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	<title>aos cubos</title>
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	<description>o mundo elevado a essa potência</description>
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		<title>El Guincho faz &#8220;carnaval indie&#8221; em São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 13:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/el-guincho-faz-carnaval-indie-em-sao-paulo/05-10/" rel="attachment wp-att-8871"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8871" title="05" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/02/051-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na última sexta (17) enquanto o projeto <strong>El Guincho</strong> do espanhol <strong>Pablo Diaz-Reíxa</strong> se apresentava na sempre ótima Choperia do <strong>SESC Pompéia</strong>, perto dali no Sambódromo do Anhembi acontecia o primeiro dia de desfiles das Escolas de Samba de <strong>São Paulo</strong>. Não é exagero dizer que a animação e as danças durante o show do <strong>El Guincho</strong> rivalizavam com as do sambódromo. O som constantemente dançante com uma avalanche de elementos tropicalistas, tribais, latinos, eletrônicos&#8230; mostrou que funciona tão bem ao vivo como funcionou nos álbuns do <strong>El Guincho</strong> que o alçaram ao posto de queridinho da mídia indie em 2008.</p>
<p><span id="more-8864"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/el-guincho-faz-carnaval-indie-em-sao-paulo/07-6/" rel="attachment wp-att-8873"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8873" title="07" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/02/07-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao vivo, Pablo comanda um altar de sintetizadores e bateria eletrônica, enquanto um baixista também fica por conta de um pequeno sintetizador e o guitarrista fica por conta dos riffs tão imediatamente latinos e dos passos de dança mais ousados (e engraçados) do power-trio. A movimentação deles e a maluquice sonora que a mistura de tantas referências provoca no som do El Guincho pode parecer uma auto-ironia para justificar o descarado “tropical exploitation” por trás do projeto. Mas essa “despreocupação” só aparece superficialmente.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/el-guincho-faz-carnaval-indie-em-sao-paulo/06-9/" rel="attachment wp-att-8872"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8872" title="06" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/02/06-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nascido nas <strong>Ilhas Canárias</strong>, território espanhol muito mais próximo da África do que da Europa, Pablo sabe do que está falando quando joga marimbas por todos os lados e cria atmosferas que te arremessam num passeio pelo litoral. Mas foge do óbvio quando embala isso com cantos folclóricos e elementos perturbadores que dão um tom fantasmagórico/esquizofrênico que faz toda a diferença sem comprometer a “diversão” que o espanhol propõe com sua música. Mais ou menos como a arara de oito olhos contra um fundo preto chapado na capa de “Alegranza!”, seu disco de 2008. O litoral proposto por Pablo é ensolarado, porém freak.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/el-guincho-faz-carnaval-indie-em-sao-paulo/04-13/" rel="attachment wp-att-8870"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8870" title="04" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/02/041-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O set do show de São Paulo deu prioridade ao álbum mais recente “Pop Negro” (de 2010), que se esforça em criar canções com estruturas mais palatáveis ao contrário dos mantras repetitivos quase cacofônicos de “Alegranza!”, e essa mistura de “propostas” diferentes resultou num show bem equilibrado: o El Guincho ao vivo sairia perdendo sem um dos dois lados. Os melhores momentos ficaram com as dobradinhas “Palmitos Park” e “Bombay”, no final do show logo após a difícil “Muerte Midi” (único momento mais fraco do show), e “Cuando Maravilla Fui” (com um cântico de arrepiar meio Folia de Reis) e “Antillas” encerrando o show no bis.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/el-guincho-faz-carnaval-indie-em-sao-paulo/01-16/" rel="attachment wp-att-8867"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8867" title="01" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/02/011-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Mas durante o pouco mais de uma hora que durou a apresentação, o público que esgotou os ingressos não parou de dançar após o estranhamento do começo, e o show foi um grande “melhor momento”: alguém deveria estar lá premiando as melhores coreografias, algumas eram impagáveis. Pablo, que no começo do show aparentava estar meio irritado com o som e o calor, e engomadinho demais com sua camisa pólo – “Meio coxinha, mas um coxinha bom”, disse a nossa fotógrafa Ana Laura – foi se soltando e ficou visivelmente feliz com a reação do público, mas não mais que o guitarrista que gargalhava de felicidade olhando para as pessoas dançando e cantando enquanto fazia seus próprios passinhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/el-guincho-faz-carnaval-indie-em-sao-paulo/02-15/" rel="attachment wp-att-8868"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8868" title="02" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/02/021-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Pablo é mais um da extensa lista de artistas internacionais que dizem ter tido sua vida mudada pelo &#8220;Clube da Esquina&#8221; de <strong>Milton Nascimento e Lô Borges</strong>. Pela primeira vez no país que deu origem a tropicália (apesar de o som remeter muito mais a música popular caribenha, por exemplo, do que a tropicália) esse tipo de reconhecimento é de fato muito importante, ainda mais em um país que não fala espanhol. A sorte é que isso nunca fez diferença pro El Guincho, que excursiona mundo afora participando dos festivais mais importantes (e com uma energia ao vivo que não deve a nenhuma das grandes bandas atuais, como o <strong>Two Door Cinema Club</strong>) e é assinado pela mesma gravadora que o <strong>the XX</strong>. O espanhol ininteligível em 80% do tempo e non-sense nos outros 20%, cantado com uma quase indolência por Pablo acaba caindo como mais um elemento pra criar a atmosfera mistérios-do-Atlântico-Tropical que o<strong> El Guincho</strong> criou com tanto sucesso. E quem precisa de carnaval com um show desses?</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/n7cAZbEGJX4" frameborder="0" width="520" height="382"></iframe></p>

