faz do musical singular, que não é visto em outras produções, Tim disparou, em tom de ironia, arrancando risos da plateia: “as hienas, oras”.</p>
<blockquote><p><strong>LEIA TAMBÉM</strong>: <strong><a href="http://www.aoscubos.com/musical-o-rei-leao-assista-ensaio-aberto-de-ciclo-da-vida/" target="_blank">Assista ao ensaio aberto de “Ciclo da Vida”</a><br />
</strong><a href="http://www.aoscubos.com/gilberto-gil-faz-novas-versoes-das-musicas-de-o-rei-leao-para-o-teatro/" target="_blank"><strong>Gilberto Gil faz novas versões das músicas de para o teatro</strong></a></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;"><b>Adaptação</b><img class="wp-image-10651 alignright" style="border: 1px solid white;" alt="Divulgação" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/tiago_barbosa-520x520.jpg" width="255" height="255" /><br />
Os atores brasileiros <b>Tiago Barbosa</b> (Simba, <em>foto ao lado</em>), <b>Oswaldo Mil</b> (Scar) e <b>César Mello</b> (Mufasa), além da sul-africana <b>Phindile Mkhize</b> (Hafiki, <em>ao fundo da foto</em>) participaram do encontro. Sorridente e falante, em um inglês carregado de sotaque, Phindile – que está há 10 anos na montagem &#8211; brincou ao dizer que o maior desafio é também a maior satisfação: “aprender o português, viver novas histórias&#8230; A química (com o elenco principal está sendo muito bacana e cúmplice”. E mandou um recado àqueles que ousarem se atrasar: “Quem perder o ‘Ciclo da Vida’ (ato inicial), vai perder o espetáculo, pois é a única cena com todos os animais na savana”.</p>
<p style="text-align: justify;">O intérprete de Simba destacou que sua dificuldade foi alcançar o movimento felino e o instinto de leão com exatidão para que ficasse, cada vez mais, perfeito. “Tentei colocar meu coração para sentir a batida (do personagem), a rotina é cansativa, mas me joguei&#8230; Tudo foi muito minucioso (&#8230;) está sendo uma escola. Apesar de todo esse cansaço, é muito satisfatório, há um sentimento de missão cumprida, saber que está acontecendo, está nascendo (esse personagem)”, brincou, ao satirizar sua pronúncia carioca: “tá vendo? Consegui até falar o nascer sem sotaque”.</p>
<p style="text-align: justify;">Barbosa usou o termo “muito grato” para expressar como  se sente ao interpretar o principal papel do musical de maior bilheteria da Broadway. Usou o mesmo adjetivo que César Mello para descrever a honra de interpretar seu personagem, que acabou lembrando de uma memória emotiva da adolescência: “Chorei ao ver Mufasa morrer&#8230; É um ser (de alma humana) tão lindo”. Osvaldo Mil seguiu o raciocínio: “sou pai, então tenho que segurar a onda quando Mufasa fala para Simba que vão estar sempre juntos”.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/el9R2TgAdp0" height="293" width="521" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p><b><img class="wp-image-10660 alignright" style="border: 1px solid white;" alt="Reprodução/Instagram" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/cesarmello-359x520.jpg" width="194" height="281" />Brasil x África<br />
</b>A história de “O Rei Leão” é muito forte e nos faz retornar às origens, segundo a diretora Julie Taymor. “Outra coisa importante dessa produção é o intercâmbio de culturas. Na montagem de Nova York, por exemplo, é muito importante ter atores que descendem de lá porque eles trazem essa questão da sonoridade musical&#8230; No Brasil, isso se torna ainda mais profundo porque já há uma conexão com a África”.</p>
<p style="text-align: justify;">O intérprete de Mufasa (<em>à dir.</em>) comentou que o contato com os africanos desperta nos brasileiros a espiritualidade, a união do povo e a sonoridade. “Quando vem a música, não dá para pensar. Vai primeiro para o coração”, explicou Mello. Mil complementou: “Nos ensaios, a Phindile soltou a voz como se já estivesse na estreia&#8230; Essa verdade com que ela se posicionou, nos contagiou. Os africanos se dão com uma força intensa e isso me fez entender a visceralidade que nós brasileiros temos, o porquê que a gente se entrega tanto”. Segundo ele, esse contato com a técnica necessária, fundamental, e de precisão intensa está colocando o Brasil em outro patamar de interpretação.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10662" alt="Luis Gustavo Coutinho" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/abertura_rei2-520x319.jpg" width="520" height="319" /></p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><b>Números<br />
