Dia 2 de @SWUBrasil: cutucada do teatro na realidade, brasileiros-destaque e a monarquia Followill

O segundo dia (domingo, 10 de outubro) do SWU (Starts With You) – festival de música e arte, realizado na Fazenda Maeda, em Itu (no interior de São Paulo), começou com O Teatro Mágico, que subiu ao Palco Ar e animou com show pra lá de lúdico e músicas impregnadas de poesia – com melodias que  arrepiam, emocionam e contagiam. Abaixo, as minhas impressões:

Teatro conquistou a galera, que cantava  e pulava na maior animação – pra espanto de críticos, que insistiam em dizer que a banda não tinha espaço no evento. A frase “a poesia prevalece”, marca da banda, foi  repetida ao longo do espetáculo, que começou com Amadurecência e Abaçaiado.  Na sequência, Camarada  D’agua e Pena, mas os destaques do show foram Sonho de uma Flauta e, ao final, O Anjo Mais Velho.

Líder da trupe, Fernando Anitelli, apareceu no palco com camiseta do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) para levantar polêmica. Em seu discurso ecocapitalista, cutucou: “falar de  sustentabilidade sem falar de reforma agrária e agricultura familiar é  assistencialista”. A banda é conhecida por suas letras engajadíssimas. Ao vivo misturam circo, teatro e poesia – reflexões  sociais e valor da cultura livre. Teatro Mágico é d’uma cena diferente da MPB. Vale à pena conferir o show dos caras.

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Jota Quest começou com La Plata, sucesso entre a galera que  acompanha a banda. Depois veio a conhecida: Na Moral, somando mais  pessoas no coro. A banda teve um problema, pois parte da bateria estava faltando. Rogério Flausino tirou de letra, fazendo piadinha: “Olha, gente,  quando o vocalista fala demais é sinal de que aconteceu algum problema, aí a  gente fica enrolando aqui”. Após 3 minutos de espera: “vamos fazer sem  isso mesmo, que se dane!”.

O show continuou cheio de energia, embalado pelos grandes  hits da banda, como Dias Melhores, O Sol, Já Foi, o cover mais que adorado  do rei Roberto Carlos: Além do Horizonte e Mais Uma Vez. Pro fim, restou De Volta Ao Planeta Dos Macacos. Rogério ainda deu um recadinho nada educado, mas bem colocado, para um crítico muito conhecido –  e, segundo ele, nem valia a pena ser citado – que postou uma nota no Twitter, dizendo que o SWU não tinha nada de bom naquele dia.

A multidão delirou quando ele mandou um cala a boca – por meio de um palavrão – e seguiu dizendo que ele só iria mandar um refrão  pra provar que o coitado do cara estava completamente enganado.  E soltou o refrão chiclete, gostoso de cantar, da música Do Seu Lado: “Naaa naa naaa naaa naaa na naa naaa naaa nananá”. Se despediram agradecendo, saíram do Palco Água, voltaram um minuto depois pra tocar a música  inteira, seguidos de muitos, muitos aplausos.

Certeza: Jota Quest foi o sucesso mais inesperado do SWU Brasil.

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Capital Inicial chegou com Ressureição, primeira faixa do novo disco “Das Kapital”,  a primeira de muitas músicas novas que eles resolveram tocar no festival, o que não agradou  muito o público que não conhece a banda nem seu repertório atual. Mas a galera respondeu bem quando  Dinho começou a tocar músicas do Aborto Elétrico, de temas político-polêmicos, como Fátima e Veraneio Vascaína. Sucessos antigos como NatashaIndependência e Quatro Vezes Você não faltaram. O ápice do show foi com  covers de Que País É Esse, do Legião Urbana e Mulher de Fases, dos Raimundos – quando o pessoal foi à loucura. Dinho ainda criticou a nossa Política, num discurso cheio da  gíria “falou, cara?”, entre uma palavra e meia. Pra finalizar, cantaram À Sua Maneira e o show terminou com energia leve e descontraída.

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Kings Of Leon foi a última atração do domingo e subiu ao Palco Água às 23h01, trazendo uma decoração formada por holofotes e um telão de LED (Diodo Emissor de Luz). De fundo preto, uma pilha gigante formada por esses refletores fazia um jogo de luzes incrível. Crawl, do penúltimo álbum Only By The Night (de 2009), foi a primeira do repertório. Seguiram com os supersucessos Mollys Chambers e My party, respectivamente, do primeiro (Youth and  Young Manhood, de 2003) e terceiro CDs (Because Of The Times, de 2007).

Passaram por Be Somebody e, entrando no novo CD – que está sendo lançado este mês na  Austrália, Alemanhã, Reino Unido, EUA e América do Sul –  Mary e Fans. A parte mais melancólica do show ficou por conta da dobradinha  Reverly e Closer. Do segundo CD (Aha Shake Heartbreak, de 2004) só usaram Four KicksThe Bucket pro desespero dos fãs antigos, que esperaram ansiosamente por King Of  Rodeo. Notion foi, como sempre, muito bem recebida por todos. O novo single  Radioactive veio na sequência, reconhecida e aplaudida nos primeiros acordes, mas nada  comparado com Sex On Fire e obrigou até os chatinhos de plantão a  descruzarem os braços e pularem também. On Call, Southbound e Slow Night So  Long foram as últimas músicas antes de se despedirem e deixarem o palco.

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Evidentemente, não poderiam deixar de Tocar Use Somebody. A multidão sabia  disso e permaneceu intacta esperando. Voltaram com Knocked Up e Manhattan, que  esquentou a garganta de todo mundo para a música mais bem recebida do dia 10. Por  volta de 60 mil vozes unidas cantando a plenos pulmões. Definitivamente, foi a energia  mais intensa que presenciamos.

Em defesa – O show foi muito criticado por sites e jornais, que alegaram que a banda não  soube agitar. Quem conhece KoL sabe que a atitude deles no palco é aquela, e sabe o  que esperar de um show deles. Infelizmente, muita gente deixou mesmo a desejar em  participação devido ao cansaço e ao frio, mas a familia Followill cumpriu com seu  papel, sim. FÃS sabem o quanto o show estava à altura das  expectativas e que aquela noite vai ficar na memória.

2 thoughts on “Dia 2 de @SWUBrasil: cutucada do teatro na realidade, brasileiros-destaque e a monarquia Followill

  1. O show do Kings of Leon era um dos que eu mais queria assistir e me decepcionei. Acredito que tenha agradado somente os muito fãs. Achei os caras totalmente sem energia e fui me distrair com outra coisa. rsrs

  2. Não gosto de Teatro Mágico, mas o show deles deve ser muito bom!
    Jota Quest anima até quem não gosta da banda rs.
    Capital Inicial é mto chato e não sei nem oq tava fazendo lá.

    Kings Of Leon eu não gosto tambem. Nunca tinha ouvido a banda (alem de Use Somebody). Conheci mesmo vendo o show pela tv e achei mtoooo chato, sem graça demais, bandinha de igreja. E não pela falta de animação que muita gente criticicou, pq pra mim esse negócio de ‘mãozinha pro alto e tira o pé do chão’ não rola mesmo. Não gostei pq não gostei das músicas e achei os caras com uma vontade de estar em qqr lugar, menos ali. Aphe…

    Bjo ;*

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