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		<title>Em São Paulo, Penguin Prison faz show animado mas sem novidades</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 15:43:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Beco 203]]></category>
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		<description><![CDATA[A banda nova-iorquina Penguin Prison é conterrânea e órfã do LCD Soundsystem e  por um tempo, qualquer grupo de música eletrônica que apareça por lá cairá nesse mesmo balaio, mesmo que as diferenças sejam imensas &#8211; como são nesse caso. Não &#8230; <a href="http://www.aoscubos.com/em-sao-paulo-penguin-prison-faz-show-animado-mas-sem-novidades/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/em-sao-paulo-penguin-prison-faz-show-animado-mas-sem-novidades/01-15/" rel="attachment wp-att-8847"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8847" title="01" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/02/01-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A banda nova-iorquina <strong>Penguin Prison</strong> é conterrânea e órfã do <strong>LCD Soundsystem</strong> e  por um tempo, qualquer grupo de música eletrônica que apareça por lá cairá nesse mesmo balaio, mesmo que as diferenças sejam imensas &#8211; como são nesse caso. Não é difícil ver aqui no blog referências a bandas que encontram um jeito original de participar do revival (eterno?) do electro-pop dos anos 80, mas em show realizado em São Paulo na última sexta (27) no <strong>Beco 203</strong>, o <strong>Penguin Prison</strong> mostrou que ainda tem muito o que fazer se quiser sair do mar de bandas genéricas desse estilo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8844"></span><span style="text-align: justify;">As comparações com bandas como o </span><strong style="text-align: justify;">LCD Soundsystem</strong><span style="text-align: justify;"> e o </span><strong style="text-align: justify;">Hot Chip</strong><span style="text-align: justify;"> se mostraram meio infundadas já que o <strong>Penguin Prison</strong> passa 90% do tempo soando pop demais para o circuito onde pretende se firmar, e o vocalista</span><strong style="text-align: justify;"> Chris Glover</strong><span style="text-align: justify;"> tem pinta, voz (e clichês) de popstar que o afastam de forma abissal da pose comum/geek de caras como </span><strong style="text-align: justify;">James Murphy</strong><span style="text-align: justify;"> e </span><strong style="text-align: justify;">Alexis Taylor</strong><span style="text-align: justify;">. Chris canta muito, mas o registro pop fica ainda mais ressaltado nas obviedades musicais apresentadas pelo Penguin Prison.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/em-sao-paulo-penguin-prison-faz-show-animado-mas-sem-novidades/03-14/" rel="attachment wp-att-8849"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8849" title="03" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/02/03-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">As batidas oitentistas com um pezinho na disco music chegam sem medo de ser feliz mas não oferecem nada de novo. Os &#8220;uuh&#8221; e &#8220;aah&#8221; meio sussurrados e a obsessão pela temática do dinheiro remetem ao glam dos ídolos daquela década e aos ídolos de hip hop mas, sem renovação (e sem uma autenticidade &#8220;gangsta&#8221;), soam ultrapassados e deslocados. Aliás, todas essas características remetem imediatamente a um dos sons nacionais mais comentados do ano passado, o <strong>Boss in Drama</strong>, projeto de <strong>Péricles Martins</strong>, que estava lá perto do palco prestando bastante atenção no que os nova-iorquinos faziam.</p>
<p style="text-align: justify;">A apresentação foi animada e deixou pelo menos metade do público dançando do começo ao fim, mas a falta de uma fanbase maior no Brasil ficou clara já na primeira música, a ótima &#8220;Golden Train&#8221;, em que o vocalista <strong>Chris Glover</strong> (baixinho, atarracado e engomadinho como &#8211; me perdoem! &#8211; um pinguim) desceu do palco e criou um clarão de pessoas meio constrangidas em sua volta.  Os melhores momentos ficaram por conta das músicas &#8220;Animal, animal&#8221;, &#8220;Don&#8217;t Fuck With My Money&#8221; e, surpreendentemente, com um bom cover de &#8220;Blue Jeans&#8221; de <strong>Lana Del Rey</strong>, que encerrou o show antes do bis, onde voltaram com a feel-good &#8220;Multi-Millionaire&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/em-sao-paulo-penguin-prison-faz-show-animado-mas-sem-novidades/05-9/" rel="attachment wp-att-8846"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8846" title="05" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/02/05-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Está certo que o <strong>Penguin Prison</strong> fez um dos remixes mais comentados de Lana até agora, e quem não gostaria de sustentar uma pose de amigo da boneca de carreira meteórica por esses tempos? Mas encerrar seu show com uma música de <strong>Lana del Rey</strong> e se levar a sério fazendo isso revela um pouco de falta de confiança com o próprio material.</p>
<p style="text-align: justify;">Chris Glover é um bom compositor, mas se enterrar no electro-pop oitentista genérico é condenar sua carreira a um número bem menor de possibilidades e a um caminho bem sem graça, mesmo que sua música seja incansavelmente &#8220;pra cima&#8221;.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Nota: o show programado para às 23h começou próximo às 00:50. Já me cansei de reclamar dos grandes e constantes atrasos em casas de show pequenas, e é absurdo que a prática já tenha ares de tradição. Mas todos os parabéns ao Beco pela ótima iniciativa de colocar fliperamas no segundo andar. Conheço gente (eu incluso) que passaria o resto da vida jogando Top Gear.</p>
</blockquote>

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		<title>Os Homens que Não Amavam As Mulheres: David Fincher entrega um dos melhores filmes da temporada</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 20:49:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[millenium]]></category>
		<category><![CDATA[os homens que não amavam as mulheres]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Millenium &#8211; Os Homens Que Não Amavam As Mulheres&#8221; dá o pontapé em um ano que promete ser marcado por adaptações literárias com heroínas fortes como protagonistas (o filme The Hunger Games é um dos mais esperados de 2012). David &#8230; <a href="http://www.aoscubos.com/os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres-david-fincher-entrega-um-dos-melhores-filmes-da-temporada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres-david-fincher-entrega-um-dos-melhores-filmes-da-temporada/rooney-mara/" rel="attachment wp-att-8835"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8835" title="Rooney-Mara" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/Rooney-Mara-520x292.jpg" alt="" width="520" height="292" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Millenium &#8211; Os Homens Que Não Amavam As Mulheres&#8221;</strong> dá o pontapé em um ano que promete ser marcado por adaptações literárias com heroínas fortes como protagonistas (o filme <a href="http://www.youtube.com/watch?v=SMGRhAEn6K0">The Hunger Games</a> é um dos mais esperados de 2012). <strong>David Fincher</strong>, que quase ganhou o Oscar por &#8220;A Rede Social&#8221; ano passado, entrega mais um filmaço, apesar de longe do estilo autoral que era sua marca registrada em filmes como &#8220;Clube da Luta&#8221;. <strong>Rooney Mara</strong>, que interpreta a super hacker <strong>Lisbeth</strong> e heroína em questão, está irreconhecível (alguém lembra dela como a namorada de Zuckerberg em &#8220;A Rede Social&#8221;?) e ganhou, com muito merecimento, uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz nesse ano.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8834"></span><span style="text-align: justify;">Na história, adaptação do best-seller de mesmo nome do escritor sueco</span><strong style="text-align: justify;"> Stieg Larsson</strong><span style="text-align: justify;"> (primeiro livro de uma trilogia), o jornalista </span><strong style="text-align: justify;">Mikael Blomkvist</strong><span style="text-align: justify;"> (</span><em style="text-align: justify;"><strong>Daniel Craig</strong></em><span style="text-align: justify;">) é forçado a se ausentar do seu posto na revista Millenium após perder uma ação na justiça por calúnia contra um poderoso bilionário. É convidado então para desenterrar o caso do assassinato não solucionado de </span><strong style="text-align: justify;">Harriet</strong><span style="text-align: justify;">, sobrinha do também poderoso </span><strong style="text-align: justify;">Henrik Vanger</strong><span style="text-align: justify;">, numa ilha isolada do norte da Suécia onde toda a família Vanger mora. Mas mexer nas feridas dessa família (cujos membros são um pior que o outro) vai se mostrar bem mais perigoso e difícil do que parecia no começo.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Lisbeth é a &#8220;ajudante&#8221; de Mikael, mas é essencial para toda a trama. Sua personagem é tão envolvente (apesar de barra pesada) que Daniel Craig muitas vezes fica pequeno diante dela. O filme é de Rooney Mara e sua Lisbeth, e nos resta esperar que Fincher possa adaptar os outros dois livros da trilogia, que segundo fãs são melhores que o primeiro.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/PKA39HIgMHI" frameborder="0" width="520" height="382"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Também é impossível ficar imune a excelente trilha sonora, responsável pela dupla <strong>Trent Reznor</strong> (do <strong>Nine Inch Nails</strong>) e <strong>Atticus Ross</strong>, ganhadores do Oscar ano passado pela trilha  de &#8220;A Rede Social&#8221;. A sequência inicial, de deixar qualquer um de queixo caído, tem como trilha esse cover de &#8220;Immigrant Song&#8221; do <strong>Led Zeppelin</strong>, interpretado pela voz da também barra pesada <strong>Karen O</strong>, do<strong> Yeah Yeah Yeahs</strong>. Tente ver quantas pessoas vão sair do cinema cantando o &#8220;ah ah aaaah ah&#8221; dessa música&#8230;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/ljbBayiWglg" frameborder="0" width="520" height="382"></iframe></p>

