Selvagens à Procura de Lei embala teaser do curta “Feliz Ano Novo”

O curta “Feliz Ano Novo”, de Mônica Donatelli (vencedora de Melhor Direção pelo documentário “Anamnese”, no Curta Santos”), ganhou seu primeiro teaser. A música “Despedida”, da banda cearense Selvagens À Procura de Lei, embala a história de dois amores que se perderam com o tempo. A ideia é que o curta percorra os principais festivais do País ainda em 2016. O vídeo estreou no último fim de semana na boate Flexx Club, em SP.

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A trama fala, sobretudo, de nostalgia: pessoas que celebram a paixão, a amizade e que sabem apreciar a beleza nas coisas simples da vida. Dandara vai embora da cidade depois de terminar seu relacionamento com Anne, enquanto Miguel, seu melhor amigo, é deixado por Tales. As histórias são contadas através de cartas, que resumem suas lições dessa experiência. O filme é estrelado pelos atores Diego Gazin (Miguel), Kare Maria (Dandara), Leonardo Guerra (Tales) e Naiara Perez (Anne).

“A gente nunca deixa de amar alguém. Independente do motivo pelo qual acabou. Grandes amores – não só o de casal, mas da família e dos amigos também – permanecem marcados sob a nossa pele pra sempre. Conforme envelhecemos, passamos a ‘colecionar’ esses amores. Cada um é dono de um pedaço de quem você é ou já foi. Sempre quis compartilhar essa reflexão, mostrar o quanto é bonito quando a gente toma consciência disso e passa a respeitar os sentimentos que ajudaram a construir quem somos”, resume a diretora.

Ela diz também que o filme é uma homenagem a todos que aceitam o amor da forma como ele é: “irremediável”. É dedicado às pessoas que acham que o amor não visita a casa dos homossexuais”, argumenta Mônica. “A gente vai envelhecendo e enchendo cada vez mais nossos bolsos com sentimentos e memórias especiais. E fala de amor, claro. Com tudo aquilo que ele traz consigo e com tudo aquilo que ele deixa com a gente pro resto da vida”, explica. “Todas as pessoas que acreditam no amor, que não desistem de acreditar nele, apesar de todas as coisas ruins que vemos”.

Na trama, são retratados dois amores que acabaram de terminar seus relacionamentos: Anne e Dandara e Miguel e Tales. As histórias se interligam e as personagens foram baseadas em fatos reais. “As personalidades são bem parecidas (com os de verdade), mas eu gosto muito de trabalhar com aquilo que os atores trazem para o set, então aceitei muita coisa que veio deles. Quero que os espectadores se identifiquem e se emocionem”, resumiu.

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ATORES
Diego Gazin interpreta Miguel
Kare Maria interpreta Dandara
Leonardo Guerra interpreta Tales
Naiara Perez interpreta Anne

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SINOPSE
Um filme que celebra a amizade e a vivência, os amores e as dores, as lembranças e o tempo. Dandara vai embora da cidade depois de terminar seu namoro com Anne, enquanto Miguel, seu melhor amigo, é deixado por Tales. Durante as festas de final de ano, eles buscam algum aprendizado diante daquele ano através de uma reflexão registrada em cartas. “Feliz Ano Novo” fala sobre a melancolia que nos invade diante do encerramento de um ciclo, e da esperança que carregamos no peito diante do início de uma nova chance.

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FICHA TÉCNICA
Direção e Roteiro: Mônica Donatelli
Direção de Fotografia: Daniela Yoshikawa
Direção de Arte: Caroll Solari
Direção de Elenco: Victor Allencar
Fotografia de stills: Thays Deratani
Produção: Anita Barbosa
Produção Musical: André Aloi
Montagem e Finalização: Daniela Yoshikawa e Victor Allencar

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TRILHA SONORA
“Despedida” é uma música do álbum homônimo do Selvagens à Procura de Lei, de 2013, lançado pela Universal Music (que cedeu os direitos da faixa para que estivesse no filme). A música é auto-explicativa e proclama: “Mostrando a realidade de nossa dupla solidão, eu me entrego a você como uma cidade derruba muros”. A banda composta por Rafael Martins (vocal e guitarra), Gabriel Aragão (vocal e guitarra), Caio Evangelista (baixo) e Nicholas Magalhães (bateria) é original de Fortaleza, no Ceará.

 

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Paulo Miklos vai viver Adoniran Barbosa nos cinemas

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Por André Aloi, especial para o Site RG (Fotos: Lindsay Casanova/Divulgação)
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Paulo Miklos, do Titãs, vai dar vida a Adoniran Barbosa no filme “Dá Licença de Contar”, que trata da discografia do sambista. Dirigido por Pedro Soffer Serrano, o curta-metragem será lançado no segundo semestre, nos principais festivais do País.

pedro-soffer-serrano“As músicas são muito visuais, as histórias têm narrativas perfeitas, quase uma estrutura de roteiro. Quando ouvia, falava: essa dá um filme”, explica o diretor ao Site RG, sobre a escolha do tema. Com histórias mescladas, interligando personagens de cada trilha, a interpretação de Miklos não é necessariamente um retrato biográfico.

Participam do curta os atores Gero Camilo (Matogrosso), Gustavo Machado (Joca) e Aisha Jambo (Iracema). Serrano explica que foi “incrível” trabalhar com todos, em especial Miklos. “Ele se dedicou muito a esse personagem e o resultado ficou muito legal. Ele deu uma vida ao Adoniran que só ele mesmo seria capaz”, comenta.

Com produção musical de Lucas Mayer, a trilha sonora é original e arranjos que relembram às produções do músico. O Titã regravou duas músicas para o filme: “Samba do Bixiga” e “Saudosa Maloca”.

HISTÓRIA
O filme começa com o senhor de chapéu, gravata borboleta e bigode, relembrando as histórias em uma mesa de bar, nos anos 1980. “As histórias são atemporais, que se passam em sua juventude, mais ou menos datada dos anos 1950. Uma época que não existe mais, em que a cidade tinha um lado humano e uma felicidade, e as pessoas curtiam a natureza das coisas”, reforça.

Segundo Serrano, as faixas fazem parte da cultura popular paulistana e nunca foram retratadas no cinema. “Estão na boca do povo, às vezes a pessoa não gosta tanto de samba e nem sabe que é dele, mas todo mundo sabe pelo menos uma música”, comenta, citando “Saudosa Maloca”, “Trem das Onze” e “Tiro ao Álvaro” entre as principais. “O próprio Adoniran nunca teve o reconhecimento que merecia”, opina.

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LUZ, CÂMERA…
O filme foi gravado no início do ano, entre 19 e 23 de janeiro. Está em processo de finalização e deve ficar pronto em maio, com duração de 15 a 18 minutos.

Entre os locais de gravação estão a Vila Maria Velha, um vilarejo operário na zona leste, datado de 1917, que era ocupado por trabalhadores de uma fábrica e que se conserva como tal até hoje. Além da cidade de Ibiúna (distante 61 km de São Paulo), no interior, onde foram gravadas as cenas rurais.

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