"Até tu, Brutus?"; veja referências do novo clipe de Taylor Swift

Taylor Swift lançou seu novo clipe neste domingo (27.08), “Look What You Made Me Do” – single de retorno para o seu sexto disco “Reputation”, que sai em 10 de novembro. As teorias da conspiração já começam a circular pela internet do que estaria por trás de Taylor clonar ela mesma e enterrar seus “eus” passado. No clipe, a loira ressurge da tumba, participa de um roubo, se vê como rainha em um ninho de cobras, tem um predador natural de estimação (ao que parece, um inofensivo leopardo) e se balança em uma gaiola… Vamos ao que interessa?

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O clipe começa com a cantora enterrando sua reputação… Tudo leva a crer que a referência seja um mural criado pelo artista Lushsux em Melbourne, na Austrália, que anunciava a morte de Taytay depois da exposição da briga dela com Kanye West por Kim Kardashian. Aqui, também surge o pseudônimo que ela usou para escrever o feat. de Calvin Harris com Rihanna: Nils Lorens Sjöberg.

No take seguinte, a cantora está imersa em uma banheira de joias (seriam elas fruto do rouba sofrido por Kim Kardashian durante a semana de moda de Paris, em 2016?).

O cofre fica em uma empresa chamada “Stream.Co”… Seria uma indireta para a roubalheira dos servidos de streamings… No passado, Taylor comprou uma briga tremenda ao liberar suas músicas apenas no serviço de streaming da Apple. Só liberou suas músicas para os outros serviços este ano, justamente na semana de lançamento do “Witness”, de Katy Perry.

E essa máscara da quadrilha que está assaltando o banco… Parece familiar, não?

No mundo pop, Taylor é conhecida como “cobra”. O animal peçonhento faz referência às suas briguinhas, como a com Katy Perry (por causa de dançarinos), Kim Kardashian e Kanye West (por aquela ceninha no VMA de 2009, quando Kanye interrompeu Taylor durante o discurso de melhor vídeo feminino porque ele acreditava que Beyoncé deveria levar o prêmio; e depois porque ela sabia da referência a ela na música “Famous”, do rapper); mais tarde, Taylor também entrou em uma disputa para que “This Is What You Came For”, parceria de seu ex-namorado, Calvin Harris, e Rihanna levasse os créditos por ter escrito e gravado backing vocals. Sem contar as infinitas músicas endereçadas aos ex-namorados…

A frase “Et tu Brute” é uma expressão tirada da peça “Júlio César” (“The Tragedie of Julius Caesar”, do inglês), datada de 1559. Essas teriam sido as palavras de atribuídas a Julio César quando descobriu que Brutus havia conspirado contra o ditador romano. Por falar em traição, talvez por isso ela tenha usado as motos de “Judas”, de Lady Gaga, neste take…

Essa é auto-explicativa, né? O mundo não perdoa o fato de Katy Perry ter um record na Billboard: cinco singles consecutivos na parada americana, mesmo número de Michael Jackson, e não ter conseguido levar nenhum gramofone dourado para casa. No entanto, ela teve 13 indicações (número que aparece no pescoço do pequeno leopardo no banco de passageiro) e, por incrível que pareça, é o número da sorte de Taylor. A premiação também é um marco na carreira delas: única foto em que elas aparecem juntas.

FYI: Sobrou até para Kylie Jenner, que acabou se envolvendo em um grave acidente de carro em Calabasas, Los Angeles, após ter ganhado um carro do namorado. 

Como Taylor não dá ponto sem nó… Não é à toa que ela aparece de laranja (cor que destoava da coleção de Yeezus para a Adidas, em 2016, sempre em tons neutros e crus), com uma tatoo de cobra na perna direita, falando mal de um suposto palco (“your tilted stage”). Mas pode ter aqui outra referência: o circo da mídia… O clipe “Circus”, de Britney Spears, ou “Can’t Be Tamed”, de Miley Cyrus podem aparecer entre as ideias da loira.

Quem não queria ter um grupinho (squad) para chamar de seu? Taylor tem seu próprio e ironiza o fato de todas elas serem modelos, padrões a serem seguidos. Como numa fábrica de larga escala, as modeletes plásticas seguem instruções de Taytay. Na vida real, esse squad é composto por pessoas como a cantora Lorde e as modelos Karlie Kloss, Martha Hunt, Emma Stone, Hailee Steinfeld, Amanda Seyfried, Gigi Hadid, entre outras.

Até Tom Hiddleston, ex-namorado de Taylor, entrou na “brincadeira” do novo clipe. Houve um feriado de 4 de Julho em que o ator apareceu na praia ao lado da cantora e alguns amigos com uma camiseta com os mesmos inscritos. Logo, pipocaram na internet que Taylor preparava sua revanche na separação de Calvin Harris. Mais tarde descobriu-se que se tratava de uma coincidência, pois as iniciais eram do poeta T. S. Eliot, do qual o Loki, de “Os Vingadores” é fã. Ah, e a formação dos garotos do Stiletto (arte de dançar no salto alto) faz referência a “Formation”, de Beyoncé.

No topo da cadeia alimentar do Pop, Taylor criou uma superpersonagem a fim de conseguir enterrar todas as versões dela mesma. Aqui, todas se digladiam para tentar alcançar a Taylor que vem aí com uma reputação inabalável, que não brinca em serviço e pode até ressurgir do lado invertido para acabar com as fofoquinhas do que falam dela.

Essa cena é impagável: uma fútil Taylor fica a par, pelo celular, dos boletos gerados (uma resposta à música “Swish Swish”, de Katy Perry, que fala: ela guarda os recibos). Do lado dela, à esquerda, a Taylor de início de carreira, lá no Country, a da direita é a “garota interrompida” por Kanye West no VMA de 2009.

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