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		<title>No Rio, Bruno Mars se rende a Michel Teló e arrisca &#8216;If I Catch You&#8217;</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 16:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Aloi</dc:creator>
				<category><![CDATA[festival]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Mars]]></category>
		<category><![CDATA[HSBC Arena]]></category>
		<category><![CDATA[Michel Teló]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Summer Soul Festival]]></category>

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		<description><![CDATA[Mai cedo, estava buscando informações sobre o &#8220;Summer Soul Festival&#8221;, que aconteceu quarta-feira (25), no Rio de Janeiro, e Bruno Mars se rendeu mais uma vez ao sucesso de Michel Teló. Na apresentação que fez no HSBC Arena, o cantor mandou um &#8230; <a href="http://www.aoscubos.com/no-rio-bruno-mars-se-rende-a-michel-telo-e-arrisca-if-i-catch-you/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8826 aligncenter" title="Reprodução" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/Capturas-de-tela4-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></p>
<p style="text-align: justify;">Mai cedo, estava buscando informações sobre o &#8220;Summer Soul Festival&#8221;, que aconteceu quarta-feira (25), no Rio de Janeiro, e <strong><a title="Bruno Mars está longe do estereótipo havaiano: colar de flores e violão" href="http://www.aoscubos.com/bruno-mars-esta-longe-do-estereotipo-havaiano-colar-de-flores-e-violao/">Bruno Mars</a> </strong>se rendeu mais uma vez ao sucesso de <strong>Michel Teló</strong>. Na apresentação que fez no HSBC Arena, o cantor mandou um cover só no violão, e ficou embasbacado com a reação do público, que cantou em coro o refrão em inglês do sucesso &#8220;Ai Se Eu Te Pego”: &#8220;<em>Delicious, delicous&#8230; this way you&#8217;re gonna kill me</em>&#8220;&#8230; <em><span style="color: #33cccc;">(veja o vídeo depois do clique!)</span></em><span id="more-8825"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O &#8220;clássico&#8221; (oi?) do sertanejo universitário que ganhou o mundo (sim, o cantor brasileiro fez aparição em programas de TV e tem shows agendados na Europa, foi até convidado por<strong> Shakira</strong> para comparecer em seu aniversário, em fevereiro), teve sua versão cantada em coro pelos cariocas. De acordo com o Samir, do &#8220;<strong><a href="http://dontskip.com/2012/01/bruno-mars-canta-michel-telo-no-summer-soul-festival-carioca/" target="_blank">Don&#8217;t Skip</a></strong>&#8220;, o pessoal da fila do gargarejo, em São Paulo, no dia anterior, tinha cantado o verso do refrão para o cantor, que ficou sem entender. &#8220;Espero que seja algo bom&#8221;, disse ele na Arena Anhembi. Já, no Rio, foi a vez dele de surpreender o público.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Vz6xx2QybN4" frameborder="0" width="519" height="264"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"> ***</p>
<p><em>Ah, e no Rio, ele também mandou a melodramática &#8220;It Will Rain&#8221; <span style="color: #33cccc;">(Todos chora!)</span></em></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/7wmUhF5K5zw" frameborder="0" width="519" height="264"></iframe></p>

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		<title>Uma receita que te deixará com vontade de conhecer David Garrett</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 05:11:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Aloi</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[Beethoven]]></category>
		<category><![CDATA[David Garrett]]></category>
		<category><![CDATA[Guns N Roses]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Mccartney]]></category>
		<category><![CDATA[Queen]]></category>