</b>Apresentada por Bradesco Seguros e Ministério da Cultura, e copatrocínio de Cielo, a versão brasileira tem custo estimado de R$ 50 milhões e espera atrair 350 mil espectadores (comporta 1530 pessoas por apresentação). Cenários, figurinos, objetos de cena e demais apetrechos foram importados dos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, que vieram em 22 containers, somando mais de 35 toneladas de material. Ao todo, 53 atores dão vida ao musical, sendo 11 sul-africanos, cantores, atores e bailarinos.</p>
</blockquote>

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		<title>Paul Banks faz show solo em São Paulo e agrada fãs e &#8220;desavisados&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2013 16:19:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Interpol]]></category>
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		<description><![CDATA[Texto e fotos de Ana Laura Leardini. Siga nosso tumblr e veja mais fotos logo após os shows. Paul Banks apresentou seu trabalho solo ao público brasileiro nesta última quinta-feira, dia 14, no Cine Jóia. O show foi mais um resultado dos populares e bem sucedidos crowdfundings. Agora foi a vez do Club NME Brasil, Jack Daniels [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/011.jpg" rel="lightbox[10625]" title="Paul Banks faz show solo em São Paulo e agrada fãs e "desavisados""><img class="aligncenter size-medium wp-image-10626" alt="01" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/011-520x346.jpg" width="520" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Texto e fotos de <strong>Ana Laura Leardini.</strong> Siga nosso tumblr e veja mais fotos logo após os shows.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paul Banks</strong> apresentou seu trabalho solo ao público brasileiro nesta última quinta-feira, dia 14, no Cine Jóia. O show foi mais um resultado dos populares e bem sucedidos <i>crowdfundings. </i>Agora foi a vez do <strong>Club NME Brasil, Jack Daniels</strong> e a <strong>Playbook</strong> se unirem para trazer o show com a ajuda dos fãs. Mais conhecido como vocalista da banda <strong>Interpol</strong>, Banks tem se saído um prolífico artista solo, lançando dois álbuns e um EP entre os hiatos da banda. Apesar das turbulências e reestruturações que o Interpol vem sofrendo desde o último álbum (de 2010), Banks dá extensão ao seu trabalho na banda nova iorquina, agradando fãs ao se apropriar muito de sonoridades já conhecidas.</p>
<p><span id="more-10625"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/021.jpg" rel="lightbox[10625]" title="Paul Banks faz show solo em São Paulo e agrada fãs e "desavisados""><img class="aligncenter size-medium wp-image-10627" alt="02" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/021-520x346.jpg" width="520" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Bastava pouquíssima atenção para perceber que a casa estava abarrotada de fãs do<strong> Interpol</strong>, dos quais uma parte não parecia estar familiarizada com o seu trabalho solo. A divisão era clara e podia ser percebida nos olhares curiosos em contraste com o reduzido coro que acompanhava Banks em todas suas músicas. Indiferente à diversidade da plateia, Banks foi sempre muito aplaudido, respondendo aos fãs com alguns sorrisos e curtos agradecimentos que arriscou em português (um tanto quanto mais leve que o clima soturno que impregna o Interpol, tanto em estúdio quanto ao vivo).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/031.jpg" rel="lightbox[10625]" title="Paul Banks faz show solo em São Paulo e agrada fãs e "desavisados""><img class="aligncenter size-medium wp-image-10628" alt="03" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/031-520x346.jpg" width="520" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/041.jpg" rel="lightbox[10625]" title="Paul Banks faz show solo em São Paulo e agrada fãs e "desavisados""><img class="alignleft  wp-image-10629" alt="04" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/041-346x520.jpg" width="233" height="349" /></a>O setlist foi bem divido entre as composições de seus dois albums, &#8220;Julian Plenti is&#8230;Skyscraper&#8221;, de 2009 e &#8220;Banks&#8221;, de 2012, mas deixando completamente de lado o repertório do Interpol. Um dos pontos altos foi a releitura do clássico de <strong>Frank Sinatra</strong>, &#8220;Summertime is Coming&#8221;, que encerrou a primeira parte da apresentação em tom distinto para os familiarizados com o som do Interpol. Diferente da versão do EP &#8220;Julian Plenti lives&#8221;, aqui os arranjos acústicos foram substituídos por guitarras suaves, com Banks demonstrando mais uma vez a sua competência vocal que lembra tanto <strong>Ian Curtis</strong>, do <strong>Joy Division</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">No bis, Banks voltou ao palco com ainda com força, entregando três das mais distintas canções de seu primeiro álbum. A tríade &#8220;Skyscraper&#8221;, &#8220;On the Splanade&#8221; e &#8220;Game For Days&#8221; encerrou a noite com um crescente de riffs e fortes batidas, o que com certeza deixou os fãs brasileiros ansiosos para um retorno; seja ele sozinho ou acompanhado por Interpol.</p>

