Documentário mostra Lady Gaga sem camadas e bem pé no chão

Por Mateus Neves

Fui ver o documentário de Lady Gaga, na Netflix, acreditando que veria mais uma ação de divulgação de um novo álbum. Mas o documentário “Five Foot Two” mostra uma artista global sem filtros, bem pé no chão. O .doc, realmente participa de um momento estratégico de sua carreira, depois que seu último trabalho foi tomado por críticas.

Porém com um detalhe chama a atenção nesse especial: Stefani Germanotta não é apenas uma, mas todas as facetas e personagens que ela quis ser na indústria pop que, ela ajudou a construir nos últimos anos. A maior prova de que o Frankenstein do pop deu certo é sua apresentação no Super Bowl. O intervalo com maior audiência dos EUA precisava de alguém que soubesse falar de diversidade e diferenças para a massa em forma de entretenimento, e isso Stefani soube fazer.

Atriz como hobbie, ela experimenta de todos seus alteregos com uma essência mais sentimental e pessoal sem todo aquele aparato em camadas que ajuda ela diretamente a ocultar todas suas possíveis inseguranças, problemas e medos. A impressão que fica é de que Gaga, assim como seu ídolo Andy Warhol, utiliza a cultura pop apenas como veículo para fazer o que quiser e bem entender com sua arte.

Com o especial, nota-se uma artista mais madura, que acredita em sua potência artística do que no imaginário de seus fãs – que a colocam como a pioneira de um pop mais estético. E, assim, ela cria o próprio limite onde a criatividade dela pode ir sempre em contraponto com o que o mercado espera dela. Afinal, she is a free bitch, baby!

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