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		<description><![CDATA[Alô 2012, é você? Pois é, depois de um tempão sem escrever (tarefa que deixei para o Luis no último mês por questões pessoais), estou de volta. Hoje o &#8220;Aos Cubos&#8221; vai te ensinar uma receita. Separa o liquidificador! Pega &#8230; <a href="http://www.aoscubos.com/uma-receita-que-te-deixara-com-vontade-de-conhecer-david-garrett/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Alô 2012, é você? Pois é, depois de um tempão sem escrever (tarefa que deixei para o Luis no último mês por questões pessoais), estou de volta.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8811" title="Reprodução" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/david_garrett-520x346.jpg" alt="" width="520" height="346" /></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje o &#8220;Aos Cubos&#8221; vai te ensinar uma receita. Separa o liquidificador! Pega papel e caneta para não perder um ingrediente sequer. Não, calma&#8230; A gente não vai dar uma receita de bolo ou torta. O negócio é sério. Totalmente musical. Separou o eletrodoméstico? Então tá&#8230;<span id="more-8809"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Junta aí: <strong>Paul McCartney</strong>, música clássica com violino, trilhas sonoras de filmes famosos, <strong>Aerosmith</strong> e<strong> Nirvana</strong>&#8230; Pôs na maior velocidade? Sem colocar em uma forma, o resultado vai sair direto para o seu iPod ou tocador de mp3. Não só porque o som é bom, mas também porque o rosto desse astro da música &#8211; mas que não abre a boca para cantar &#8211;  lembra ligeiramente <strong>Kurt Cobain</strong>. Eu tô falando do violinista <strong><a href="http://www.aoscubos.com/?s=David+Garrett">David Garrett</a></strong> (Universal).</p>
<p style="text-align: justify;">Então, o alemão, de 30 anos, já esteve no Brasil (pelas minhas contas, no Rio, em 2008 &#8211; veja entrevista daquela época para a revista &#8220;<strong><a href="http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1638203-1731,00.html" target="_blank">Marie Claire</a></strong>&#8220;), mas eu só conheci recentemente. E por acaso. Sei que nosso encontro estava predestinado. Porque, ao zapear de canal na TV (madrugada, aquela inquietação), um show apoteótico no <strong>Multishow HD</strong> me chamou a atenção. Era um palco armado em um parque (<em>Quem não ama?</em>). Em cima dele, apenas um cara cabeludo, loiro, empunhando um violino, e uma multidão espalhada em uma arquibancada.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8812" style="border-image: initial; border-width: 1px; border-color: white; border-style: solid;" title="Reprodução" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/multidao-520x348.jpg" alt="" width="520" height="348" /><em>Infelizmente, não era no Parque Villa Lobos, em São Paulo. Infelizmente³!</em></p>
<p>O show, em tom de espetáculo pop, passeava tranquilamente sem soar estranho entre temas eruditos e populares. No repertório? O CD mais recente, &#8220;Rock Symphonies&#8221;, de 2010, lançado em 2011 pela Universal aqui no Brasil. Quando comecei a desbravar o som, e perceber os acordes de músicas familiares, como a &#8220;<strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Z7oPHkqzPqA&amp;ob=av2e" target="_blank">5ª Sinfonia</a></strong>&#8220;, de <strong>Beethoven</strong>, o tema de <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=stGtcuojkx4" target="_blank">Missão Impossível</a></strong> e clássicos como &#8220;<strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=IXOn_v8yRxM&amp;feature=related" target="_blank">November Rain</a></strong>&#8220;, do<strong> Guns &#8216;N Roses</strong>, e &#8220;<strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=FzwpvGyaVOM" target="_blank">Live and Let Die</a></strong>&#8220;, de <strong>Paul McCartney</strong>, e &#8220;<strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=aHlHMse2N9I" target="_blank">Walk This Way</a></strong>&#8220;, do <strong>Aerosmith</strong>, sabia que precisava ouvir mais. E, claro, a incrível versão de &#8220;Smells Like Teen Spirit&#8221; <span style="color: #99ccff;">(<em>veja o vídeo lá no fim do post</em>)</span>. De outro show, tem a comovente &#8220;<strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=4uRC4nUQSRQ" target="_blank">Who Wants To Live Forever</a></strong>&#8220;, do <strong>Queen</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8817" style="border-image: initial; border-width: 1px; border-color: white; border-style: solid;" title="Reprodução" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/plateia_velhinha_adolescentes-520x240.jpg" alt="" width="520" height="240" /><em>Na plateia, de senhorinhas (à esq.) a jovens, pais de família e geralzão (à dir.)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-8818" style="border-image: initial; border-width: 1px; border-color: WHITE; border-style: solid;" title="Reprodução" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/david_garrett_rocksymphonies-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" />No fim do show, pensei que já tinha visto aquela cara. E fui rever uns CDs que tinha ganho da gravadora, e lá estava ele: Achei, e completinho! Primeira coisa que fiz? Upar para o computador e passar para o iPod. Nos últimos tempos, tenho ouvido bastante. E quem sabe vocês também não se animam a ouvir um som clássico, instrumental (obviamente!), mas com pérolas da nossa geração. Curtiu? Passamos uns links abaixo e vídeos desse show, gravado em 2010, em Berlim.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/l-aX9qVp18Q" frameborder="0" width="519" height="352"></iframe></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Encube-o: <strong><a href="http://david-garrett.com/">Site oficial</a></strong> | <strong><a href="http://www.facebook.com/#!/davidgarrettofficial?ref=ts  ">Facebook</a></strong>| <strong><a href="http://www.youtube.com/user/DavidGarrettVEVO">YouTube</a></strong></p>
</blockquote>