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		<title>Andrew Bird hipnotiza público paulistano com assovios, violinos e virtuosismo</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Mar 2013 23:44:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Andrew Bird]]></category>
		<category><![CDATA[cine jóia]]></category>
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		<description><![CDATA[Fotos de Ana Laura Leardini. Veja mais fotos deste e de outros shows no nosso tumblr. A apresentação do cantor norte-americano Andrew Bird já era memorável antes mesmo de acontecer de fato: foram os fãs os responsáveis por viabilizar não só o show mas toda a turnê latino-americana, num crowdfunding expandido em que as 6 [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/01.jpg" rel="lightbox[10613]" title="Andrew Bird hipnotiza público paulistano com assovios, violinos e virtuosismo"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10616" alt="01" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/01-520x346.jpg" width="520" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Fotos de <strong>Ana Laura Leardini</strong>. Veja mais fotos deste e de outros shows<a href="http://aoscubos.tumblr.com"> no nosso tumblr.</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">A apresentação do cantor norte-americano<strong> Andrew Bird</strong> já era memorável antes mesmo de acontecer de fato: foram os fãs os responsáveis por viabilizar não só o show mas toda a turnê latino-americana, num<em> crowdfunding</em> expandido em que as 6 cidades que vendessem mais cotas levavam os shows. Sorte dos brasileiros que levaram três dessas apresentações, em Florianópolis, no Rio e em São Paulo. Escoltado por uma excelente e extensa discografia, uma banda de apoio impecável, e sempre acompanhado de seu violino e um assovio inacreditável, Andrew fez um show atemporal e emocionante.</p>
<p><span id="more-10613"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/04.jpg" rel="lightbox[10613]" title="Andrew Bird hipnotiza público paulistano com assovios, violinos e virtuosismo"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10619" alt="04" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/04-520x346.jpg" width="520" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Andrew abriu o show sozinho e após superar um problema inicial com o microfone do violino (justo do violino!) tocou &#8220;Belles&#8221; e &#8220;Hole in the Ocean Floor&#8221; &#8211; ambas do álbum &#8220;Break it Yourself&#8221; lançado ano passado &#8211; gravando várias camadas de instrumentos pra criar atmosferas delicadas e etéreas. A performance que se seguiu de &#8220;Why?&#8221; foi o suficiente para cravejar que o público que enchia o<strong> Cine Joia</strong> estava diante de um artista extraordinário. Nessa música (e no resto do show) Andrew encarna um violinista-cantor-contador de histórias-ator-performático trabalhando num universo musical intrincado e numa performance tão própria e irresistível que só resta a nós, meros mortais, assistir.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/02-e1362354033763.jpg" rel="lightbox[10613]" title="Andrew Bird hipnotiza público paulistano com assovios, violinos e virtuosismo"><img class="alignleft  wp-image-10617" alt="02" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/02-346x520.jpg" width="277" height="416" /></a>A primeira música tocada com a banda completa foi &#8220;A Nervous Tic Motion of the Head to the Left&#8221; e daí em diante o show se encaixou mais no ambiente de casa de shows deixando o clima inicial de teatro de lado &#8211; apesar do virtuosismo delicado de Andrew nunca deixar de ser algo a se prestar muita atenção, e as conversas e pedidos de silêncio do público continuarem incomodando tanto quanto no início. Teve até espaço para explosões de guitarra com sonoridade tipicamente indie em algumas músicas como &#8220;Dark Matter&#8221; e &#8220;Plasticities&#8221;, apesar do clima geral do show se acomodar muito mais no folk, blues, country, ou na trilha sonora de algum western esquecido.</p>