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		<title>Florence + the Machine arrebata público em festival bem sucedido</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 22:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[shows]]></category>
		<category><![CDATA[Florence And The Machine]]></category>
		<category><![CDATA[Summer Soul Festival]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotos de Guilherme Assis Em sua segunda edição, o Summer Soul Festival abocanhou um bom espaço sem muitos eventos no começo do ano, mostrou que já tem uma identidade bem definida e que tem fôlego para acontecer muitas vezes se &#8230; <a href="http://www.aoscubos.com/florence-the-machine-arrebata-publico-em-festival-bem-sucedido/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"><em>Fotos de <strong>Guilherme Assis</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/florence-the-machine-arrebata-publico-em-festival-bem-sucedido/flo05/" rel="attachment wp-att-8795"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8795" title="flo05" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/flo05-520x346.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em sua segunda edição, o <strong>Summer Soul Festival</strong> abocanhou um bom espaço sem muitos eventos no começo do ano, mostrou que já tem uma identidade bem definida e que tem fôlego para acontecer muitas vezes se tiver sempre o mesmo sucesso ao definir sua programação como teve nessa edição. A atração principal da noite foi o cantor havaiano <strong>Bruno Mars </strong>que, mesmo ainda no primeiro álbum, arrancou gritos femininos em uníssono do início ao fim de seu show e fez uma performance digna de um candidato a novo rei do pop. Mas foi a banda britânica <strong>Florence + the Machine </strong>que fez a apresentação com mais “alma” do dia. Considerando o nome do festival e que a banda não é necessariamente “soul”, foi um feito bem notável.</p>
<p><span id="more-8784"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/florence-the-machine-arrebata-publico-em-festival-bem-sucedido/flo01/" rel="attachment wp-att-8791"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8791" title="flo01" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/flo01-520x346.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Com as discussões recorrentes (e meio desnecessárias) sobre quem substituirá o <strong>U2</strong> como &#8220;maior&#8221; banda de rock do mundo – os candidatos são os de sempre: <strong>Coldplay, Foo Fighters, Muse</strong>&#8230; – eu me perguntei, desde que saiu o épico estratosférico “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=WbN0nX61rIs&amp;ob=av2e">Shake It Out</a>”, se o <strong>Florence + the Machine</strong> não pode ser um forte candidato a ocupar esse posto. <strong>Florence Welch</strong>, o furacão ruivo que comanda esse esperto híbrido entre carreira solo e banda, tem a rara soma de talento como vocalista, compositora e intérprete aliados a uma fortíssima e original imagem individual que já a tornaram uma das mais importantes “rockstars” dessa geração, por mais que isso não se reflita na tímida personalidade que vem à tona quando não está no palco.</p>
<p style="text-align: justify;">O que também explica a carreira tão bem sucedida do <strong>Florence + the Machine</strong> desde o lançamento do álbum de estreia “Lungs” em 2009, é o modo como Florence explora e domina em suas músicas a grandiosidade e a catarse. Elas funcionam bem para um público carente desse tipo de explosão e que não quer encontrá-la nos discursos rasos e imperativos da “música de balada” ou no comprometimento ideológico necessário para a música gospel, e funcionam melhor ainda ao vivo onde a catarse é alcançada através da coletividade e da “comunhão com o próximo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/florence-the-machine-arrebata-publico-em-festival-bem-sucedido/flo04/" rel="attachment wp-att-8794"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8794" title="flo04" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/flo04-520x346.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Não é à toa que a projeção durante o show de Florence imita vitrais de uma catedral, que a harpa e o órgão sejam tão importantes em sua música, e que em “What the Water Gave Me” segunda música do show após a abertura matadora com “Only if for a night”, o público voluntariamente erguia as duas mãos em direção à Florence durante o refrão em tom religioso “Lay me down, let the only sound, be the overflow”. A aproximação da música e da atitude de Florence com essa temática transforma seu show em um culto moderno onde Florence é a ponte entre o público e uma sensação divina a ser alcançada. Algo como, me perdoem o uso do termo, um “descarrego”, inofensivo e sem vínculos ideológicos.</p>
<p style="text-align: justify;">O público absolutamente emocionado pela figura angelical de Florence, que saltitava e girava como uma ninfa, cantava como uma diva, e falava nos intervalos entre as músicas como uma pré-adolescente empolgada, gritava trechos como “It’s hard to dance with the devil on your back, so shake him off” com a intensidade que um verso assim requer. Florence ficou visivelmente emocionada. Não falou tanto assim, mas o modo como brincou com a bandeira do Brasil durante o mega hit “Dog Days Are Over” ou que, surpreendida, deixou o microfone para que o público continuasse cantando o começo de “No Light, No Light”, disse tudo que era necessário.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/florence-the-machine-arrebata-publico-em-festival-bem-sucedido/flo03/" rel="attachment wp-att-8793"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8793" title="flo03" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/flo03-520x346.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A setlist impecável, passou por 5 músicas do álbum “Lungs” (incluindo a ótima surpresa “Between Two Lungs”), as 6 melhores músicas do álbum mais recente “Ceremonials” e um cover <em>a capella</em> emocionante de “Something’s Got a Hold On Me” de <strong>Etta James</strong>, que faleceu recentemente e que segundo Florence, é a responsável por ela estar ali. A apresentação foi consideravelmente pequena, devido aos tempos apertados que um festival impõe, mas talvez esse lado também tenha sido bom para que o arrebatamento do público durasse ininterrupto do começo ao fim do show.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/florence-the-machine-arrebata-publico-em-festival-bem-sucedido/flo02/" rel="attachment wp-att-8792"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8792" title="flo02" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/flo02-520x346.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">É bom deixar claro que a produtora que quiser trazer novamente para São Paulo o fenômeno Florence + the Machine ainda na turnê desse álbum certamente não irá se arrepender. Das mais de 20 mil pessoas que prestigiaram o Summer Soul Festival desse ano ficou absolutamente claro que pelo menos 5 mil estavam ali somente para ver Florence e a veriam de novo sem pensar duas vezes. A menina ruiva que nos confunde com sua mistura de maturidade, inocência, força e fragilidade tem tudo para continuar conquistando o mundo e ganhar cada vez mais fiéis para sua máquina celestial.</p>
<p><object width="520" height="382" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Faoscubos%2Fsets%2F72157629045383471%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Faoscubos%2Fsets%2F72157629045383471%2F&amp;set_id=72157629045383471&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=109615" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="520" height="382" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=109615" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Faoscubos%2Fsets%2F72157629045383471%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Faoscubos%2Fsets%2F72157629045383471%2F&amp;set_id=72157629045383471&amp;jump_to=" allowFullScreen="true" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">As também britânicas (e relativamente desconhecidas) <strong>Dionne Bromfield</strong> e <strong>Rox</strong> ficaram visivelmente felizes com o &#8220;calor&#8221; do público, satisfeito com o line-up coerente do festival. Ambas tiveram nos covers seus melhores momentos: Dionne cantando a versão comportada de &#8220;Fuck You&#8221; de <strong>Cee-Lo Green</strong> e &#8220;My tears dry on their own&#8221; de sua madrinha <strong>Amy Winehouse,</strong> e Rox com &#8220;Only Girl&#8221; de <strong>Rihanna</strong>. Dionne, mesmo tão nova, passou ter mais potencial, enquanto Rox fez uma apresentação de respeito mas genérica (atrapalharam também as projeções de gosto duvidoso que se repetiam em seu show). <strong>Seu Jorge</strong>, único brasileiro do Festival, apareceu num terno vermelho impecável e fez uma apresentação animada apesar de soar deslocado entre <strong>Florence + the Machine</strong> e<strong> Bruno Mars.</strong></p>

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		<title>Penguin Prison faz show em SP</title>
		<link>http://www.aoscubos.com/penguin-prison-faz-show-em-sp/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=penguin-prison-faz-show-em-sp</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 14:18:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Aloi</dc:creator>
				<category><![CDATA[promoções]]></category>
		<category><![CDATA[shows]]></category>

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		<description><![CDATA[A banda Penguin Prision, desembarca em São Paulo nesta sexta-feira (27), para uma apresentação no Beco 203. A noite segue com o Database e o Roots Rock Revolution comandando a festa. E nós vamos dar três pares de ingresso. Quer &#8230; <a href="http://www.aoscubos.com/penguin-prison-faz-show-em-sp/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8774" title="Reprodução" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/PenguinPrision.jpg" alt="" width="520" height="100%" /></p>
<p style="text-align: justify;">A banda <strong>Penguin Prision</strong>, desembarca em São Paulo nesta sexta-feira (27), para uma apresentação no Beco 203. A noite segue com o <strong>Database</strong> e o <strong>Roots Rock Revolution</strong> comandando a festa. E nós vamos dar três pares de ingresso. Quer concorrer? Se liga aí depois do [leia mais]!<span id="more-8773"></span></p>
<p>Constantemente comparado a grandes nomes como Hot Chip, LCD Soundsystem e Miike Snow, Penguin Prison é liderado pelo multi-instrumentista <strong>Chris Glover</strong>. O trio lançou o primeiro álbum este ano (&#8220;Penguin Prison&#8221;), e além de ser presença constante em festas e festivais indies ao redor da América e Europa, é apontado como &#8220;Aposta&#8221; para 2012 por publicações como a <strong>Rolling Stone</strong>.</p>
<div>
<p>Bom, para concorrer, é fácil: vocês precisam seguir o <strong><a href="http://www.twitter.com/aoscubos" target="_blank">Twitter</a></strong> do @aoscubos para participar. A gente vai contar o nome de todo mundo que venceu na quinta-feira (26) à noite. Agora, é só torcer para que você leve seu acompanhante na faixa (lembrando que NÃO disponibilizamos o traslado para ir ao show, é só o par de ingressos). Tá feito? É Só dar RT para concorrer a um dos três pares:</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #f5095e;">O Penguin Prison faz show no @beco203_sp e o @aoscubos te leva na faixa. Siga, dê RT e concorra! - http://migre.me/7FGJy</span></h2>
</div>
<div></div>
<p>Os novaiorquinos tocarão também no dia 28 de janeiro no <strong><a title="Frigideira indie: M/E/C/A ‘pega fogo’ nas areias do sul" href="http://www.aoscubos.com/frigideira-indie-meca-pega-fogo-nas-areias-do-sul/">MECA Festival</a></strong>, no Rio Grande do Sul, que já trouxe nomes como <strong>Two Door Cinema Club</strong>, <strong>Vampire Weekend</strong>, e este ano apresenta The Rapture e Cansei de Ser Sexy.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/79NkaHZmrrs" frameborder="0" width="519" height="264"></iframe></p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<blockquote>
<div><strong><span style="text-decoration: underline;">SERVIÇO</span></strong></div>
<div> Convidados: Database + Roots Rock Revolution</div>
<div>Sexta-feira (27 de janeiro)</div>
<div>Local: Beco 203 (Rua Augusta, 609 – Consolação)</div>
<div>Horário de abertura da casa: 22h</div>
<div>Horário de início do show: Meia noite</div>
<div> Preço: R$ 60 (Inteira)</div>
<div></div>
<div>Onde comprar: <a href="http://www.lojabeco.com.br/" target="_blank">www.lojabeco.com.br</a><br />
Ingresso Físico: Chilli Beans |  Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569)</div>
<div></div>
</blockquote>

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		</item>
		<item>
		<title>Aos Cubos pergunta e Florence Welch responde</title>
		<link>http://www.aoscubos.com/aos-cubos-pergunta-e-florence-welch-responde/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=aos-cubos-pergunta-e-florence-welch-responde</link>
		<comments>http://www.aoscubos.com/aos-cubos-pergunta-e-florence-welch-responde/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 00:56:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aos Cubos]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Florence And The Machine]]></category>
		<category><![CDATA[Summer Soul Festival]]></category>

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		<description><![CDATA[Florence Welch, força motriz do Florence + the Machine, já está em São Paulo para sua apresentação no Summer Soul Festival amanhã (ela toca às 21h, antes de Seu Jorge e Bruno Mars) e nós do Aos Cubos conseguimos fazer &#8230; <a href="http://www.aoscubos.com/aos-cubos-pergunta-e-florence-welch-responde/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/Florence01.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8750" title="Florence01" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/Florence01-520x346.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Florence Welch</strong>, força motriz do <strong>Florence + the Machine</strong>, já está em São Paulo para sua apresentação no <strong>Summer Soul Festival</strong> amanhã (ela toca às 21h, antes de <strong>Seu Jorge</strong> e <strong>Bruno Mars</strong>) e nós do Aos Cubos conseguimos fazer duas perguntinhas pra ela na coletiva que aconteceu no fim da tarde desta segunda. Confira depois do pulo:</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8748"></span><strong style="text-align: justify;">Enquanto o disco &#8220;Lungs&#8221; tem um som mais diversificado, com diferentes estilos, o &#8220;Ceremonials&#8221; é mais focado num som muito grandioso. A tendência é que o terceiro álbum siga esse estilo grandioso ou há alguma chance de ele ser algo minimalista como o the XX, já que Jamie XX é um parceiro.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Eu não sei! Eu não comecei a escrever, e inclusive eu estou meio ansiosa porque já faz um tempo que não escrevo. Eu nunca tenho muita certeza o que vai acontecer em estúdio, não sei como eu pensaria muito antes da gravação se eu tivesse que fazer um álbum conceitual. O que eu costumo fazer é muito mais instintivo, de ouvir uma coisa e dizer &#8216;Oh, eu gostei disso, eu quero isso no álbum&#8217; e, claro, isso requer um engenheiro de som muito paciente. Mesmo. É uma loucura do tipo &#8216;Ah, coloca aquilo ali, mude de lugar, agora inverta&#8217; (gesticulando muito)&#8230; Então eu creio que, pelo jeito que eu componho, o álbum pode ir pra qualquer lado. Literalmente, pra qualquer lado&#8230; Ah, como você vai traduzir toda essa parte de (gesticulando) &#8220;mude, inverta&#8221; (risos)&#8221;.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/3rYut_pfs3M" frameborder="0" width="520" height="382"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como veio a decisão de lançar todos os singles do &#8220;Ceremonials&#8221; apenas em edições extremamente luxuosas e limitadas que custam 50 libras (quase o triplo do preço de um álbum)? Você acha que a música em formato físico está destinada a virar um artigo de luxo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Esses lançamentos foram feitos pensando em colecionadores, no nicho que existe de pessoas que estão dispostas a pagar tanto por um item tão especial. Quanto ao fato de o formato físico virar um artigo de luxo&#8230; eu, realmente, espero que não! Nada se iguala à sensação de poder entrar em contato com a música desse jeito, especialmente com vinis. Com CDs, eu sinto que eles são muito frágeis, quebráveis, arranham fácil&#8230; Tudo bem, o vinil também arranha e pega poeira, mas é diferente, a sensação é diferente, você sente que a música está lá. Diria que existe um certo romance em ouvir vinis. Então, não posso prever se esse será o destino da música, porque veja só como estão os tempos! Mas eu realmente espero que isso não aconteça.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/Florence02.jpg"><img class="size-medium wp-image-8751 aligncenter" title="Florence02" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/Florence02-346x520.jpg" alt="" width="520" height="100%" /></a></p>