<p style="text-align: justify;"> A primeira parte do show terminou com &#8220;Tables and Chairs&#8221;, do álbum &#8220;Mysterious Production of Eggs&#8221; de 2005, que junto com &#8220;Break it Yourself&#8221;, foram os álbuns mais tocados da setlist, que passou por seis dos dez discos de Andrew. A comoção do público pós show foi tanta que a banda voltou para dois bis. No primeiro deles Andrew tocou o hit &#8220;Fake Palindromes&#8221;, talvez sua música mais conhecida, e &#8220;Don&#8217;t Be Scared&#8221;, cover da banda country norte-americana <strong> The Handsome Family</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/05.jpg" rel="lightbox[10613]" title="Andrew Bird hipnotiza público paulistano com assovios, violinos e virtuosismo"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10620" alt="05" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/03/05-520x346.jpg" width="520" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">No segundo bis, acompanhado apenas de guitarrista e baixista e compartilhando o mesmo microfone, mais dois covers: &#8220;If I Needed You&#8221; do ícone country <strong>Townes Van Zandt</strong> e &#8220;Goin&#8217; Home&#8221; de <strong>Charley Patton, </strong>perfeita para o final. Ambas as músicas trouxeram para o show uma sensação presente em outros momentos: Andrew é um músico e cantor extraordinário, mas o modo como lida com a música e com os gêneros dos quais faz referência e atualiza é tão orgânico e natural, que sua performance pode nos transportar de um show moderno de música alternativa para um salão norte-americano de beira de estrada do início do século passado, e isso é um feito inegavelmente especial.</p>

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		<title>Musical O Rei Leão: assista ensaio aberto de &#8220;Ciclo da Vida&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Feb 2013 02:39:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[musical]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
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		<category><![CDATA[O Rei Leão]]></category>

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		<description><![CDATA[Está chegando! 28 de março estreia a adaptação brasileira do musical da Broadway &#8220;O Rei Leão&#8221;, um dos espetáculos mais esperados dos últimos anos. O elenco e a equipe do musical foram apresentados à imprensa no fim de Janeiro com algumas presenças ilustres, como a de Gilberto Gil, escolhido pra readaptar as letras do musical, [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/02/Rei-Leão.jpg" rel="lightbox[10604]" title="Musical O Rei Leão: assista ensaio aberto de "Ciclo da Vida""><img class="aligncenter size-medium wp-image-10606" alt="Rei Leão" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2013/02/Rei-Leão-520x290.jpg" width="520" height="290" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Está chegando! 28 de março estreia a adaptação brasileira do musical da Broadway &#8220;O Rei Leão&#8221;, um dos espetáculos mais esperados dos últimos anos. O elenco e a equipe do musical foram apresentados à imprensa no fim de Janeiro com algumas presenças ilustres, como a de <strong>Gilberto Gil</strong>, escolhido pra readaptar as letras do musical, e o diretor internacional de entretenimento da Disney,<strong> Felipe</strong> <strong>Gamba</strong>. Extremamente empolgado com a adaptação brasileira, Felipe disse que sempre foi obcecado por levar O Rei Leão para a América do Sul &#8211; ele é colombiano &#8211; e confessou que <strong>Julie Taymor</strong>, diretora original do musical, está especialmente feliz com o elenco brasileiro, fruto de uma seleção que durou meses e passou por vários cantos do país.</p>
<p><span id="more-10604"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A apresentação do elenco foi um show a parte e os atores transbordavam carisma e simpatia: Simba (<strong>Tiago Barbosa</strong>) e Nala (<strong>Josi Lopes</strong>) são desde já protagonistas apaixonantes. Além dos atores brasileiros (alguns já participaram de outras adaptações do musical) o elenco também conta com dez atores sul-africanos, essenciais segundo Felipe, para que o restante do elenco possa se contagiar com o espírito africano, essencial para o musical. Você confere logo abaixo a apresentação de arrepiar que o elenco fez de &#8220;Ciclo da Vida&#8221; para a imprensa &#8211; uma das primeiras renovações de Gil, que preferiu trocar o já clássico &#8220;Ciclo sem Fim&#8221;.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/SxB8cMVOV38" height="382" width="520" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<blockquote><p><strong>Local:</strong> Teatro Renault &#8211; São Paulo (antigo Teatro Abril)<br />
<strong>Estreia:</strong> 28 de março de 2013<br />
<strong>Sessões (Dias e Horários):</strong> Quartas, Quintas e Sextas, às 21h, Sábados, às 16h30 e 21h e Domingos, às 15h30 e 20h.<br />
<strong>Ingressos:</strong> De R$ 50 a R$ 280<br />
<a href="http://www.ticketsforfun.com.br">www.ticketsforfun.com.br</a></p></blockquote>

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