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		<title>Zola Jesus exorciza público paulistano com sua voz gloriosa</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 20:59:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
		<category><![CDATA[clash]]></category>
		<category><![CDATA[zola jesus]]></category>

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		<description><![CDATA[Quase tudo o que constitui a “aura mítica” de Zola Jesus, stage name da norte-americana de 22 anos Nika Rosa Danilova, se comprovou pouco depois que ela entrou no palco cantando “Avalanche”, e anunciou num tom profético “It all goes &#8230; <a href="http://www.aoscubos.com/zola-jesus-exorciza-publico-paulistano-com-sua-voz-gloriosa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/zola-jesus-exorciza-publico-paulistano-com-sua-voz-gloriosa/01-14/" rel="attachment wp-att-8726"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8726" title="01" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/01-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quase tudo o que constitui a “aura mítica” de <strong>Zola Jesus</strong>, stage name da norte-americana de 22 anos <strong>Nika Rosa Danilova</strong>, se comprovou pouco depois que ela entrou no palco cantando “Avalanche”, e anunciou num tom profético “It all goes down”. A infância completamente isolada numa fazenda cercada por florestas onde a única criança que conhecia era seu irmão, os estudos obsessivos de canto operístico, e o reconhecimento da música pop e do R&amp;B como influências tão ou mais importantes do que a música dita alternativa&#8230; tudo isso está inexplicavelmente claro no jeito em que Zola canta, se movimenta pelo palco e, como aconteceu em São Paulo, enlouquece os fãs.</p>
<p><span id="more-8722"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/zola-jesus-exorciza-publico-paulistano-com-sua-voz-gloriosa/09-4/" rel="attachment wp-att-8728"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8728" title="09" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/09-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Após ir para a universidade, Zola passou a criar sozinha em seu próprio quarto todos os arranjos de música que deram origem a seus primeiros EPs e ao álbum “The Spoils” de 2009. O seu terceiro disco, o elogiadíssimo “Conatus” que saiu ano passado, tem também todos os arranjos feitos pela própria Zola, mas com uma produção visivelmente mais madura e “expandida”. No show que aconteceu no <strong>Clube Clash</strong> na última quinta (19) essa auto-suficiência se refletiu no palco: Zola se apresentou apenas com um tecladista que também controlava um Mac com as bases pré-gravadas, e uma bateria que era apenas um prato.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/zola-jesus-exorciza-publico-paulistano-com-sua-voz-gloriosa/02-13/" rel="attachment wp-att-8727"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8727" title="02" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/02-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Tanto minimalismo poderia tornar a apresentação “artificial” demais, mas quem dá vida ao show (e é o centro das atenções) é o inacreditável vozeirão de Zola, embalado no seu tamanho também inacreditável. Como talvez sua vó diria, Zola é um “pinguinho de gente” (dá pra ter uma ideia <a href="https://twitter.com/#!/ZOLAJESUS/status/160080537808150528/photo/1">nessa foto tirada no Brasil</a> e postada no perfil do twitter da cantora), mas seria um clichê absurdo dizer que ela “cresce” no palco. O que acontece é bem mais complexo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aoscubos.com/zola-jesus-exorciza-publico-paulistano-com-sua-voz-gloriosa/13-2/" rel="attachment wp-att-8730"><img class="size-medium wp-image-8730 aligncenter" title="13" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/13-390x520.jpg" alt="" width="390" height="520" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A catarse que tenta provocar com suas músicas (cujo resultado passa longe do “gótico”, apesar de esse ser um termo que aparece frequentemente agregado a ela) e a desinibição com que se move pelo palco (com direito a escaladas, passeios pelo público e danças malucas que às vezes parecem um ritual e outras vezes apenas um “exorcismo cotidiano”) parecem querer que o público “cresça” com ela e não apenas a assista. Nesse caso o uso de música eletrônica como base pra sua voz faz muito sentido: as linhas melódicas explosivas mas absolutamente acessíveis, fazem com que Zola por muitas vezes pareça a reencarnação de alguma diva dos anos 80 (durante o show me veio <strong>Tina Turner</strong> na cabeça) só que com um pequeno público alternativo como platéia enlouquecida, ao invés de um estádio com milhares de pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/zola-jesus-exorciza-publico-paulistano-com-sua-voz-gloriosa/08-6/" rel="attachment wp-att-8732"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8732" title="08" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/08-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E ficou claro o quanto Zola ficou feliz pelo público ter se empolgado tanto com sua apresentação. Em certo momento, quando as pessoas levaram as mãos para “tocá-la”, num dos gestos mais manjados de qualquer show, Zola não ignorou nem “passou a mão de leve” como a maioria dos artistas fazem. Ela continuou cantando e pegou muito forte cada uma das mãos que conseguiu, olhando para o dono da mão como se estivesse cantando e dedicando sua alma a ele. De arrepiar né?</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/zola-jesus-exorciza-publico-paulistano-com-sua-voz-gloriosa/15-2/" rel="attachment wp-att-8731"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8731" title="15" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/15-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Essa fúria e intensidade que nunca deixam de ser sóbrias dizem muito sobre a maturidade de <strong>Zola Jesus</strong>. Mesmo no “solo de bateria” de “Vessel”, última música do show antes do bis, em que ela arrebentava o prato como se sua vida dependesse disso, estava visível que ela sabia muito bem o que estava fazendo. <strong>Zola Jesus</strong> mostra que é necessário ter competência musical pra se sobressair no mar de &#8220;músicos de quarto&#8221; e é uma das figuras mais autênticas entre os novos nomes da música alternativa. Mas ela também mostra que a linha entre “alternativo” e “mainstream” está cada vez mais difusa. De fato, Zola representa uma geração em que essa diferença tem cada vez menos sentido e importância.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/dL6TIcDQ2tc" frameborder="0" width="520" height="382"></iframe></p>

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		<title>As Aventuras de Tintim une definitivamente live-action e animação</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 12:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[as aventuras de tintim]]></category>
		<category><![CDATA[estreia]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Estreia nessa sexta em todo o Brasil (inclusive nas salas iMax) o novo filme de Steven Spielberg, a ambiciosa adaptação para os cinemas de três histórias do personagem clássico das histórias em quadrinhos Tintim. Além de ser entretenimento de primeira &#8230; <a href="http://www.aoscubos.com/as-aventuras-de-tintim-une-definitivamente-live-action-e-animacao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/as-aventuras-de-tintim-une-definitivamente-live-action-e-animacao/tintim/" rel="attachment wp-att-8702"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8702" title="Tintim" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/Tintim-520x292.jpg" alt="" width="520" height="292" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Estreia nessa sexta em todo o Brasil (inclusive nas salas iMax) o novo filme de <strong>Steven Spielberg</strong>, a ambiciosa adaptação para os cinemas de três histórias do personagem clássico das histórias em quadrinhos <strong>Tintim</strong>. Além de ser entretenimento de primeira (o primeiro filme que não é da Pixar a ganhar o<strong> Globo de Ouro de Melhor Animação</strong> desde que a categoria foi criada), o filme dá um passo além no método de captura de movimentos e abre muitas possibilidades de utilização para essa tecnologia, que já é bem conhecida, mas que nunca tinha sido utilizada numa animação com tanto êxito.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8699"></span><span style="text-align: justify;">Durante a última década o diretor </span><strong style="text-align: justify;">Robert Zemeckis</strong><span style="text-align: justify;">, responsável por clássicos como a trilogia &#8220;De Volta Para o Futuro&#8221; e &#8220;Uma Cilada Para Roger Rabbit&#8221;, tentou fazer &#8220;vingar&#8221; a tecnologia da animação por captura de movimentos, onde ao invés de personagens humanos 100% produzidos com computação gráfica (como em &#8220;Os Incríveis&#8221; da </span><strong style="text-align: justify;">Pixar</strong><span style="text-align: justify;">), temos personagens construídos com base nos dados captados por sensores colocados em atores de &#8220;carne e osso&#8221;, como os personagens de Tom Hanks em &#8220;O Expresso Polar&#8221;, de 2004, primeiro filme de Zemeckis usando essa tecnologia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/as-aventuras-de-tintim-une-definitivamente-live-action-e-animacao/tintim3/" rel="attachment wp-att-8704"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8704" title="Tintim3" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/Tintim3-520x292.jpg" alt="" width="520" height="292" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de já ser um método aclamado em filmes em live-action como o personagem <strong>Sméagol</strong> de &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221; ou todos os alieníngenas Na&#8217;Vi de &#8220;Avatar&#8221;, Zemeckis nunca obteve o sucesso esperado com seus filmes. Seguiram-se a &#8220;O Expresso Polar&#8221;, &#8220;Beowulf&#8221;, &#8220;Os Fantasmas de Scrooge&#8221; e sua última tentativa (como produtor), o filme &#8220;Marte Precisa de Mães&#8221;, que foi um fracasso tão retumbante (custou 150 milhões de dólares e faturou 40) que acabou fechando e falindo definitivamente seu estúdio, o <strong>ImageMovers</strong>. Mas o que torna o Tintim de Spielberg tão melhor que as tentativas fracassadas de Zemeckis?</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, a história: as aventuras de Tintim têm uma narrativa irresistível, bons momentos de humor, e o fato de o personagem já ser aclamado em outra plataforma torna muito mais fácil se relacionar com ele no cinema, indo na contra-mão das histórias água com açúcar dos filmes de Zemeckis (o que também se explica um pouco pelo fato de todos esses filmes dele estarem sob o cabresto da <strong>Disney</strong>). Em segundo lugar, se afastar das tentativas de tornar os personagens &#8220;humanos demais&#8221; como nos filmes de Zemeckis, e deixar os cenários absolutamente realistas mas os personagens humanos cartunescos na medida certa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/as-aventuras-de-tintim-une-definitivamente-live-action-e-animacao/tintim5/" rel="attachment wp-att-8706"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8706" title="Tintim5" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/Tintim5-520x292.jpg" alt="" width="520" height="292" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Isso é essencial porque já é fato conhecido (pela interessantíssima hipótese &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Uncanny_valley">Uncanny Valley</a>&#8220;) que humanos sentem repulsa de seres muito parecidos mas não idênticos a outros humanos. Por isso é muito mais fácil sentir empatia por uma criatura completamente artificial com atitudes humanas (como o adorável <strong>Wall-E</strong>), do que pelos bizarrísimos personagens de<strong> Tom Hanks</strong> em &#8220;O Expresso Polar&#8221;, a insípida criatura de <strong>Angelina Jolie</strong> em &#8220;Beowulf&#8221;, ou até na versão &#8220;novinha&#8221; de <strong>Jeff Bridges</strong> no recente &#8220;Tron: O Legado&#8221;, que passa uma sensação constante de &#8220;é-quase-de-verdade-mas-tem-algo-muito-estranho-ali&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Spielberg ganhou o jogo quando chamou <strong>Peter Jackson</strong> pra produzir o filme, colocou a <strong>WETA Digital</strong> (responsável pelos efeitos de &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221;, &#8220;King Kong&#8221;, e &#8220;Planeta dos Macacos: A Origem&#8221;) na jogada, e por tabela o ator <strong>Andy Serkis</strong> que já é mestre em trabalhar com essa técnica, tendo interpretado justamente os personagens Sméagol, King Kong, e o macaco César, &#8220;protagonista&#8221; de Planeta dos Macacos. Em Tintim, Andy Serkis interpreta o <strong>Capitão Haddock</strong>, personagem tão cativante que eclipsa o próprio Tintim por vários momentos. E é difícil não se emocionar com a trajetória do personagem, o que explica porque sua interpretação, mesmo &#8220;virtual&#8221;, esteja em campanha pra concorrer ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aoscubos.com/as-aventuras-de-tintim-une-definitivamente-live-action-e-animacao/tintim2/" rel="attachment wp-att-8703"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8703" title="Tintim2" src="http://www.aoscubos.com/wp-content/uploads/2012/01/Tintim2-520x292.jpg" alt="" width="520" height="292" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, essa é só uma das questões que essa nova tecnologia levanta: quais as consequências de se fazer uma animação hiper realista como Tintim? Se filmes como &#8220;Avatar&#8221; já eram praticamente uma animação, não seria o caso de se pensar em criar um novo gênero híbrido entre animação e live-action? Uma animação hiper-realista não &#8220;diminui&#8221; a animação tradicional? Falando em dinheiro, que é a língua que a indústria entende, Tintim custou 90 milhões de dólares mas, com todas suas extravagâncias visuais (há planos sequência inacreditáveis) teria um custo inimaginável sendo feito em live-action, então a tendência de se criar cenários completamente virtuais é algo que veio pra ficar.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora corra para a tela maior que conseguir arranjar (assistir no iMax é sempre uma boa pedida) e confira &#8220;As Aventuras de Tintim&#8221;. Pense que é um filme do Spielberg, abra seu coração, e possivelmente você sairá de lá tão deslumbrado como o próprio Spielberg parece com as possibilidades dessa nova tecnologia e com sua estreia numa animação.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Nq5wKa0ihmM" frameborder="0" width="520" height="382"></iframe></p>

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